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Ponte de Lima

Carta Aberta: A propósito da proibição do lançamento de fogo de artifício

Opinião de David Laranjo Costa – Pirotecnia Minhota

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David Laranjo Costa, Pirotecnia Minhota

Por decisão do Ministério da Administração Interna está proibido desde as 00:00 desta quinta-feira até às 00:00 de domingo próximo [NDR. a proibição foi estendida até terça-feira já depois do texto ser recebido], o lançamento de fogo de artifício em todo o território nacional.

Esta medida radical, não leva em consideração a análise de risco das autoridades locais fazendo tábua rasa da classificação que estas atribuíram a cada concelho. Veja-se o caso do concelho de Ponte de Lima, com alerta amarelo, mas que, por o distrito de Viana do Castelo estar em alerta vermelho, é impedido de cumprir com os espectáculos programados no âmbito das suas festas com mais de 200 anos.

É evidente que as empresas do sector são os mais interessados na segurança de todos – público e funcionários das respectivas empresas. Aliás, é nesse sentido que a fiscalização e todo o normativo legal tornam muito exigente o exercício desta actividade económica (e lúdica) que é a indústria de pirotecnia.

A saber. Muitos dos espectáculos programados ao longo do país durante estes serão, ou seriam, realizados sobre rios ou sobre o mar, em condições de total segurança, à semelhança de edições anteriores, e com o dispositivo exigido pelas autoridades. Por maioria de razão, o risco nestes casos, e apesar das actuais condições atmosféricas, não é alterado. As autoridades fiscalizadoras sabem disso e o Governo também devia saber.

Pasme-se que, durante o dia de hoje, somos surpreendidos com a notícia que, em Lisboa, junto à Torre de Belém, e por ocasião da comemoração dos 15 anos no festival “Rock in Rio”, foi aberta uma excepção e o espectáculo pirotécnico vai realizar-se.

Ora, não há nenhum argumento técnico e de segurança que permita validar a excepção para o caso de Lisboa, quando comparado com os outros exemplos anteriormente apontados, no que às condições de lançamento diz respeito – Ponte de Lima, Murtosa, Vila Praia de Âncora, entre outros.

Pelo que é legítima a pergunta: o que levou o Governo a exceptuar o caso de Lisboa? Será o “peso” da capital? Será o poder económico e o ‘lobby’ deste festival? Uma coisa é certa, a indústria, sempre cumpridora e zelosa das suas obrigações e da segurança dos espectadores, não pode ficar impávida perante esta dualidade de critérios.

Esta situação é também, uma excepção face ao cenário de proibição de anos anteriores; o que, mais uma vez legitima a indignação do sector.

Por fim, é inaceitável a leitura discriminatória que o Governo faz deste pequeno evento (inserido no recente festival urbano), certamente interessante para Lisboa, face à história e às tradições culturais de inúmeras festas e romarias seculares um pouco por todo o país que um impacto económico manifestamente muito superior, como é facilmente verificável.

Esperamos, com a esta missiva, alertar todos os intervenientes – Governo, demais autoridades, empresas do sector, comissões de festas, público em geral e comunicação social – para seja revista a situação em conformidade com os interesses de todos.

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Alto Minho

Alto Minho: Burla de ex-promotores bancários já envolve 60 lesados em vários milhões

Caso envolve autarca e ex-presidente de associação empresarial, ambos de Ponte de Lima

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As autoridades judiciais e policiais que investigam uma burla, que terá sido praticada, entre 2008 e 2019, por quatro ex-promotores do Deutsch Bank, do Alto Minho, receberam mais outras 50 queixas de pessoas lesadas, aumentando o seu número para cerca de 60 casos. Uma burla de vários milhões.

Em junho de 2019, – e de acordo com fonte judicial – quando a PJ/Braga deteve os suspeitos, em Viana do Castelo e em Ponte de Lima, o número de queixas atingia apenas as oito, com 1,6 milhões de prejuízos aos lesados. Mas as autoridades suspeitavam de outras 80 burlas.

O primeiro processo está em investigação no Ministério Público de Viana do Castelo, tendo este orgão judicial, decidido separá-lo dos restantes, para que se não atrase.

Assim, deu instruções à PJ para fazer inquéritos separados, faltando saber se, no final, serão apensos num único.

Conforme O MINHO então noticiou, em investigação estão António Lima, antigo presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima (à esquerda, na foto), Nuno Pimenta, autarca da Junta de Freguesia da Ribeira (à direita, na foto), no mesmo concelho, (cunhados entre si), Alexandre Rodrigues Martins, bancário, de Ponte de Lima mas residente em Viana, e Filipe Martins Alves, de Chafé. Têm entre os 38 e os 56 anos e são suspeitos de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

António Lima e Nuno Pimenta. Foto: DR

Na ocasião, a PJ/Braga revelou que os promotores lesaram oito vítimas, já identificadas, causando-lhes um prejuízo de 1,6 milhões de euros. “Mas o número deve atingir os 80”, referiu, então.

Ao que apurámos, há, também, várias queixas cíveis nos tribunais de Viana e de Braga, contra os suspeitos. Entre os queixosos está um empresário do ramo da construção de São Martinho da Gandra, e o dono do supermercado Camões, ambos naquela vila.

Atuando com base na “confiança” pessoal, prometiam juros acima dos do mercado, em aplicações “sem qualquer risco”, mas faziam o contrário, aplicando-os em produtos bancários tóxicos, ou fazendo desaparecer o dinheiro. Para acalmar os clientes, pagaram juros do capital investido.

A PJ apreendeu seis carros e mil euros. O Deutsch Bank não é responsável, nem está envolvido.

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Alto Minho

Máscaras e distanciamento na reabertura da feira de Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: dkixot / Até brilhas

A feira quinzenal de Ponte de Lima reabriu hoje com as normas de segurança, no âmbito da contenção da propagação de covid-19, a serem cumpridas por comerciantes e visitantes.

O uso de máscara é obrigatório, bem como o distanciamento social, que está a ser fiscalizado pela PSP.

Ao que O MINHO apurou, as normas estão a ser cumpridas e a feira a decorrer com normalidade, dentro do que é possível.

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

O município anunciou na sexta-feira a reabertura da feira no seguimento da “decisão da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, ao confirmar a retoma da atividade das feiras em todos os concelhos do distrito a partir do dia 25 de maio, após o Governo ter incluído este setor na 2.ª fase do plano de desconfinamento”.

A retoma das feiras está condicionada a um plano de contigência, disponível para consulta no site da câmara, com as seguintes regras: é obrigatório o uso de máscara pelos feirantes e consumidores, podendo ser substituída com o uso de viseira; os feirantes terão de ter, para disponibilização aos utentes, solução antisséptica de base alcoólica; manter uma distância mínima de dois metros entre as pessoas; o atendimento terá de ser efetuado de forma organizada, limitado a um consumidor de cada vez, respeitando as regras de higiene e segurança; assegurar-se que as pessoas permanecem no recinto da feira apenas o tempo estritamente necessário à aquisição dos bens.

A feira de antiguidades e velharias é retomada a 14 de junho e a feira de artesanato a 28 de junho, ambas na Avenida dos Plátanos.

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Alto Minho

Ponte de Lima assume encargos no regresso às aulas dos alunos dos 11.º e 12.º anos

Transporte escolar

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Foto: Divulgação

O Município de Ponte de Lima assumiu todos os encargos e reorganizou toda a rede de transportes escolares, para os alunos neste enquadramento, que frequentam o ensino regular, e dispunham de passe, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia explica que “todo este trabalho de concertação [serve] para dar uma resposta eficaz a esta nova realidade”.

“Foi conseguido, através da articulação com as Juntas de Freguesia do concelho, que têm mostrado uma disponibilidade inequívoca, neste plano conjunto no combate à pandemia no momento de regresso paulatino às atividades regulares de um novo quotidiano”, acrescenta a nota.

No seguimento das novas orientações do Ministério da Educação, para o regresso às aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos, nas disciplinas que têm exame nacional, as escolas secundárias do concelho de Ponte de Lima, foram desinfetadas numa ação implementada pelos militares do regimento de Cavalaria nº 6 de Braga.

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