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País

PR diz que avançar já com regionalização é “colocar carro à frente dos bois”

No passado dia 22, o Conselho Regional do Norte aprovou uma moção a favor da regionalização

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Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República. Foto: Presidência da República

O Presidente da República avisou, esta sexta-feira, que começar já a pensar na regionalização para avançar em 2022 é “colocar o carro à frente dos bois” e pode ser “um erro irreversível”, até para quem defende o processo.

“Colocar o carro à frente dos bois, ou querer dar o passo mais largo do que a perna, pode ser um erro irreversível. Pode querer dizer chegar ao fim do caminho sem garantia da sua viabilização [da regionalização] pelo incumprimento de fases precedentes”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na sessão de abertura do XXIV congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que se realiza esta sexta-feira e no sábado em Vila Real.

Estas declarações surgem um dia depois dos argumentos do presidente da Câmara de Viana do Castelo, pelo avanço da regionalização nesta legislatura, “porque o adiar da criação das regiões políticas e administrativas está a ter custos elevadíssimos para o país”.

“A regionalização é fundamental. O país está a pagar um custo elevadíssimo pelo facto de não termos regionalização. Deve ser um passo que deve ser dado com coragem e nesta legislatura”, afirmou o socialista José Maria Costa.

Viana defende que regionalização deve avançar já: “É fundamental”

Mas o chefe de Estado lembrou que, na campanha das legislativas, não surgiram “propostas firmes de revisão da Constituição” que suportem a realização de um referendo, que não foram apresentadas “posições” concretas sobre a regionalização e alertou para a necessidade de aprofundar a descentralização, que “avançou na lei, mas falta chegar às pessoas”.

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No passado dia 22, o Conselho Regional do Norte aprovou uma moção a favor da regionalização,  com 52 votos a favor em 54 participantes. O documento vai ser enviada ao Governo e a todos os partidos com representação parlamentar.

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País

Ministro da Defesa desvaloriza movimentos “tipo zero” nas Forças Armadas

João Gomes Cravinho

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Foto: twitter.com / DR

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, desvalorizou, esta quarta-feira, os movimentos de protesto, inorgânicos e anónimos nas Forças Armadas “tipo Zero” afirmando que “são praticamente inexistentes”.

“Tenho visto referências na comunicação social sobre o aparecimento de movimentos tipo Zero nas Forças Armadas, mas é só na comunicação social. Não o sinto nas Forças Armadas. Francamente, são praticamente inexistentes”, afirmou o ministro durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado de 2020 (OE2020) numa audição conjunta das comissões de Orçamento e da Defesa Nacional, na Assembleia da República, em Lisboa.

A questão tinha sido levantada por João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, afirmando que o Governo “não pode ficar cego, surdo e mudo” e responder às expectativas que são levantadas.

Na resposta, Gomes Cravinho afirmou que este tipo de atitude e o aparecimento destes movimentos “não corresponde minimamente ao que tem sido a impressão” que colheu “nestes 15 meses de convivência com as Forças Armadas”.

Além do mais, o anonimato “não corresponde à maneira de ser” dos militares, justificou ainda.

Em 17 de janeiro surgiu um documento não assinado de um movimento que se autodenomina Militares Unidos contra a falta de aumentos ou promoções e de condições de segurança e em que se pede que os militares, praças, sargentos ou oficiais, mostrem o “descontentamento”.

E apelavam a que não comparecessem nos refeitórios à hora de almoço ou ficassem na unidade até ao arriar da bandeira nacional, na terça-feira, véspera da apresentação do Orçamento do Estado de 2020 (OE2020) no parlamento, pelo ministro da Defesa Nacional.

A Associação de Praças das Forças Armadas apoiou e associou-se a este protesto simbólico, enquanto a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) se demarcou embora tenha admitido compreender os motivos da iniciativa.

No final de 2019, a AOFA alertou para o aparecimento de movimentos de “tipo zero”, a exemplo daqueles que surgiram nas forças de segurança, na PSP, neste caso na Marinha portuguesa.

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País

João Almeida do CDS-PP quer fortalecer partido e depois pensar em plataforma alternativa ao PS

Sucessão de Assunção Cristas abre debate estratégico sobre o futuro do partido

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Foto: Facebook de João Almeida / DR

O candidato a presidente do CDS-PP João Almeida escusou-se, esta quarta-feira, a comentar em detalhe a reeleição de Rui Rio para líder do PSD, declarando ser necessário o fortalecimento dos centristas e trabalho posterior para uma “plataforma alternativa ao socialismo”.

“Temos em primeiro lugar que fortalecer o CDS e fazer o CDS recuperar a representatividade que tinha, e depois trabalhar uma plataforma alternativa ao socialismo, à direita do PS, e, portanto, aí obviamente que as pontes com o PSD são sempre importantes”, considerou o dirigente centrista, falando à agência Lusa na ilha Terceira, nos Açores.

No que refere à região autónoma, João Almeida garante, a ser eleito líder do CDS, um “acompanhamento muito próximo para o desafio eleitoral” deste ano, as regionais.

E prosseguiu: “Conheço as nove ilhas dos Açores, conheço os 19 concelhos, já fiz várias campanhas regionais aqui e sou eu que acompanho as matérias relativas à região na Assembleia da República”.

A Lei do Mar e matérias referentes à Base das Lajes e à “importância geoestratégica dos Açores” são assuntos destacados pelo candidato como essenciais para a região.

Os candidatos à liderança do CDS são Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos e Carlos Meira.

O 28.º Congresso nacional, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas, que decidiu deixar o cargo na sequência dos maus resultados nas legislativas de outubro de 2019 – 4,2% e cinco deputados.

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Endividamento da economia aumenta em novembro para 724,7 mil milhões de euros

Banco de Portugal

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Foto: DR

O endividamento do setor não financeiro da economia aumentou em novembro 672 milhões de euros para 724,7 mil milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o BdP, deste montante, 320,1 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 404,6 mil milhões de euros ao setor privado.

“Relativamente a outubro de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 0,7 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se, essencialmente, ao acréscimo de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do setor público”, sinaliza.

O aumento do endividamento do setor público traduziu-se na subida do endividamento face ao setor financeiro, administrações públicas e empresas, parcialmente compensada pela redução do endividamento externo.

A manutenção do valor do endividamento do setor privado “reflete o decréscimo do endividamento das empresas privadas, que foi compensado pelo aumento do endividamento dos particulares face ao setor financeiro”, sinaliza ainda o BdP.

A descida no endividamento das empresas privadas resultou da diminuição do financiamento face ao setor financeiro, em 1,1 mil milhões de euros, parcialmente compensada pelo aumento do endividamento externo (de 0,9 mil milhões de euros).

Em novembro, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 1,0%, menos 0,3 pontos percentuais do que o registado no mês anterior, enquanto a taxa de variação anual do endividamento total dos particulares aumentou 0,1 pontos percentuais, para 0,7%.

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