Seguir o O MINHO

Braga

Presidente Comité Paralímpico diz que não é possível manter amadorismo até Tóquio

em

Humberto Santos apontou hoje a profissionalização dos atletas como a meta para o próximo ciclo até Tóquio2020, escusando-se, contudo, a revelar se vai recandidatar-se à presidência do Comité Paralímpico de Portugal (CPP).


“Nós nestes quatro anos temos de criar condições de trabalho totalmente distintas para todos os agentes envolvidos. Para os atletas, para os treinadores. Todos têm de ter condições diferentes, porque não é possível mantermos este nível de amadorismo que temos tido”, defendeu Humberto Santos, em declarações à margem do oitavo aniversário da entidade.

O dirigente considerou que os atletas paralímpicos nacionais têm feito “um trabalho extraordinário”, uma vez que muitos trabalham durante o dia e treinam apenas à noite, e sublinhou que estes necessitam de mais apoios.

“O maior apoio pode não ser só financeiro. Há também a necessidade de encontrarmos outras formas de disponibilização daqueles que são hoje profissionais noutras áreas e não querem fazer a sua desvinculação profissional. Temos de encontrar aqui um conjunto de medidas que associadas possam ajudar. Nalguns casos será, incontornavelmente, financeira. Mas não só: há também o quadro legal que precisa de ser ajustado”, começou por enumerar, antes de se deter com o argumento de que, em primeira instância, o tema tem de ser debatido com o Governo português.

Em cima da mesa estará a celebração de um novo contrato-programa para Tóquio2020, que suceda ao dos Jogos Rio2016, que rondou os 3,6 milhões de euros.

Apesar dos projetos para o futuro, Humberto Santos não sabe se embarcará num quarto ciclo paralímpico.

“Vamos ver. É uma decisão que não está tomada. Vamos ponderar sobre essa situação dentro de algum tempo. As eleições no CPP têm de ser feitas até 31 de março e até lá muita coisa pode vir a acontecer”, disse.

No entanto, o máximo responsável pela entidade espera que, independentemente da sua decisão, pelo menos alguns elementos que fazem parte da atual Comissão Executiva se mantenham na direção do CPP.

“Considero que o trabalho que têm feito tem sido muito meritório, o reconhecimento público que está a ser feito ao trabalho do CPP é fruto desse trabalho muito intenso, dedicado, determinado. E eu, como cidadão, não gostaria de ver perder esta dinâmica, até porque nós temos um grande desafio. O grande desafio é aumentar as condições de trabalho para atletas e federações, ou seja, criar condições para haver uma maior equidade no tratamento financeiro deste projeto”, destacou.

Santos, que frisou não estar a menosprezar as capacidades de futuros candidatos, acredita que com a saída de todos os elementos da direção, o Comité poderia perder informação, conhecimento e até capacidade de interação.

Nos Jogos Paralímpicos Rio2016, subiram ao pódio Luís Gonçalves, nos 400 metros T12 (deficiência visual), Manuel Mendes, na maratona T46 (deficiência motora), José Macedo, no torneio individual de boccia BC3 e a equipa de boccia BC1/BC2, constituída por António Marques, Abílio Valente, Fernando Ferreira e Cristina Gonçalves.

Além das quatro medalhas, os atletas garantiram 25 diplomas, número também superior aos 16 conseguidos em Londres2012.

logo Facebook Fique a par das Notícias de Braga. Siga O MINHO no Facebook. Clique aqui

Anúncio

Braga

Artesão trabalha a 800 metros de altura entre Vila Verde e Ponte da Barca

Cultura e tradição

em

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Fernando Rei, um dos últimos mestres da tecelagem manual no Minho, preparou uma surpresa, na passada sexta-feira, a cerca de uma dezena de elementos que participavam numa caminhada pelas terras da Nóbrega, na raia distrital entre os concelhos de Vila Verde e Ponte da Barca.

A cerca de 800 metros de altura, no topo do Castelo de Aboim (dividido entre as localidades de Aboim da Nóbrega e do Livramento), o jovem tecelão, vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, criou uma manta enquanto o sol se pôs, terminando o trabalho já sob o luar limpo do monte onde se consegue avistar concelhos de Braga, Vila Verde, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

O tecelão, apesar de jovem, é um dos últimos guardiões desta arte milenar, vivendo exclusivamente do trabalho que produz num pequeno anexo, na residência em Aboim da Nóbrega, concelho de Vila Verde.

Recentemente, fez parte de um grupo de tecelões portugueses que compuseram uma nova mala do estilista francês Christian Louboutin, lançada em 2019 e com venda em exclusivo no site My Theresa por 1.659 euros.

A peça que Fernando ajudou a criar foi bastante elogiada na revista Vogue, uma das mais prestigiadas publicações cosmopolitas a nível mundial.

Foto: Tearte / Divulgação

Entre a carteira de clientes, Fernando Rei tem uma empresa sueca de sapatilhas, entre outras marcas conhecidas do mercado têxtil. É, também, presença assídua nas mais importantes feiras e exposições de moda em Portugal e Espanha, como a FIL e a Feira de Madrid.

Lethes Go

Cristina Lima, gerente da Lethes Go, que organizou a caminhada, explica que a surpresa foi combinada com antecedência, de forma a proporcionar uma aventura diferente aos turistas que caminharam pelos trilhos de Vila Verde.

“Tivemos essa curiosidade de o artesão Fernando Rei, do conhecido projeto Tearte, levar o tear para o topo do monte do castelo para um raro momento ao vivo, de forma a mostrarmos a tradição local durante a caminhada”, explicou a responsável a O MINHO.

Orientados pelos guias Domingos Costa e Armando Carriça, os participantes, vindos de diferentes pontos de Portugal (e até da Polónia) ficaram “encantados”, assegura Cristina.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“Ficaram encantados, aproveitaram o pôr-do-sol e com isto tudo misturado deu para culminar em beleza todo o programa que fizemos durante o final de tarde e início de noite”, conta.

A Lethes Go, com sede em Viana do Castelo, organiza eventos personalizados relacionados com cultura, natureza e preservação ambiental, onde a missão passa pela sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local no Minho, com especial incidência no vale do Lima.

Continuar a ler

Braga

Homem esfaqueado pela companheira em Vieira do Minho

Violência doméstica

em

Foto: DR / Arquivo

Um homem de 48 anos foi transportado para o hospital depois de ter sido atingido com uma arma branca pela companheira, após um episódio de violência doméstica na habitação onde residem, em Vieira do Minho.

Ao que apurou O MINHO, o casal estava a agredir-se mutuamente quando a mulher terá pegado numa faca e desferiu um golpe num dos braços do companheiro.

Foi solicitada a presença da GNR de Vieira do Minho que acorreu ao local com uma patrulha e ativou os serviços de emergência para uma situação de agressão com dois feridos.

Chegados ao local, na Rua Souto do Monte, freguesia de Mosteiro, os Bombeiros de Vieira do Minho prestaram primeiro auxílio às duas vítimas, mas apenas o homem foi levado para o Hospital de Braga. A mulher recusou transporte.

O alerta foi dado às 15:29 segundo informação da Autoridade da Proteção Civil.

A GNR registou a ocorrência como sendo um caso de agressões entre casal.

Continuar a ler

Braga

Polícia Municipal de Braga passou 11.250 multas de trânsito em 2019

Vereadora quer disciplinar estacionamento no centro histórico

em

Foto: DR / Arquivo

O Relatório de Atividades da Polícia Municipal de Braga de 2019 indica que a receita atingiu os 316 mil euros – mais 60 por cento do que em 2018 -, dos quais 219 mil euros de coimas de estacionamento e 96 mil da remoção de viaturas.

A principal prioridade da Polícia Municipal de Braga em 2019 foi a da regulação do trânsito e do estacionamento no centro histórico. Uma opção que resultou em 11.250 coimas por infrações ao Código da Estrada e 760 remoções de veículos.

“Temos de disciplinar o estacionamento selvagem no centro da urbe em benefício do comércio e dos moradores”, revelou a O MINHO a vereadora Olga Pereira, que tutela a PM, frisando que, na zona, “não faltam lugares para se estacionar o automóvel”.

A fiscalização do trânsito é feita no nó de Infias, rotunda da Universidade, estabelecimentos de ensino nas horas de maior afluência, artérias circundantes à área pedonal e área pedonal.

Em 2019, sublinha o documento, a Polícia recebeu 2.758 chamadas telefónicas, metade das quais, 1358, oriundas de pessoas a pedir a fiscalização do trânsito, nomeadamente por terem viaturas a impedir a entrada em garagens ou a obstruir passeios.

Os telefonemas envolveram, ainda, pedidos de fiscalização e de esclarecimentos, alertas para ocorrências na via pública, proteção   civil e apoio a outras entidades policiais. Os agentes da PM controlaram, ainda, a emissão de licenças para venda ambulante, tendo passado 132 autorizações, 25 para o estádio municipal e 107 para outros locais.

Coordenou, também, 67 manifestações de rua, 36 do foro cívico, 24 partidárias e sete peditórios. Realizou 121 outras ações externas, respondendo a 39 pedidos de apoio institucional, 80 de fiscalização externa e dois para informação institucional.

Equipas mistas

Olga Pereira salientou que foram criadas equipas mistas de fiscalização de rua entre a Polícia e o pelouro das Obras Municipais,   e da Gestão e Conservação do Espaço Público – liderado por João Rodrigues – para controlar a publicidade, esplanadas, e obras: “fizemos 300 operações de fiscalização, rentabilizando recursos”, sublinhou, vincando que mais do que punir, a PM “informa, aconselha e sensibiliza os cidadãos para o respeito da lei, e dos regulamentos e posturas municipais. Neste âmbito, foram fiscalizados 279 estabelecimentos, tendo-se elaborado 25 informações de serviço que levaram a 15 contraordenações.

A autarca salientou, ainda, que, a partir de novembro, a PM começou a cobrar os diversos serviços que presta a privados, a pedido destes, o que não sucedia.A PM integra 38 agentes municipais e 15 estagiários. Possui ainda quatro Assistentes Técnicos e dois Operacionais que prestam serviços administrativos.

Continuar a ler

Populares