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Politécnico do Cávado e Ave e empresas produzem 10 mil viseiras para hospitais do Minho

Covid-19

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Foto: IPCA

O Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) e quatro empresas parceiras produziram 10 mil viseiras de proteção individual que vão agora começar a ser distribuídas pelos hospitais do Minho, anunciou hoje aquela academia.

Em comunicado, o IPCA refere que o instituo desenvolveu, em parceria com quatro empresas, uma metodologia de produção rápida de viseiras de proteção individual para profissionais de saúde.

Diz ainda que o protótipo desenvolvido já foi validado por uma equipa clínica do Hospital de Barcelos.

“A abordagem de fabrico utilizada permite produzir, em tempo recorde, 10 mil viseiras, que começam a ser entregues nos próximos dias em diversos hospitais do Minho”, sublinha o comunicado.

O protótipo foi desenvolvido pelo Centro de Investigação em Inteligência Artificial (2Ai) da Escola Superior de Tecnologia do IPCA, com o apoio da Escola Superior de Design e Escola Técnica Superior Profissional (ETeSP) do mesmo instituto.

Contou com a parceria com das empresas Lucemplast, Polipop, Riopele e Adilevel.

Em Balugães, na estrada para Ponte de Lima, também a Nevacril tem contribuído para a luta contra a propagação da Covid-19.

Imagem: Facebook

Dada as atuais necessidades do Serviço Nacional de Saúde, estes dispositivos são essenciais para a proteção dos profissionais e auxiliares de saúde, cuja necessidade aumentou exponencialmente com a atual pandemia do coronavírus”, lê-se ainda no comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Portugal regista hoje 60 mortes associadas à covid-19, mais 17 do que na quarta-feira, e 3.544 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Braga

Braga garante meios e agradece aos sapadores pela posição de risco

Covid-19

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Foto: Facebook Município de Braga

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, garantiu hoje, durante uma visita ao quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores, que o executivo municipal tem procurado, em articulação com a Proteção Civil, dotar os bombeiros de todos os meios materiais para que estejam salvaguardados para enfrentar esta pandemia, minimizando, dentro daquilo que é possível, o risco de serem infectados com Covid-19. “Tudo o que pudermos fazer para garantir a segurança dos nossos profissionais será feito e, já esta semana, voltarão a ser reforçados alguns destes meios materiais”, garantiu.

Recentemente, a realização de análises a Covid-19 deu positivo a um dos colaboradores da Companhia de Bombeiros Sapadores. Ativado o plano de contingência, os bombeiros desse turno foram colocados em quarentena domiciliária, de acordo com as regras definidas pela DGS e pela Autoridade de Saúde. Hoje mesmo, todos os profissionais da Companhia de Bombeiros Sapadores desse turno vão ser submetidos a análises de despistagem.

“É fundamental salvaguardar o bem-estar de quem possa vir a ser infetado e, em paralelo, de todos aqueles que com essas pessoas trabalham. Os testes têm de ser realizados no momento próprio, quando os profissionais estão em quarentena, caso contrário ninguém saberia se, entretanto, teria sido infetado” afirmou o autarca, adiantando que garantir a normalidade do funcionamento da Companhia de Bombeiros e a continuidade da prestação do socorro à população é essencial: “Como esta, há uma serie de outras ocorrências a que temos de dar resposta e só o faremos se mantivermos a Companhia operacional”.

Ricardo Rio expressou, por fim, a “sincera gratidão” de todo o executivo e dos bracarenses para com o trabalho desenvolvido pelos Bombeiros Sapadores: “É com muito reconhecimento que olhamos para o trabalho dos nossos profissionais e para a responsabilidade que têm pela frente. Todos estão a cumprir exemplarmente a missão que lhes foi confiada enquanto bombeiros deste município numa situação que é de ainda de maior risco que noutras circunstâncias”.

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Braga

Bracarenses em Angola assustados com xenofobia: “Dizem que trouxemos o vírus”

Covid-19

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Foto: Reprodução / FTI

Um grupo de trabalhadores portugueses da região de Braga estão “assustados” com uma onda crescente de xenofobia em Angola por causa do novo coronavírus. Alguns já foram ameaçados e, apesar de estarem no país há vários meses, são “olhados de lado” pelos locais, que apontam Portugal como o grande responsável pela chegada da Covid-19 a território angolano.

Em declarações a O MINHO, Manuel (nome fictício por receio de represálias) explicou que todo o grupo de trabalhadores, que faz serviços para o Estado angolano na área da construção e manutenção técnica em Luanda, estão parados em casa desde a passada sexta-feira, depois das medidas anunciadas pelo governo para travar a pandemia naquele território africano.

“Estamos com o coração nas mãos”, diz Manuel, natural de um concelho próximo à cidade de Braga, temendo o que o futuro pode trazer para os emigrantes portugueses em Angola. “Estamos fechados em casa e não podemos sair sem autorização da empresa, que nos traz comida e os bens essenciais”, explica.

“Nunca pensei viver isto, não bastava estarmos já preocupados com a família que deixámos em Portugal e agora temos de nos preocupar com o racismo que aqui se vive”, denuncia.

Também Alberto (outro nome fictício) vive nas mesmas condições de Manuel. De um concelho do distrito de Viana do Castelo, o trabalhador relata momentos de pânico quando, ainda durante a semana passada, alguns colegas de trabalho angolanos lhe apontavam o dedo por ser “da terra da peste”.

“Neste momento não convém sair de casa por causa do vírus mas também por eventuais insultos e até agressões que podemos experienciar por parte dos angolanos”, aponta.

Com os aeroportos fechados, estes portugueses cumprem contrato de vários meses em casa, desconhecendo o que poderá acontecer ao longo dos próximos dias: “Estamos com muito medo”.

Sete casos positivos e duas mortes

Angola registou no domingo as duas primeiras mortes por Covid-19. Os pacientes regressaram de Portugal em meados de março e acabaram por não resistir às complicações respiratórias provocadas pelo vírus, anunciou a ministra da Saúde angolana.

Silvia Lutucuta explicou que um cidadão de 59 anos, residente habitual em Portugal, que tinha chegado a Angola no dia 12 de março, “esteve internado nos últimos dias na clínica Girassol e teve um quadro com uma evolução muito rápida, com insuficiência respiratória”. O segundo caso, um homem de 37 anos, residente em Luanda, chegou de Lisboa a 13 de março. Ambos sofriam de outras patologias associadas.

A polícia angolana está a impedir a venda ambulante e a interditar a circulação de pessoas desde este domingo, depois de se verificar vários casos de desobediência às indicações de quarentena dadas pelo Presidente da República, na sexta-feira.

No sábado, a polícia deteve cinco pastores da Igreja Adventista do 7.º, na província de Bié, por realizarem cultos com mais de 35 pessoas.

Existem, atualmente, 1.500 cidadãos angolanos em quarentena depois de terem regressado de Portugal ao longo das últimas semanas.

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Braga

Imigrante deu 7.500 euros de sinal para comprar casa em Braga. Ficou sem o dinheiro e sem a casa

Tribunais

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Deu 7.500 euros de sinal para compra de um apartamento a uma imobiliária de Maximinos, propriedade da empresária Daniela Cerqueira da Costa. Mas, o espaço já tinha sido vendido. E a empresa não lhe devolve o dinheiro. E a “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda” foi já condenada em Tribunal pelo crime de abuso de confiança, por ficar com o valor do sinal adiantado por clientes brasileiros que queriam comprar um apartamento. A firma não só continua a funcionar, como tem outras queixas, em investigação na PSP local.

A O MINHO, a vítima, uma mulher de nome Maria, imigrante angolana, disse que entregou o sinal há três meses à imobiliária, e que, quando o banco lhe concedeu o empréstimo para a compra da fração, foi-lhe dito que já tinha sido vendido: “propuseram-me um outro, de qualidade muito inferior, mas eu não aceitei”, afirmou. A partir de então vem exigindo a devolução do sinal: “dizem que vão contactar o meu advogado, mas nada”, lamenta.

A lesada diz que o dinheiro resulta de poupanças feitas ao longo de 15 anos de trabalho e reunido com a ajuda dos patrões: “o meu filho, de sete anos, pergunta-me pela casa nova, e eu fico a chorar”, contou

O MINHO contactou a empresa, tendo um dos funcionários, Paulo Ribeiro – que Maria diz que se lhe apresentou como solicitador – dito, em nome da proprietária, que o assunto vai ser resolvido entre os advogados”. A firma desculpa-se com o facto de o apartamento ter sido vendido pelo dono e diz que teve custos com o processo. Mas a lesada garante que até agora nenhum advogado da imobiliária a contactou nem à sua representante legal.

DUAS CONDENAÇÕES

Ao que sabemos, Daniela Costa, de 54 anos, de São Vítor, Braga, empresária de imobiliário, foi condenada em setembro de 2019 – sentença de que recorreu para a Relação de Guimarães -, pela prática de um crime de abuso de confiança agravado na pena de 320 dias de multa à taxa diária de sete euros, num total de 2.240 euros. Ficou, ainda, obrigada a restituir o sinal de 5.500 euros (com juros) aos clientes Oswaldo Correia Costa e Márcia Correia Toledo, e ainda a dar-lhes 400 euros, a cada um, por danos não patrimoniais.

A sentença do Tribunal Criminal de Braga diz que a arguida, sócia-gerente da sociedade “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda”, recebeu, em 2016, o sinal daquele casal brasileiro,

Tendo-lhe sido pedido que a aquisição se enquadrasse no programa dos vistos gold, pelo que teria de ser célere. Para tal, selecionaram um imóvel na Rua Professor Machado Vilela, propriedade da Caixa Geral de Depósitos, entregaram um cheque de 2.500 euros e assinaram um contrato-promessa, no qual constava que a mediadora restituiria o cheque, caso o negócio não se fizesse.

De seguida, Daniela Costa pediu-lhe mais 5.500 euros, como “reserva”. Nem o cheque nem o valor da reserva foram devolvidos ou entregues à CGD. O cheque não chegou, no entanto, a ser descontado. Em setembro, o casal comunicou que desistia do negócio, mas a arguida, no dia 22, informou-os – diz a sentença – “de que a escritura estava agendada para dia 30, o que sabia não ser verdade”.

Proibida de exercer

O MINHO ouviu, sobre o tema, um outro mediador e um bancário: o primeiro diz que os tribunais deviam proibir a gestora de exercer a atividade, já que estão em causa as pessoas e o bom nome da profissão. Já o bancário diz que os bancos conhecem-na bem: “há quem seja burlado e opte por não fazer queixa”, frisou.

Para além da condenação por abuso de confiança, Daniela Costa fora já sentenciada em Braga, no Juízo Local Criminal, em maio de 2016, por um crime de abuso de confiança fiscal. Pagou 700 euros de multa.

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