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Por todo o país se proibiu o fogo-de-artifício mas Lisboa pôde fazê-lo

Polémica

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Foto: Facebook Emília Cerqueira (deputada AR)

Os espectáculos de pirotecnia foram proibidos em todo o país, mesmo em áreas ubanas, mas no festival Rock in Rio, em Lisboa, houve três noites seguidas de fogo-de-artifício. A autorização terá sido dada por estar só sob alerta laranja.

A Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE) denunciou esta segunda-feira uma “onda de indignação” nas redes sociais devido à dualidade de critérios na aplicação da proibição de lançamento de fogo-de-artifício decretado pelo Governo.

“Afinal, não é para todos a proibição de lançamento de fogo-de-artifício decretada pelo Governo como uma suposta medida de segurança devido ao calor e consequente risco de incêndio. Houve excepções nos últimos dias e, esses casos, têm sido amplamente discutidos nas redes sociais, onde se gerou uma onda de indignação por parte das populações, visitantes, promotores, autarcas e empresas de pirotecnia”, referiu, em comunicado.

A ANEPE salientou que o espectáculo de pirotecnia de comemoração dos 15 anos do Rock in Rio em Lisboa, realizado no último fim-de-semana, perto do rio Tejo, foi autorizado “apesar de em outros concelhos e distritos do país terem sido proibidos eventos com as mesmas características, com fogo-de-artifício que também iria ser lançado em zonas fluviais e meio urbano”.

Classificando como “inédito” o interesse sobre esta “infundada medida” gerado pela opinião pública, manifestado quer nas redes sociais quer pelos partidos políticos, a associação acredita que as pessoas aperceberam-se da “injustiça” praticada.

Questionando a dualidade de critérios, a associação continua a dizer que esta medida de proibição é “avulsa, infundada e sem resultados práticos” no que diz respeito à diminuição dos incêndios registados no país.

E, a propósito de fogos, a ANEPE entendeu que as constantes proibições de espectáculos desta natureza têm estado a denegrir a imagem do sector e a gerar em parte da opinião pública a ideia de que o lançamento de fogo-de-artifício está directamente associado aos incêndios.

Carta Aberta: A propósito da proibição do lançamento de fogo de artifício

Uma ideia que, diz, é contrariada pelos dados oficiais e estatísticos divulgados anualmente pelo Instituto da Conservação da Natureza e outros organismos independentes que revelam que o número de pequenos focos de incêndios relacionados com a actividade da pirotecnia não só têm diminuído ao longo dos últimos dez anos, como representam uma área ardida diminuta, sublinhou.

A acrescentar a isto estão os “prejuízos astronómicos” que as empresas de fogo-de-artifício voltaram a ter no último fim-de-semana devido a esta proibição, superior a mais de dois milhões de euros em espectáculos cancelados, revela.

Na sexta-feira, o Governo prolongou a declaração de situação de alerta, em vigor até ao final do dia de domingo, até às 23h59 de terça-feira, devido ao calor e ao risco de incêndios.

De acordo com um despacho conjunto do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, o prolongamento da situação de alerta, activada desde as 0h de quarta-feira, é justificado pelo “agravamento das condições meteorológicas para a globalidade do território do continente”, que aumenta o risco de incêndios.

Entretanto, em reacção às críticas nas redes sociais, o deputado do PS Porfírio Silva escreveu no seu mural do Facebook que a excepção de Lisboa se deve ao facto de não estar sob alerta vermelho. “Todos gostaríamos de ter podido usufruir do tradicional espectáculo de fogo-de-artifício [nas festas de S. Paio, na praia da Torreira]. Isso não foi possível, porque o distrito de Aveiro, como outros a Norte, se encontrava em alerta vermelho. Perfeitamente justificado, como se constata pela proliferação de focos de incêndio. Ora, responsáveis locais dos partidos da direita pretenderam que era uma discriminação em relação a Lisboa, onde houve fogo-de-artifício. Mas esses “responsáveis” são ou ignorantes ou irresponsáveis. O distrito de Lisboa estava em alerta laranja, o que permitia às autoridades locais darem autorização para os foguetes à sua responsabilidade. Foi o que aconteceu.”

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Exportações de vinho cresceram 2,5% entre janeiro e julho

Anunciou o Ministério da Agricultura

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Foto: DR / Arquivo

As exportações nacionais de vinho cresceram 2,5%, entre janeiro e julho deste ano, e o seu preço médio aumentou 5%, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Agricultura.

De acordo com uma nota de imprensa emitida pelo gabinete do ministro da Agricultura, este crescimento reflete-se num aumento de 11 milhões de euros (de 437 milhões para 448 milhões de euros no período homólogo) para o total das transações externas do vinho português.

“A ‘performance’ do vinho português além-fronteiras mostra-se sólida e consistentemente positiva, graças ao elevado nível de desempenho dos produtores nacionais, e dos nossos enólogos, nomeadamente tendo em linha de conta que nos 25 principais mercados externos (intra ou extra comunitários) Portugal aumentou as suas vendas em 18 desses destinos por todo o mundo”, lê-se no comunicado.

Segundo a mesma fonte, o crescimento em valor verificou-se na Europa.

Nos mercados extracomunitários (países terceiros) também houve crescimento, tendo os produtores portugueses aumentado a exportação, neste período, em 6% em volume e 4% em valor.

Entre janeiro e julho foi conseguida a recuperação do mercado angolano, com um aumento de 29% em valor e a manutenção do preço médio.

O Vinho do Porto aumentou as exportações acumuladas em 3,2% no volume e em 6,3% no valor, com um aumento do preço médio em 2,9% (de 4,65 euros por litro para 4,79 euros por litro).

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“Não haverá nenhuma crise de abastecimento” após corte na produção de petróleo na Arábia Saudita

Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro)

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), António Comprido, disse esta segunda-feira que “não haverá nenhuma crise de abastecimento” de combustíveis na sequência do corte na produção de petróleo na Arábia Saudita.

Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de um estudo solicitado pela Apetro à KPMG sobre o papel dos produtos petrolíferos na redução das emissões carbónicas em Portugal, em Lisboa, António Comprido afirmou que “não vai faltar petróleo no mercado”, mas que um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita causa nervosismo nos mercados financeiros, pelo que era esperada uma subida dos preços hoje.

“Não vai haver nenhuma tragédia em termos de subida do preço dos combustíveis”, disse António Comprido, esclarecendo que, a haver um ajustamento de preço, será “na ordem daquilo a que estamos habituados no dia a dia nas subidas e descidas semanais”.

“Queremos acreditar que ela [a situação de corte na produção na Arábia Saudita] não será muito duradoura e que se irá esbater ao longo dos próximos dias”, sublinhou o secretário-geral da Apetro.

O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador mundial, sofreu temporariamente um corte para metade (cerca de 5,7 milhões de barris diários) depois de duas refinarias do gigante saudita Aramco em Abqaiq e Khurais na Arábia Saudita terem sido alvo de um ataque no sábado.

Neste contexto, o barril de petróleo Brent para entrega em novembro abriu hoje em forte alta, a cotar-se a 66,45 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 6,23 dólares do que no fim da sessão anterior.

Entretanto, Washington acusou o Irão de ter “lançado um ataque sem precedentes contra o fornecimento energético mundial” e autorizou a libertação de reservas de petróleo do país para que, se necessário, as mesmas garantam o fornecimento mundial, atingido por estes ataques.

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita.

Os Huthis reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.

Analistas citados pela Efe afirmam que a forte subida do preço do petróleo pode afetar a evolução económica.

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Dormidas no alojamento turístico crescem 2,2% para 8,2 milhões em julho – INE

Instituto Nacional de Estatística

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Foto: Divulgação

O setor do alojamento turístico registou 2,8 milhões de hóspedes e 8,2 milhões de dormidas em julho, aumentos de 5,4% e 2,2%, respetivamente, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os proveitos totais aumentaram 6,2%, abaixo do aumento de 11,8% em junho, atingindo 537,8 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (417,6 milhões de euros) cresceram 5,1%, também abaixo do aumento de 12,7% no mês anterior.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 70,9 euros (mais 0,7%, quando tinha crescido 6,9% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) também desacelerou, correspondendo a 107,6 euros, mais 1,2%, abaixo do aumento de 6,2% no mês anterior.

Os alojamentos turísticos aumentaram as dormidas de residentes em 2,7% em julho, para 2,5 milhões, enquanto as dormidas de não residentes – cujos mercados que mais cresceram foram o brasileiro e espanhol, a contribuírem com cerca de 90% para o acréscimo – aumentou 2% para 5,7 milhões.

O acréscimo de 111,6 mil dormidas de hóspedes provenientes de países estrangeiros, face a julho de 2018, com crescimento de turistas vindos do Brasil (46,3%), Espanha (43,5%), Irlanda (27,6%) e EUA (26,8%), não conseguiu evitar um abrandamento no ritmo de crescimento da atividade de alojamento turístico em julho.

Segundo o INE, o setor do alojamento turístico registou em julho 2,8 milhões de hóspedes, mais 5,4% que em julho de 2018, quando em junho tinha tido um aumento de 10%, enquanto os 8,2 milhões de dormidas representam um aumento de 2,2% face ao período homólogo e abaixo da subida de 6,1% registada em junho.

As dormidas de residentes cresceram 2,7%, muito abaixo do aumento de 12% em junho, e as de não residentes aumentaram 2%, também abaixo do aumento de 3,7% no mês anterior.

As dormidas de hóspedes espanhóis (12,1% do total) cresceram 7,6% em julho, e 8,4% desde janeiro, enquanto os mercados brasileiro e norte-americano (quotas de 5,9% e 5,7%, respetivamente) aumentaram 18,3% e 10,3% em julho, contra aumentos de 13% e 19% em termos acumulados no ano.

O mercado britânico (19,3% do total das dormidas de não residentes em julho) aumentou 0,7% em julho, e 1,5% desde o início do ano, o mercado alemão (10% do total) diminuiu 3,8% em julho, tendo recuado 6,2% desde o início do ano.

As dormidas de hóspedes franceses (8,4% do total) recuaram 0,6% em julho, tendo caído 2,6% no conjunto dos primeiros sete meses do ano, enquanto os mercados chinês (mais 15,6%) e irlandês (mais 11,7%) registaram aumentos.

Em julho, a estada média foi de 2,89 noites, traduzindo uma diminuição de 3% (menos 1,9% nos residentes e menos 3,6% nos não residentes, e a taxa líquida de ocupação (60%) recuou 1,7 pontos percentuais.

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