Prisão preventiva para trio que abastecia Barcelos e Esposende com cocaína

Foto: GNR

O casal e o homem detidos pela GNR, em Barcelos, por suspeitas de tráfico de droga em Barcelos e Esposende, encontram-se em prisão preventiva, desde a noite desta terça-feira, decidiu já a juíza de instrução criminal da Comarca de Braga, Carla Maia.

Como O MINHO noticiou, Nélson F. e Susana F., assim como Jorge L. (conhecido como “Páscoa”), haviam sido detidos domingo pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Barcelos, com cerca de 1.700 doses de cocaína, 20 doses de haxixe, 6.200 euros e uma caçadeira.

A abordagem simultânea dos investigadores criminais da GNR de Barcelos permitiu surpreender o grupo suspeito, tendo sido, entretanto, a maioria do dinheiro e a arma, apreendidos em casa do pai de Nélson F., que não foi detido, nem é arguido.

Os três suspeitos agora em prisão preventiva foram todos detidos nas imediações da residência de Nélson F., situada na Urbanização do Souto, em Arcozelo, onde a GNR estava a fazer vigilâncias e seguimentos.

Segundo as investigações criminais da GNR, Nélson F., teria a colaboração da sua namorada, Susana F., que se encontrava na sua residência, em teletrabalho, guardando parte da droga.

O suspeito Jorge L. teria por função receber a droga, dividindo-a em doses individuais, tarefas que seriam pagas sempre com uma média diária de cinco “pedras” de cocaína, por parte de Nélson F., segundo as investigações criminais.

Os suspeitos seriam conhecidos entre um elevado número de toxicodependentes de Barcelos e de Esposende por exigirem aos toxicómanos a compra de quantidades maiores de droga, especialmente de cocaína, consoante as horas a que eram solicitados.

Informações recolhidas por O MINHO apontam para uma outra caraterística peculiar de Nélson F., segundo a qual além de nem sempre estar disponível para satisfazer as encomendas de droga, ser agressivo e insultar muitos dos toxicodependentes.

MP tinha pedido prisão preventiva

A mais pesada das medidas coativas já tinha sido solicitada pelo procurador da República, Ramiro Santos, nas suas alegações, uma proposta que foi acolhida pela juíza após dois dos arguidos, Susana Faria e Jorge Lopes (“Páscoa”), prestarem declarações.

À saída do Palácio da Justiça de Braga, o advogado João Ferreira Araújo, defensor do arguido Nélson F., de Barcelos, disse a O MINHO que recorrerá ao Tribunal da Relação de Guimarães da medida de coação de prisão preventiva do seu cliente.

O advogado João Ferreira Araújo recorrerá das medidas de coação. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

As investigações criminais da GNR de Barcelos foram dificultadas por os suspeitos recorrerem a mensagens através das redes sociais Instagram e WhatsApp, usando códigos muito diversos, para denominar a droga, mas conseguiram detê-los com provas.

O casal detido é suspeito de adquirir a droga duas vezes por mês, após o que venderia cocaína a dez euros cada dose individual, designada na gíria “pedra” ou “base”, em colaboração com o terceiro detido, Jorge “Páscoa”, por sua vez toxicómano.

Nélson F., com referências policiais por tráfico de droga desde o ano de 2016, tinha sido já detido na tarde de 03 de abril de 2022, na Avenida da Igreja, freguesia de Tamel São Veríssimo, em Barcelos, com cerca de 25 doses individuais de cocaína.

 
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