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Cávado

PS/Barcelos defende eleições intercalares para a Câmara

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O presidente da Concelhia de Barcelos do PS, Domingos Pereira, defendeu, esta sexta-feira, a realização de eleições intercalares para a Câmara local, na sequência da cisão registada no seio da maioria socialista.

“Face ao que se tem registado nos últimos tempos, penso que, por uma questão de transparência e de respeito pelos cidadãos, a Câmara precisa de uma relegitimação política, que só poderá ser obtida através de eleições intercalares”, disse Domingos Pereira.

A Câmara de Barcelos é liderada por Miguel Costa Gomes (PS), detendo este partido maioria absoluta, com seis eleitos. No entanto, a 6 de maio, Costa Gomes retirou os pelouros ao vereador Domingos Pereira, que fora o seu número dois, alegando, sobretudo, questões de “deslealdade”.

No mesmo dia, e em solidariedade com Domingos Pereira, outros três vereadores socialistas (Alexandre Maciel, Elisa Braga e Carlos Brito) renunciaram aos pelouros que detinham.

Neste momento, todos os pelouros estão nas mãos de Costa Gomes e da vereadora Armandina Saleiro, entretanto nomeada vice-presidente.

Para Domingos Pereira, esta é uma situação que exige “relegitimação política”.

“O PS, naturalmente, aceitará este princípio de relegitimação política em novo escrutínio intercalar para durar até 2017”, referiu.

Defendeu que “é preciso ter respeito pelos cidadãos barcelenses que deram a maioria ao PS em 2009 e 2013 e que, por isso, têm hoje todo o direito de participar na busca de soluções para o exercício do poder legitimado”, defendeu o líder concelhio do PS.

Explicou ainda que as eleições seriam apenas para a Câmara, deixando de fora a Assembleia Municipal e as juntas de freguesia.

O presidente da Câmara disse que, neste momento, a sua preocupação é encontrar soluções para o pagamento dos salários dos trabalhadores da Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC).

Recorde-se que, na última reunião do executivo, os quatro vereadores do PS chumbaram uma proposta para nomeação de dois novos vogais da administração da EMEC, empresa que ficou assim sem poderes para pagar os salários.

Em relação à proposta de eleições intercalares, Costa Gomes não se pronunciou, apelando apenas à “serenidade” para continuar a assegurar o normal funcionamento do município.

Costa Gomes já tinha desafiado os quatro vereadores sem pelouro a renunciarem ao cargo, dando lugar a “outros socialistas tão bons como eles”.

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