Seguir o O MINHO

Esposende

Prozis: “Estamos a recrutar 30 pessoas por mês”

Fundador da Prozis esteve hoje na inauguração do novo centro tecnológico de Investigação e Desenvolvimento (I&D) da empresa, na Maia.

em

Miguel Milhão na apresentação do novo Centro Tecnológico da Prozis, na Maia. Foto: Facebook de CM Maia (setembro, 2018)

O sempre reservado Miguel Milhão, fundador da Prozis, falou esta manhã a uma reportagem da Câmara Municipal da Maia, a propósito do investimento de 15 milhões de euros, para os próximos dois anos, feito pela sua empresa naquele concelho do distrito do Porto, e hoje apresentado publicamente no centro da cidade.

Entre outras coisas, o responsável pela marca líder europeia em alimentação e suplementação funcional, cuja empresa tem sede em Esposende, revelou estar a contratar cerca de 30 novos colaboradores por mês.

[/video]

Vídeo: Facebook de Câmara Municipal da Maia

“Nós estamos continuamente a recrutar, ou seja, nós neste momento penso que estamos a recrutar 30 pessoas por mês e devemos expandir agora”, disse.

No novo centro tecnológico de Investigação e Desenvolvimento (I&D), na Maia, junto à TECMAIA, a Prozis prevê criar 1.500 novos postos de trabalho, a maioria dos quais nas áreas de programação e sistemas informáticos, sendo que, desses, 300 já têm processo de recrutamento aberto.

A empresa, fundada em 2007, conta atualmente com mais de 800 mil clientes, espalhados por mais de 100 países. Em 2016, facturou 60 milhões de euros.

Os interessados em trabalhar na Prozis podem consultar as oportunidades existentes e apresentar candidaturas espontâneas, online, em https://prozis.breezy.hr/.

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Esposende

Habitantes culpam Estado por avanço do mar em Esposende

Pedrinhas, Cedovém, Suave Mar, Ofir Sul (Esposende) e Amorosa e Pedra Alta (Viana do Castelo) são consideradas “áreas críticas” expostas a fenómenos extremos e ao risco de erosão e de inundações.

em

Foto: cedida por Ana Cristina Dias Ferreira (07/2018)

Os habitantes de Cedovém, Esposende, responsabilizam o Estado pelo avanço do mar e a erosão da costa que servem agora de argumento para a prevista demolição, no novo plano da Orla Costeira Caminha–Espinho, de 34 edifícios naquela zona.

Nas vésperas do fim do prazo para o debate público sobre o plano, previsto para sexta-feira, Carlos Moreira, 71 anos, diz não temer o avanço do mar, apenas o dos homens que decidiram a demolição de quatro núcleos habitacionais no concelho, em nome de um plano que tem como bússola a erosão costeira.

O novo Plano de Ordenamento da Orla Costeira Caminha–Espinho (POOC), diz o pescador, é o resultado de várias decisões que, ao longo do tempo, não conseguiram mais do que agravar o problema.

“Antes dos esporões não havia isto. Eles fizeram tudo ao contrário do que os pescadores diziam e o resultado está à vista. O melhor que eles tinham a fazer era tirar os esporões”, disse.

A convicção de Carlos Moreira foi reconhecida, em fevereiro de 2009, pelos tribunais Administrativo e da Relação, que deram provimento a uma queixa de um morador em Apúlia, concelho de Esposende, considerando que o Estado é culpado da erosão da costa por ter construído um esporão de pedra com 300 metros.

Na decisão, inédita em Portugal, o Estado acabou condenado a pagar 60 mil euros por danos patrimoniais e morais ao queixoso depois de o Tribunal Administrativo do Porto concluir que a construção do esporão pela Direção-Geral de Portos em 1987 originou o desassoreamento da praia e a progressão do mar.

Hoje, a distância entre o mar e a casa de Carlos é de cerca de cem metros, cinquenta se se considerar apenas o percurso até às dunas. Mas o risco de o mar engolir as casas naquele local, acredita, é o mesmo do que o de engolir as Torres de Ofir. Então, pergunta, porque que é a demolição das Torres não está prevista?.

“Chega-se aqui e diz-se: deita-se Cedovém e Pedrinhas abaixo porque está na Orla Costeira e as Torres de Ofir, que foram feitas muito depois disto, já se diz que não se pode deitar abaixo porque se tem que indemnizar. Isto não pode ser. Nós temos que ir para tribunal defender os nossos direitos”, disse.

O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, diz que não se pode comparar o incomparável.

“Se me perguntar se aquilo [as torres] está bem, eu digo que não, não deveriam ter sido construídas, mas é preciso saber diferenciar aquilo que é Cedovém e Pedrinhas do que é Ofir.(…) Demolimo-las, gastamos 40 ou 50 milhões e depois ficamos na mesma, o mar continuava a avançar. Eu pergunto se não é melhor pegar nesse dinheiro e gerir o litoral durante 10, 20 ou 30 anos”, argumentou.

Benjamim Pereira, Presidente da Câmara de Esposende. Foto: Arquivo

À Lusa, o autarca considera que é preciso bom senso e esclarece que o município deu parecer desfavorável a este POOC, apesar de no relatório da Comissão Consultiva disponibilizado na página da internet da consulta pública surgir como um dos sete municípios que emitiram um parecer favorável condicionado.

“O município deixou desde cedo a sua posição no sentido de assegurar que há património importante, que consta do levantamento da arquitetura popular da década de 50, para além de um núcleo piscatório nessa zona, que também gostaríamos de manter e cujos moradores temos que pensar em realojar”, explicou.

Benjamim Pereira lembrou ainda a necessidade de proteção, no lugar das Pedrinhas, de algumas das casas-barco mais antigas do mundo ocidental.

Em Cedovém, ainda são poucos os querem falar sobre as demolições. A falta de informação é, para Pedro Vieira, que gere o restaurante da família instalado no local desde 1954, o que mais preocupa a quem ali trabalha.

“Estamos preocupados com a falta de palavra que existe para as pessoas que aqui vivem, para não acontecer simplesmente aquilo que aconteceu no sul, em que uns foram protegidos e outros não”.

Pedro Vieira lembra que a restauração naquela zona emprega centenas de pessoas, representado um contributo importante não só para a economia local como para o património cultural do concelho, algo que, defende, tem que ser respeitado.

Entre Cedovém, Pedrinhas e Ofir Sul, o POOC, em consulta pública até sexta-feira, 14 de dezembro, prevê gastar 2,36 milhões de euros entre demolições e “recuos planeados”, estando a sua execução prevista para o período de 2019-2021.

Nesta área, considerada crítica, estão em causa 89 habitações, mais de meia centena de anexos e sete restaurantes.

No caso de Ofir Sul, em causa estão “cerca de 10 edifícios de função residencial” implantados junto à linha de costa, sobre o cordão dunar e, parcialmente, sobre a margem do rio.

A 07 de novembro, depois da reunião com sete dos nove autarcas abrangidos pelo novo programa da Orla Costeira, o ministro do Ambiente disse à Lusa que não havia forma de proteger os núcleos habitacionais de Pedrinhas, Cedovém e Ofir Sul, em Esposende.

Admitiu pagar indemnizações em alguns casos e garantiu realojamento para todos os casos, legais ou ilegais, quando em causa estivessem primeiras habitações.

No caso dos restaurantes ou apoios de praia, Matos Fernandes disse que só depois do término das concessões é que serão relocalizados.

O novo Plano da Orla Costeira entre Caminha e Espinho determina a demolição de 34 edifícios, incluindo o Edifício Transparente, no Porto, que custou 7,5 milhões de euros, bem como centenas de casas de 14 núcleos habitacionais e vários restaurantes.

O Plano limita, e em muitas zonas até proíbe, a construção de habitações frente ao mar e preconiza o recuo planeado de 14 aglomerados, dos quais 12 em “áreas críticas” expostas a fenómenos extremos e ao risco de erosão e de inundações.

Em causa está a retirada progressiva de edifícios em risco ou ilegais em cima das dunas nas praias da Amorosa, Pedra Alta (Viana do Castelo), Pedrinhas, Cedovém, Suave Mar, Ofir Sul (Esposende), Aver-o-Mar (Póvoa de Varzim) Congreira, Mindelo, Pucinho (Vila do Conde), Marreco (Matosinhos), Madalena, Valadares (Gaia) e Paramos (Espinho).

Continuar a ler

Esposende

Banda de Antas conquista 2.º lugar em prestigiado concurso internacional

Banda de Música de Antas levou 80 músicos ao 45.º ‘Certamen Internacional de Música Vila d’Altea’, em Espanha, num dos maiores desafios da sua história.

em

A Banda de Música de Antas, de Esposende, alcançou um honroso segundo lugar num dos mais
prestigiosos concursos de Bandas, o Certamen Internacional de Bandas de Música Vila
d’Altea, em Espanha, que decorreu no passado dia 01 de dezembro.

Foto: Divulgação

Esta foi a 45.ª edição deste concurso, no qual foram convidadas a participar a Banda Sinfónica Municipal de Sibaté (Colombia), La Artística de Buñol (Valencia) e a Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende – S. Paio de Antas, que ficou a apenas oito pontos do primeiro lugar.

Foto: Divulgação

Segundo relata a autarquia, em nota enviada a O MINHO, para a Banda de Antas, este foi um dos maiores desafios alguma vez propostos à associação, quer pela responsabilidade musical de participar num concurso desta dimensão, bem como pela despesa financeira associada, tendo em conta que a Banda participou com todo o seu efetivo, num total de 80 músicos.

Considerando o prestígio deste evento, o Município de Esposende contribuiu financeiramente com um apoio de 7.500 euros, assegurando a participação da Banda.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira saúda o “excelente resultado” alcançado pela Banda de Música de Antas, salientando que reflete a qualidade, o empenho e o profissionalismo tanto do maestro Diogo Costa, como dos músicos, bem como o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela direção da Associação.

Para Benjamim Pereira, “esta conquista é mais do que merecida e engrandece e prestigia Antas, o Município de Esposende, a região e o próprio país”.

Continuar a ler

Esposende

Esposende oferece fruta às crianças das escolas

Plano Municipal de Promoção da Saúde e Bem-estar.

em

Foto: Divulgação / CM Esposende

O Município de Esposende aderiu, este ano, ao Regime de Fruta Escolar, no âmbito do Plano Municipal de Promoção da Saúde e Bem-estar, de forma a assegurar políticas alimentares saudáveis em contexto escolar.

Esta é uma iniciativa de âmbito europeu, que pretende promover a prática de uma alimentação saudável e que consiste na distribuição gratuita de uma peça de fruta e/ou produtos hortícolas, duas vezes por semana, aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

Por forma a abranger também as crianças da Educação Pré-Escolar, o Município vai assegurar igual distribuição nos Jardins-de-Infância do concelho.

Tendo por base o trabalho iniciado no ano letivo anterior com o projeto Hortifruti, o qual terá continuidade este ano letivo, a adesão ao regime da fruta escolar consubstancia uma medida de extrema importância, pois materializa a necessária e efetiva mudança de comportamentos e hábitos alimentares mais saudáveis desde a infância.

Considerando que Portugal está entre os países europeus com maior número de crianças com excesso de peso, torna-se primordial combater este que é um dos principais problemas de saúde pública, sob pena de conduzir à obesidade em idade adulta e aos inúmeros problemas de saúde a ela associados. Neste sentido, é de extrema importância a realização de atividades no meio escolar que visam o desenvolvimento de competências de alimentação saudável e o conhecimento das
origens dos produtos agrícolas.

O projeto Hortifruti, que conta com a parceria da Esposende Solidário, da ACICE (Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende) e da Cooperativa Agrícola de Esposende, e a colaboração do Centro de Saúde de Esposende através da realização de iniciativas para os Encarregados de Educação, pretende ser parte integrante do Regime de Fruta Escolar e promover iniciativas educativas e de sensibilização, garantindo a sua eficácia e reforçando a importância do consumo de frutas e hortícolas.

Neste contexto, e de forma a proporcionar a todas as crianças a realização de atividades de contexto prático, o Município celebrou com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) um protocolo de colaboração, que entre outras iniciativas visa a criação de hortas escolares nas várias escolas do concelho, com o intuito de promover o contacto dos alunos com a terra e os produtos locais, o incentivo e a utilização da horta como meio e estratégia educativa e como conteúdo temático às questões ambientais, de saúde, alimentação e qualidade de vida.

A parceria com a Escola Superior Agrária do IPVC engloba o desenvolvimento de
trabalhos académicos e de investigação, projetos, a realização de estágios, visitas de
estudo, consultoria e apoio técnico.

Continuar a ler

Populares