Seguir o O MINHO

Alto Minho

Doméstica detida por atear fogo em Ponte da Barca

Em Lavradas

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher de 65 anos pela presumível autoria de um incêndio florestal ocorrido na sexta-feira em Lavradas, Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, anunciou hoje aquela força policial.


Em comunicado, a PJ refere que o incêndio consumiu uma área de 200 metros quadrados de floresta, “não tendo atingido outras proporções devido à pronta intervenção de populares e dos bombeiros, que rapidamente extinguiram o fogo, antes de atingir habitações situadas nas proximidades e uma área florestal mais extensa”.

Segundo a PJ, a detida, doméstica e residente na freguesia onde ocorreu o incêndio, “ateou o fogo motivada por um quadro de vingança”.

Presente a tribunal, foi-lhe aplicada a medida de apresentações bissemanais no posto policial da sua área da sua residência.

O juiz mandou ainda efetuar uma perícia psiquiátrica à arguida para aferir da eventual necessidade de ser decretado o seu internamento.

Anúncio

Alto Minho

Enóloga de Monção na capa de prestigiada revista francesa de vinhos

Vinhos

em

Foto: DR

Antonina Barbosa, enóloga natural de Monção, é destaque de capa da edição de verão da prestigiada revista francesa de vinhos Gilbert&Gaillard.

A portuguesa dá a conhecer o trabalho do grupo Falua, de Almeirim, onde exerce o cargo de diretora-geral, e que registou um volume de negócios de sete milhões de euros em 2019, muito graças à exportação para vários países, como é o caso do Brasil, China, Colômbia, entre outros.

Segundo o portal da empresa ribatejana, Antonina Barbosa vive o vinho “com paixão” e com “sabedoria”. “Com conhecimento e também com alguma rebeldia, para que se encontrem caminhos novos para saberes antigos”, destaca.

Natural de Monção, trabalha na Falua desde 2004, conciliando esse mesmo serviço com o de enóloga na adega de Portugal Ramos, em Estremoz.

Começou a publicar artigos em revistas internacionais sobre vinho em 2000, depois de se licenciar na Escola de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

Já a revista francesa destaca que os “vinhos Falua são vistos pelos consumidores como néctares com carácter e qualidade”, realçando a “mistura de variedades nativas e uvas internacionais, muitas delas utilizadas pela maioria das adegas da região”.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Senhora d’Agonia vai ser celebrada com missa campal para 800 pessoas

Romaria d’Agonia

em

Foto: Romaria d'Agonia (Arquivo)

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje uma missa campal em honra da Senhora d’Agonia que decorrerá no espaço público situado em frente ao templo da padroeira dos pescadores e que terá capacidade para 800 pessoas.

“Todo o espaço ajardinado em frente ao santuário de Nossa Senhora d’Agonia vai ser vedado. Vamos lá colocar 800 cadeiras. Haverá pontos de entrada e de saída, para que se cumpram todas as regras e se possa celebrar a padroeira da cidade”, afirmou hoje o José Maria Costa.

Este ano, pela primeira vez em mais de 248 anos, por causa do surto do novo coronavírus, os números da Romaria d’Agonia, que decorre entre os dias 19 e 23, e que são habitualmente vividos nas ruas da cidade, serão celebrados em formato digital, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Hoje, em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária, o autarca socialista explicou que o acompanhamento da missa campal vai decorrer em “articulação com a paróquia de Monserrate e o apoio dos escuteiros”.

“Normalmente não tínhamos tanta gente na celebração eucarística. Este ano, como não há procissão não vem tanta gente. Há um espaço confortável e com distanciamento social para que as pessoas possam cumprir as regras”, disse.

Em causa está a celebração do dia 20 de agosto, dedicado a Nossa Senhora d’Agonia, padroeira dos homens do mar. Inicialmente tinha sido anunciado que a data seria celebrada presencialmente, na igreja que lhe está dedicada no Campo d’Agonia, mas com limitações determinadas pelas autoridades de saúde e pela Confederação Episcopal Portuguesa relativamente às celebrações litúrgicas.

O culto à Senhora d’Agonia tem a sua primeira referência escrita em 1744. Já a procissão ao rio e ao mar, em sua honra, cumpre-se sempre a 20 de agosto, desde 1968, número que, habitualmente, juntava milhares de pessoas nas margens do rio Lima para ver e saudar a procissão, envolvendo mais de uma centena de embarcações de pesca e de recreio.

Além da missa campal, José Maria Costa adiantou que, na doca, onde o bispo da diocese celebrava a homilia, antes da procissão ao mar e ao rio, haverá outro momento simbólico.

“Será instalada na doca a traineira Monsenhor Daniel Machado, onde o bispo habitualmente fazia a celebração, e no seu interior será colocada uma imagem da Senhora d’Agonia”, especificou.

José Maria Costa adiantou também que “a comissão de festas vai colocar quatro carros alegóricos em exposição nas praças principais da cidade para dar um sinal de festa, apesar dos constrangimentos” impostos pela pandemia de covid-19.

“Um dos carros terá o cartaz da festa, e o outro será o da famosa Caravela”, referindo -se a um dos carros emblemáticos do cortejo histórico-etnográfico.

Relativamente aos restantes dois carros alegóricos escusou-se a desvendar mais pormenores.

Este ano, segundo José Maria Costa, Câmara vai dar um apoio de cerca de 150 mil euros à comissão de festas para suportar as iniciativas que vão assinalar a edição 2020, como “exposições, produção de conteúdos, fogo de artificio para as alvoradas, entre outras.

“Este ano, o valor é muito menor. Normalmente, nas festas da Agonia tínhamos um investimento, quer de transferências de verbas do município, quer de exploração do terrado pela comissão de festas, de meio milhão de euros. Este ano o valor é substancialmente inferior, mas há despesas com várias iniciativas que nós assumimos. Não se podia fazer a festa nos moldes convencionais, mas há coisas que poderíamos e deveríamos fazer para dar a cidade um ar de festa para quem nos visita”, referiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 749 mil mortos e infetou mais de 20,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.770 pessoas das 53.548 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Continuar a ler

Ponte de Lima

Direito de Resposta – “Aveleda responsável pela redução de caudal de rio em Ponte de Lima, conclui APA”

Por Aveleda, S.A.

em

Foto: DR

Ao abrigo da Lei de Imprensa, é publicado o Direito de Resposta de Aveleda, S.A. à notícia “Aveleda responsável pela redução de caudal de rio em Ponte de Lima, conclui APA”, publicada em 08 de agosto de 2020.

Exmo. Sr. Director do Jornal “O Minho”

Dr. Thiago da Costa Correia,

 

Na sequência da notícia publicada neste Jornal, no passado dia 08/08/2020, intitulada de “Aveleda responsável pela redução de caudal de rio em Ponte de Lima, conclui APA”, vem a Aveleda, S.A., ao abrigo do artigo 24.º da Lei n.º 2/99, de 13 de Janeiro (Lei de Imprensa), exercer o seu direito de resposta, que deverá ser publicado com igual destaque, nos seguintes termos:

 

  1. A referida notícia destaca a posição da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) face à alegada responsabilidade da Aveleda pela redução do caudal do rio Estorãos, referindo expressamente ter a APA concluído que a “a redução do rio Estorãos, em Ponte de Lima, está relacionada com a captação para a exploração vinícola da Aveleda”.
  2. A Aveleda esclarece não existirem quaisquer dados técnicos que sustentem a conclusão alegadamente extraída pela APA, já que esta – ou qualquer outra entidade – não realizou, até ao momento, quaisquer medições de caudal da linha de água e muito menos analisou a relação entre os períodos de bombagem e o escoamento do mesmo. 
  3. Diligências essas que foram expressamente requeridas pela Aveleda, face às acusações absolutamente infundadas de que tem sido alvo.
  4. Não obstante ter sido efectivamente notificada, em momento algum lhe foi imputada qualquer tipo de responsabilidade, tendo-lhe sido unicamente requerido pela APA a redução temporária do volume de captação de água do ribeiro Formigoso, atendendo às proporções mediáticas deste caso.
  5. É falso que a equipa do SEPNA, da GNR de Arcos de Valdevez tenha “verificado que há uma redução do caudal do rio após a captação”. Esta equipa apenas constatou que o caudal do rio estava abaixo do normal, jamais tendo relacionado esta diminuição com a captação da Aveleda.
  6. O que, de todo modo seria impossível, pois que à data das diligências, bem como nos dias anteriores e posterior às mesmas, não ocorreu qualquer captação de água do ribeiro Formigoso. Nos termos da licença da Aveleda, a captação de água é cíclica, realizando-se entre as 24h00 e as 5h00, por períodos curtos de cerca de três dias, intervalando com períodos mais longos, sem qualquer captação.
  7. A Aveleda não tem qualquer responsabilidade pela redução do caudal do rio Estorãos, não resultando, sequer, da sua captação, qualquer alteração visível na linha de água, conforme confirmam os diversos testes visuais efectuados quanto ao seu impacto no ribeiro Formigoso.
  8. Pois que, não existe qualquer redução do caudal do ribeiro do Formigoso, onde se situa a captação de água da Aveleda, nem tão pouco no local da afluência deste com o rio Estorãos, que dista 1,6km, não restando, por isso, dúvidas de que não pode ser esta captação causa da redução drástica do caudal do rio Estorãos junto à ponte velha, desconhecendo a Aveleda as razões que motivam esta redução.
  9. Conforme se pode verificar no local, o caudal do ribeiro do Formigoso e o caudal o rio Estorãos, a montante da afluência do ribeiro do Formigoso, está perfeitamente normal para esta época do ano.
  10. É visível em imagens captadas por satélite que em anos anteriores, por exemplo, 2009 e 2013, o caudal do Rio Estorãos junto à ponte velha, estava igualmente reduzido e seco, altura na qual a Aveleda não tinha qualquer vinha, pois esta data de 2018.
  11. No ano passado o caudal do rio Estorãos não teve o mesmo efeito de redução, mesmo com a captação de água por parte da Aveleda dentro das limitações legais e equivalentes às praticadas este ano no ribeiro Formigoso, como demonstram algumas imagens captadas este ano, o que nos leva a crer que a causa da redução do caudal se deve a razões alheias à nossa responsabilidade.
  12. A Aveleda permanece inteiramente disponível para cooperar em tudo quanto se revele necessário, encontrando-se, aliás, a reunir todos os elementos que permitam o cabal esclarecimento da situação.
  13. Face às declarações agora prestadas ao Jornal “O Minho”, desprovidas de qualquer fundamento, a Aveleda reitera ainda o convite para conhecer a vinha de Cabração feito há mais de um ano, ao Sr. Presidente da Junta de Estorãos que, estranhamente, nunca mereceu resposta, na expectativa de que seja agora acedido.
  14. Sem prejuízo, a Aveleda não pode continuar a ser alvo de denúncias e acusações sem qualquer sustento técnico-científico.
  15. Desta forma, a Aveleda afasta qualquer responsabilidade pela redução do caudal do rio Estorãos, tudo fazendo para repor a verdade dos factos.
  16. Recorda-se que a Aveleda é uma empresa com elevada responsabilidade ambiental e social conforme atestam as suas certificações, visíveis no site oficial da empresa, e os seus projectos de sustentabilidade vitícola. A Vinha de Cabração foi alvo dum projecto de biodiversidade realizado em conjunto com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICN) e que visou a plantação de mais de 4.000 árvores nas bordaduras da vinha, com vista ao desenvolvimento da fauna e flora daquela zona. Esta empresa realizou ainda sementeiras, nas vinhas, de espécies produtoras de sementes, que muito contribuirão para atrair pássaros, mamíferos e outras espécies naquele local, não podendo esquecer ainda a elevada contribuição da Aveleda na criação de postos de trabalho para as populações que ali residem.

Em resposta à notícia (08/08/2020):

Aveleda responsável pela redução de caudal de rio em Ponte de Lima, conclui APA

Continuar a ler

Populares