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Braga

Presépio particular com mais de duas mil figuras é atração natalícia em Vila Verde

Quintal da Elisa é um mega-presépio

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Presépio com mais de 2.300 figuras. Fotos: Luís Ribeiro / O MINHO

A disparidade com que é colocado ao redor de um terreno hortícola não permite captar, num só momento, o longo percurso de 35 metros do presépio de Elisa Araújo, uma colecionista e criadora daquele que, em número de peças, é o maior presépio particular do concelho de Vila Verde.


Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

O MINHO visitou o espaço situado no n.º 75 da Travessa do Monte de Cima, no centro da sede de concelho, encontrando milhares de figuras que recriam quadros bíblicos ao redor do ‘quintal’ da autora.

Elisa dispõe, pelos canteiros, as figuras que, pisoteando musgo, serrim ou pedras enmusgadas, atraem já várias pessoas ao longo dos últimos doze anos, desde que iniciou este que é “quase um trabalho a tempo inteiro” durante o mês de dezembro.

Apaixonada pelo efeito das recriações bíblicas desde criança, a vila-verdense decidiu, em 2007, depois de perceber que o presépio “já não cabia dentro de casa”, invadir o quintal: “O meu filho também gostava muito de ajudar na elaboração e decidimos instalar o presépio ao ar livre”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

De lá, até cá, aumentou em cerca de duas mil peças, às cerca de 300 que já utilizava, criando um dos maiores presépios particulares na região de Braga. “Acho até que é o maior do Minho”, afiança, mas sem certezas.

Nos últimos anos, várias escolas do concelho têm visitado a obra de Elisa, para além de cidadãos que, ao saber que ali existe uma atração, pede sempre para “espreitar um bocadinho”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

“Deixo entrar toda a gente, o portão está sempre aberto e os visitantes podem passar ao longo do mês de dezembro, sem pagar nada”, explica. O presépio vem já de uma tradição implementada pelo avô de Elisa, que vendia bebidas nas romarias. “Em homenagem, tenho aqui uma figura que o representa”, destaca.

Figura representa avô de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Elisa já gastou mais de dois mil euros no presépio, “aos poucos de cada vez”. “Cada peça pequena custa entre 1 a 3 euros. As casas já passam os 10 euros”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Este ano, recebeu uma doação de cerca de 200 peças, “de uma prima”, que vive na Alemanha. “Estas figuras são diferentes porque representam mesmo a vestimenta que utilizavam naquela região, no tempo de Jesus”, aponta.

O espaço de Elisa estará patente, “sempre no quintal”, até final do mês de dezembro. Apesar de convites, inclusive da biblioteca municipal, Elisa rejeita deslocar a obra. “Será sempre, sempre, no meu quintal”.

Para visitar o presépio, pode deslocar-se, a qualquer dia da semana, à residência de família de Elisa, situada por detrás do hipermercado Minipreço, à face da Estrada Nacional 101 (Braga-Ponte da Barca), na zona do Bom Retiro, depois de passar a avenida das árvores no centro de Vila Verde.

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Braga

Aberto concurso de 5,5 milhões para requalificar Mosteiro de Rendufe, em Amares

Património

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Foto: DR

O concurso para concessão do Mosteiro de Santo André de Rendufe, em Amares, no âmbito do Programa Revive, foi hoje aberto, estando em 5,5 milhões de euros o investimento estimado para a recuperação e adaptação do imóvel à exploração turística.

Em declarações à Lusa, à margem da assinatura da abertura daquele procedimento assinado hoje em Amares, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Moreira, explicou que o recurso ao “Revive” foi a “única forma encontrada para voltar a dar dignidade” ao monumento, classificado como de interesse público em 1943.

A concessão será por um período de 50 anos, desejando o autarca que se instale naquele lugar um hotel de cinco estrelas para “ajudar na dinamização da economia local e fazer de Amares uma referência no Turismo do Minho”.

“O Mosteiro de Santo André de Rendufe foi um dos principais centros beneditinos portugueses entre os séculos XII e XIV, remontando a sua construção a data anterior a 1090. O conjunto monástico encontra-se atualmente em ruínas, mantendo, contudo, a silhueta arquitetónica e o marcante aqueduto”, lê-se no documento de apresentação do local distribuído pelo Governo, atual detentor do espaço.

Segundo explica o texto, “isolado entre vinhas, o acesso faz-se através de um imponente terreiro enquadrado com a fachada barroca da Igreja e o conjunto monástico a sul, o dormitório que remonta a 1728 e o claustro, do qual subsistem as ruínas do primeiro nível com arcadas e capitéis toscanos”.

O concurso lançado hoje em Amares é ao 22.º lançado no âmbito do REVIVE e os investidores interessados têm o prazo de 120 dias para apresentação de propostas que, refere o documento, “além de darem uma nova vida a este imóvel histórico, contribuam para a atração de turistas para a região e para a dinamização da economia local”.

Este é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do REVIVE, um programa da iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças que conta com a colaboração das autarquias locais. Pretende-se valorizar e recuperar o património devoluto, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

Em 2019 foi lançada a segunda edição do REVIVE, com a integração de 16 novos imóveis, totalizando agora 49 imóveis, dos quais 21 se localizam em territórios do interior.

Até ao momento, foi adjudicada a concessão de 16 imóveis no âmbito deste Programa, que representam cerca de 135,5 milhões de euros de investimento na recuperação de imóveis públicos e rendas anuais na ordem dos 4,4 milhões de euros.

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Braga

Juiz manda prender coautor de roubo em supermercado de Braga

Futebol

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Foto: DR

O Tribunal de Guimarães aplicou prisão preventiva a um homem de 35 anos suspeito da coautoria de um roubo num supermercado na cidade de Braga, registado em abril, disse hoje fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo a fonte, o suspeito foi detido na quarta-feira, numa localidade do centro do país.

O crime ocorreu no dia 17 de abril, num supermercado de Braga, e o arguido terá atuado “em conjugação de esforços e vontades” com um outro homem, entretanto também já detido pela PJ.

“Utilizando uma arma de fogo, lograram apropriar-se de uma quantia em dinheiro que se encontrava na caixa dessa superfície comercial”, refere um comunicado da Judiciária.

Terão efetuado um disparo de intimidação, sem atingir ninguém.

O suspeito, já com antecedentes criminais, encontrava-se em parte incerta desde a ocorrência do roubo.

O outro suspeito do roubo, de 38 anos e também com antecedentes criminais, foi detido em 26 de abril, em Braga.

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Braga

Enfermeiros enchem 168 balões contra “exploração salarial” no Hospital de Braga

Protesto

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) colocou hoje 168 balões à entrada do Hospital de Braga, num protesto contra a alegada “exploração” salarial do igual número de profissionais que ali trabalham.

Nelson Pinto, dirigente do SEP, explicou à Lusa que em causa estão 168 enfermeiros que estão a receber 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

“São enfermeiros que já estavam no hospital no tempo da PPP [parceria público-privada] . A gestão do hospital passou, há 11 meses, para a esfera pública, mas aqueles enfermeiros continuam a receber o mesmo salário. Os que entraram de novo começaram logo a ganhar mais do que eles, é uma situação inadmissível”, referiu.

Foto: O MINHO

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Foto: O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Segundo Nelson Pinto, o conselho de administração, em reunião hoje realizada, “culpou” os ministérios da Saúde e das Finanças pela manutenção daquela “injustiça”.

“O hospital diz que fez tudo para regularizar a situação e passou a bola para a tutela. Entretanto, os enfermeiros continuam a ser prejudicados”, criticou.

Contactado pela Lusa, o conselho de administração do hospital disse que “tudo tem sido feito” para a resolução dos processos de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), nomeadamente nas atualizações salariais e uniformização da carga horária semanal, que se encontram em curso.

“O conselho de administração assumirá sempre os seus compromissos no exercício das suas funções, continuando empenhado na resolução de todas as questões que envolvam os trabalhadores deste hospital”, acrescenta.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de 10 anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma PPP.

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“A verdade é que já passaram 11 meses e nada”, referiu Nelson Pinto.

O hospital contrapõe que “assumiu, desde o primeiro momento, numa posição de total dedicação e transparência, o assunto relativo ao processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT) dos seus trabalhadores como uma matéria profissional de inquestionável relevância”.

O sindicato diz que “já bateu a todas as portas”, incluindo a do Presidente da República, mas garante que “não vai baixar a guarda” até à resolução do assunto.

O SEP denunciou ainda que há enfermeiros do Hospital de Braga a cumprirem “horários ilegais” de 12 horas e meia consecutivas.

O hospital refere que os profissionais que cumprem esses horários o fazem “por vontade própria”, havendo até alguns que assinam uma declaração dando conta disso mesmo.

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