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Alto Minho

Ponte da Barca oferece computadores e tablets com acesso à internet a alunos carenciados

Covid-19

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Foto: DR

A Câmara Municipal de Ponte da Barca, em parceria com a Altice, está a disponibilizar computadores portáteis e tablets com acesso à internet aos alunos carenciados do concelho, para que estes possam acompanhar as atividades letivas em casa durante o período de encerramento das escolas devido à covid-19.


O presidente da autarquia, Augusto Reis Marinho, explica que os equipamentos que estão a ser distribuídos durante as férias da Páscoa abrangem alunos do 1º e 2º ciclos.

“Acreditamos que todos os alunos do Concelho devem ser tratados de forma igual e ter os mesmos direitos e condições de acesso ao ensino. Esta medida vem na sequência de um conjunto de medidas inseridas no nosso plano de contingência, no sentido de minimizar o impacto desta pandemia na vida dos nossos munícipes”, conclui o autarca.

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Viana do Castelo

Templo de Santa Luzia em Viana do Castelo elevado a Santuário diocesano

Religião

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Foto: DR / Arquivo

A Diocese de Viana do Castelo informou hoje que o templo do Sagrado Coração de Jesus, no monte de Santa Luzia, vai ser elevado, no dia 19, a santuário diocesano por decreto do bispo Anacleto Oliveira.


Projetado pelo arquiteto Ventura Terra, o templo de Santa Luzia, cuja construção decorreu entre 1904 e 1959, é hoje um ex-libris da capital do Alto Minho.

As obras de construção do templo iniciaram-se em 1904 e foram interrompidas em 1910 com a Implantação da República e a consequente Lei da Separação do Estado da Igreja.

A construção foi retomada em 1926, sendo que os trabalhos exteriores prolongaram-se até 1943 e os interiores até 1959, tendo sido benzido em junho desse ano. A confraria de Santa Luzia, zela pelo templo-monumento desde 19 de março de 1884.

Entre 2014 e 2018, aquela confraria realizou um investimento global de dois milhões de euros no arranjo urbanístico e paisagístico daquela área.

Do zimbório existente no topo do templo, o ponto mais alto de Viana do Castelo, os visitantes avistam uma paisagem de vários quilómetros. De acordo com dados da confraria, entre 80 mil a 90 mil pessoas acedem (entrada paga) anualmente ao zimbório.

No comunicado hoje enviado às redações, a diocese de Viana do Castelo adiantou que a cerimónia de “assinatura do decreto de ereção canónica do templo do Sagrado Coração de Jesus a santuário diocesano” ocorrerá no dia 19, no monte de Santa Luzia, sobranceiro à capital do Alto Minho, após as celebrações do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes e de uma eucaristia.

Já no dia 21, e na impossibilidade de ser realizada a peregrinação ao Sagrado Coração de Jesus, promessa com mais de um século, que liga a cidade ao santuário, devido á pandemia de covid-19, a diocese irá celebrar uma eucaristia, às 11:00, no Parque das Tílias, situado na envolvente.

A tradição realiza-se desde 1918, antes do verão. Tem a sua origem num voto formulado pela população da cidade rogando proteção à epidemia pneumónica que, na altura, provocava muitos mortos na região.

A peregrinação, que reúne crentes de todas as freguesias do concelho e de outros pontos do país, faz-se por um percurso sinuoso de acentuado declive, que leva cerca de duas horas a percorrer a pé. Há quem decida cumprir a promessa subindo os 742 degraus do escadório que liga a cidade ao monte.

Outra alternativa ao dispor dos peregrinos é o elevador de Santa Luzia. O funicular tem um percurso de 650 metros que leva cerca de oito minutos a completar e é considerado o mais extenso do país.

Reza a tradição, que este ano não se realiza como habitualmente, devido ao surto do novo coronavírus, que no final das cerimónias religiosas os peregrinos almocem em família, distribuídos nos inúmeros espaços verdes espalhados pela envolvente ao santuário.

Em abril, a diocese elevou a santuário o templo da Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, para assinalar oito séculos de devoção à santa. Igual categoria irá ainda ser atribuída ao templo da Senhora do Minho, na serra d’Arga.

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Viana do Castelo

Presidente de Viana do Castelo redistribui funções e assume Educação e Cultura

Política

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo redistribuiu funções a todos os vereadores para assumir os pelouros da Educação e Cultura, após a renúncia da vereadora que hoje é substituída no cargo, anunciou à Lusa o próprio.


Em declarações à agência Lusa, o socialista José Maria Costa explicou hoje que, com a saída, em meados de maio, de Maria José Guerreiro, alegando motivos pessoais, decidiu “delegar e subdelegar competências nos seus cinco vereadores e assumir as áreas da Educação e da Cultura”.

O executivo municipal de Viana do Castelo, de maioria socialista, é ainda composto por dois vereadores do PSD e uma vereadora da CDU, todos sem pelouros atribuídos.

Com a redistribuição das áreas funcionais da autarquia da capital do Alto Minho, definida num despacho datado de hoje e que entra em vigor “a partir do dia seguinte ao da sua publicação, mediante editais”, a que a Lusa teve acesso, José Maria Costa mantém as pastas da Administração Financeira, Proteção Civil, Saúde e Internacionalização e assume agora a Educação e Cultura.

Já o pelouro das obras públicas, até agora nas mãos do autarca, passa para o vice-presidente do município, Vítor Lemos, que continua com a Modernização Administrativa, Saneamento Básico e Desporto.

A pasta do Turismo, até agora desempenhada pela ex-vereadora Maria José Guerreiro, é entregue a Luís Nobre, que assume ainda a Reabilitação Urbana, acumulando o Planeamento e Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial.

Luís Nobre é líder da concelhia socialista de Viana do Castelo e apontado como candidato do partido às próximas eleições autárquicas, para suceder a José Maria Costa que está impedido de voltar a concorrer, devido à lei da limitação de mandatos autárquicos.

A vereadora Carlota Borges, a cumprir o primeiro mandato autárquico com as áreas da Coesão Social, Juventude, Voluntariado e Serviços Urbanos, fica agora também responsável pela Gestão de Equipamentos e Património Cultural.

Em funções desde as eleições de 2017, Ricardo Carvalhido junta às pastas do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento os Projetos Educativos.

O novo vereador, Ricardo Rego, até agora chefe de gabinete de José Maria Costa, e que hoje assume as novas funções, passa a deter as áreas dos Recursos Humanos e Administração Patrimonial, até agora desempenhadas pelo presidente, ficando ainda com a Promoção da Saúde, setor que estava sob alçada da vereadora Carlota Borges.

Ricardo Rego era o sétimo da lista que o PS apresentou às eleições autárquicas de 2017 e que o partido venceu com 53,68% dos votos, elegendo seis dos nove mandatos atribuídos.

Maria José Guerreiro cessou funções na quarta-feira. Entre outros cargos que desempenhava por inerência de funções, a professora de profissão presidia à VianaFestas, entidade que organiza as festas da capital de Alto Minho.

A distribuição das áreas funcionais vai ser apresentada ao executivo municipal, hoje, em reunião camarária, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Alto Minho

Munícipes de Cerveira e Tomiño prejudicados com controlo de fronteiras, diz estudo

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo / Arquivo

Um inquérito promovido pelas provedoras da eurocidade Cerveira-Tomiño, que recolheu 250 testemunhos, constatou que quase metade dos inquiridos disse sentir o impacto da reposição de fronteiras entre Portugal e Espanha devido à covid-19, foi hoje divulgado.


De acordo com as conclusões daquele estudo, hoje enviado à agência Lusa, as provedoras destacam que, “em mais de 30 anos, nunca a vida quotidiana dos habitantes do território transfronteiriço galego-português foi tão prejudicada como nestes últimos meses, com uma redução para metade de toda a sua dinâmica económico-social”.

“Esta realidade é corroborada com a partilha, em apenas quatro dias, de mais de duas centenas de histórias e experiências vividas por cidadãos de ambas as margens do rio Minho, em resposta a um desafio lançado pela provedoria da eurocidade”, frisam Maria de Lurdes Cunha (Vila Nova de Cerveira) e Zara Pousa (Tomiño).

A eurocidade entre Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, e Tomiño, na Galiza, foi constituída em outubro de 2018.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

Na terça-feira, o ministro da Administração Interna admitiu manter encerradas as fronteiras terrestres e aérea com Espanha, enquanto existir uma quarentena interna no país vizinho.

Segundo as duas provedoras, “a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços, ao nível de distância, tempo e custos, representa 45% dos 250 testemunhos através de um questionário publicado na página oficial da eurocidade Cerveira-Tomiño, no Facebook”.

O inquérito, que visou “avaliar e compilar o impacto casuístico de mais de dois meses do fecho de fronteiras, provocado pela crise sanitária da covid-19, revelou que “entre os principais prejuízos referidos destaca-se a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços desta raia minhota”.

“Devido à limitação a um único ponto de passagem na fronteira de Valença e Tui, os trabalhadores veem-se obrigados a fazer centenas de quilómetros diariamente, mais horas na estrada e aumento de custos para proceder às deslocações necessárias para chegar ao posto de trabalho. Há ainda a referência para o facto de não perceberem porque é que a ponte internacional da Amizade, entre Cerveira-Tomiño, não pode constituir-se como mais um ponto de passagem, agilizando toda a pressão gerada”, sustentam as duas provedoras.

O inquérito, que esteve disponível entre 28 e 31 de maio, revelou ainda que 25% dos inquiridos “evocam a impossibilidade de utilização de serviços de caráter essencial, nomeadamente de cariz educativo (escolas) ou de saúde pública (consultas médicas e veterinárias), e a indisponibilidade de usufruição de serviços ou equipamentos de âmbito desportivo, comercial ou cultural acessíveis do outro lado do rio Minho”.

Já “17% abordam os efeitos económicos negativos, quer pela limitação das relações laborais e comerciais, com uma redução até 70% de clientes, perda de empregos ou dificuldade de fornecimento de materiais para determinados negócios, como pelos custos extraordinários derivados do distanciamento até ao único ponto aberto ou pela necessidade de alugar residências provisionais”.

Há ainda “cidadãos transfronteiriços com graves dificuldades para manter relações e cuidados familiares (famílias separadas, idosos sem a retaguarda familiar, entre outras)”.

Segundo as duas provedoras, “o objetivo é que os resultados deste inquérito, aliados a outros documentos de análise como o Estudo do Impacto Socioeconómico da Pandemia da covid-19 no território do rio Minho transfronteiriço, realizado pela Universidade de Vigo para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho e para a província de Pontevedra, possam ser considerados pelas autoridades locais, regionais, estatais e europeias para diminuir com caráter imediato estes prejuízos”.

A iniciativa pretende ainda “promover medidas de apoio e recuperação específicas para o território, e adotar mecanismos de funcionamento singular para as eurocidades que evitem no futuro situações prejudiciais como as vividas nesta crise”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.447 mortos associados à covid-19 em 33.261 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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