Seguir o O MINHO

Motores

Paulo Gonçalves partiu para o Dakar confiante: “Espero fazer uma boa corrida”

Motard de Esposende partiu hoje para o Perú.

em

Foto: Facebook de Paulo Gonçalves / Arquivo

O piloto esposendense Paulo Gonçalves partiu hoje para o Peru confiante em conseguir “um excelente resultado” no Dakar de 2019, apesar da operação de urgência ao baço a que foi submetido há pouco mais de três semanas.

“Sinto-me bastante bem, tendo em conta o que aconteceu. Espero fazer uma boa corrida. Recebi alta médica e estou muito motivado, muito confiante”, frisou o piloto de Esposende, que foi submetido a uma operação de urgência para remoção do baço em virtude de uma queda sofrida em 09 de dezembro.

Com a preparação física parada desde então, o piloto da Honda partiu concentrado em ajudar a equipa a conseguir interromper a hegemonia da KTM, que vence há 18 anos, consecutivamente, a prova rainha de todo o terreno.

“Espero ajudar a minha equipa a conseguir uma boa vitória e, individualmente, conseguir um excelente resultado. Trabalhámos imenso para esta prova e espero que nos corra bem”, sublinhou.

Na quinta-feira, a equipa fará um ‘shakedown’, uma espécie de aquecimento, antes das verificações técnicas na sexta-feira: “A equipa está muito confiante”, observou o piloto português.

Aos 39 anos, Paulo Gonçalves soma três vitórias em etapas, em 11 participações no Dakar, tendo como melhor resultado o segundo lugar obtido em 2015.

A edição de 2019 da maratona de todo o terreno será inteiramente disputada no Peru, entre 07 e 16 de janeiro, com cerca de 5.000 quilómetros, 3.000 dos quais cronometrados.

Ao todo estão inscritos 534 participantes, 20 dos quais são portugueses. Nas motos, alinham Paulo Gonçalves (Honda), Joaquim Rodrigues Jr. (Hero), Mário Patrão (KTM), David Megre (KTM), Fausto Mota (Yamaha), António Maio (Yamaha), Sebastian Bühler (Yamaha), Hugo Lopes (KTM) e Miguel Caetano (Yamaha).

Nos automóveis, Pedro Mello Breyner (Alta Ruta 4×4 Peru), Filipe Palmeiro (navegador de Boris Garafulic num MINI da X-Raid) e Bruno Martins/Rui Ferreira (Can-Am X3 UTV), enquanto em SSV participam Miguel Jordão/Lourival Roldan (Can-Am Maverick), Ricardo Porém/Jorge Monteiro (Can-AM Maverick).

Nos camiões, seguem José Martins (DAF), Paulo Fiúza (mecânico de Alberto Herrero, MAN) e Armando Loureiro (navegador de Michel Boucou, IVECO).

Anúncio

Desporto

Piloto holandês em estado crítico após queda no Rali Dakar

O português Mário Patrão foi o primeiro a prestar assistência

em

Foto: DR

O piloto holandês Edwin Straver (KTM) ficou, esta quinta-feira, em estado crítico depois de sofrer uma queda no decurso da 11.ª das 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na Arábia Saudita.

O piloto português Mário Patrão (KTM) foi o primeiro a parar e a chamar ajuda para auxiliar Edwin Straver.

Vencedor da categoria Original by Motul em 2019, para amadores, o motard holandês foi encontrado inanimado ao quilómetro 120 dos 379 previstos.

“Estava a ir no meu ritmo e ao quilómetro 120, enquanto estava a tentar encontrar um waypoint [ponto de passagem obrigatória], vi um piloto caído, chamei de imediato a equipa médica e estive a prestar auxílio até à sua chegada. Senti a pulsação no pescoço dele assim que me aproximei, mas, de repente, deixei de sentir”, contou o piloto de Seia no final da tirada.

Edwin Straver esteve em paragem cardíaca durante dez minutos antes de ser reanimado pelos médicos da prova, que, entretanto, chegaram ao local.

“Foram os 10 minutos mais longos da minha vida”, confessou Mário Patrão, que só saiu “quando o entubaram e o levaram”.

O piloto holandês foi transportado de helicóptero para o hospital, onde lhe foi detetada uma vértebra partida.

O seu estado é considerado crítico.

“Percebi que era muito grave. Ainda tinha pela frente 250 quilómetros de especial para fazer, mas estava psicologicamente arrasado com o que tinha acabado de suceder, e o meu corpo não queria avançar. Subi para a moto sem saber como estaria o Edwin. Felizmente consegui terminar e chegar ao bivouac“, concluiu Mário Patrão, que foi o 42.º esta quinta-feira, classificação que deverá ser corrigida depois de retirado o tempo em que esteve parado a prestar assistência ao concorrente holandês.

Continuar a ler

Desporto

Palmarés do piloto Paulo Gonçalves

em

Palmarés do piloto Paulo Gonçalves, falecido hoje durante a sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na sequência de uma queda.

Ao longo de uma carreira de 30 anos, o piloto de 40 anos, natural de Esposende, conquistou 24 títulos nacionais em diversas disciplinas do motociclismo (motocrosse, enduro e supercrosse).

Conta ainda com duas nomeações para “Atleta Masculino do Ano” pela Confederação do Desporto de Portugal. Em 2016, o IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude atribui-lhe o Prémio de Ética no Desporto por ter parado durante uma das etapas do Dakar2016, quando liderava a corrida, para ajudar o austríaco Mathias Walkner, que tinha caído.

Palmarés desportivo:

2019

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Perú

2017

– 6.º classificado no Rali Dakar Paraguai Bolívia Argentina

2016

– Abandono à 11.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia (Vitória 1 Etapa)

2015

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 2.º classificado no Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2014

– Vice-Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2013

– Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 10.º classificado no Rali Dakar Peru Argentina Chile

2012

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 26.º classificado Rali Dakar Argentina Chile Peru

2011

– Campeão de Cross-Country na Alemanha

2010

– Campeão Nacional Todo-Terreno TT3

– Vice-Campeão Nacional de Cross-Country

2009

– 10.º classificado na geral do Rali Argentina Chile

– 2.º classificado na classe 450cc do Rali Argentina Chile

– 1.º classificado na classe Super Produção do Rali Argentina Chile

2008

– Campeão Nacional de Motocross Elite

– Campeão Nacional de Supercross 450cc

2007

– Campeão Nacional de Supercross SX1

– Campeão Nacional de Supercross Elite

– 23.º classificado no Rali Lisboa Dakar

2006

– 25.º classificado no Rali Lisboa Dakar

– Vice-Campeão Nacional de Supercross SX2

– Campeão Nacional de Motocross MX2

2005

– Campeão Nacional de Enduro 450cc

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2004

– Campeão Nacional de Enduro 250cc – 2 Tempos

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2003

– Campeão Nacional de Enduro + 250cc – 4 Tempos

2002

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Campeão Nacional de Supercross

– Campeão Nacional de Enduro 4 Tempos

– Vice-Campeão do Mundo de Enduro Juniores

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

2001

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

2000

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Vice-Campeão da Europa de Motocross 250cc

– 3.º classificado no Campeonato Nacional de Supercross

1999

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

1998

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Supercross

– 3.º Classificado no Campeonato da Europa de Motocross

1997

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Sub-18

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Open

– Campeão Nacional de Supercross

– Vice-Campeão Nacional de Motocross 250cc

1993

– Campeão Nacional de Motocross 80cc

1991

– Início na Competição

Continuar a ler

Desporto

Três das melhores equipas do mundo apontadas ao Rali Serras de Fafe

Prova decorre em fevereiro

em

Foto: DR / Arquivo

Três equipas presentes no Mundial de Ralis (WRC), nomeadamente a Hyundai, Toyota e M-Sport, podem vir a marcar presença na próxima edição do Rali Serras de Fafe, que conta para o Campeonato de Portugal de Ralis 2020.

O anúncio é feito pela publicação especializada em desportos motorizados, Autosport, dando conta de que esta novidade poderá ser uma realidade já na edição 33 do rali fafense, que decorre em fevereiro.

Segundo a Autosport, esta entrada é permitida na sequência da alteração levada a cabo no regulamento do Campeonato de Portugal de Ralis 2020, que no seu ponto 4.2.2. diz que “Concorrentes do FIA / WRC da categoria RC1 (Rally Cars 1 – WRC) serão admitidos nos eventos do CPR não sendo elegíveis para a obtenção de pontos absolutos e/ou pontos extra, e/ou entrarem na classificação final do rali nem os seus tempos serem publicamente anunciados”.

Este rali pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), European Rally Trophy (ERT), Iberian Rally Trophy (IRT) e ainda para a Taça FPAK de Ralis de Terra.

A prova de abertura, na edição de 2019, contou com 59 inscritos, o maior número de sempre, que poderá ser superado em 2020.

Continuar a ler

Populares