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Futebol

“Podíamos ter feito cinco ou seis golos, sem exagero”

Ricardo Soares após Gil Vicente-Vitória (3-2)

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Declarações após o jogo da 17.ª jornada da I Liga de futebol entre Gil Vicente e Vitória SC, que decorreu hoje em Barcelos e que os gilistas venceram (3-2).

Ricardo Soares (treinador do Gil Vicente): “O meu orgulho é à dimensão da capacidade dos meus jogadores, capacidade técnica, tática e, principalmente, humana.

Entrámos muito bem, fizemos golo e podíamos ter feito muitos mais. Disse que ia ser um grande jogo e não me enganei, principalmente da minha equipa. O resultado é completamente enganador. Um pouco inexplicavelmente, e o futebol também é isto, o Vitória fez dois golos, foi muito eficaz, ao contrário de nós, que podíamos ter feito cinco ou seis, sem exagero.

Deslumbramento no final? Não me pareceu, não existiu, é futebol, estávamos a vencer por 3-0, quando podíamos ter feito o quarto, quinto ou sexto, e após um pontapé de baliza surgiu o primeiro golo do Vitória e, depois num penálti, o segundo. Juntamente com o apoio da sua massa adepta e com a qualidade que tem, o jogo ficou um pouco relançado, tivemos que sofrer um pouco, mas os campeões também sofrem.

Foi um jogo difícil que se tornou fácil porque os meus jogadores fizeram um excelente jogo, que é para ver e se rever. Diz-se que na I Liga portuguesa não há jogos bons, então o que foi isto? Os meus jogadores fizeram um jogo de uma beleza incrível.

Esta equipa cresceu muito rápido porque tinha talento e agora fruto do seu trabalho e capacidade estão a colocá-lo cá fora, é uma coisa que me agrada, mas temos ainda muita margem para crescer porque há jogadores muito jovens.

(Quinto lugar é para manter?) É merecido para esta equipa o quinto lugar, mas agora é pensar no próximo jogo. São precisos 35 ou 36 pontos para garantir a manutenção. É jogo a jogo, queremos apresentar um futebol agradável e positivo, a coisa mais importante é o resultado, mas sabemos que não vamos ganhar sempre.

Os 11 golos do Fran Navarro têm um significado grande, não por esses números, mas por ser um jogador que ainda não tinha jogado na I Liga, que é muito jovem e chegou com um défice de confiança pelos últimos anos, mas tem uma capacidade de trabalho e uma predisposição para aprender incríveis. Tudo o que lhe tem acontecido é um motivo de alegria por ser um atleta tão focado, que é um exemplo e um líder dentro do campo. Tem 11 golos, sem nenhum penálti e numa equipa como o Gil Vicente, que luta pela manutenção. É um motivo de orgulho para o treinador e para o clube”.

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