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Cávado

Pai e filho condenados a 7 anos de prisão por agressões a vizinho em Terras de Bouro

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O Tribunal Judicial de Braga condenou esta segunda-feira a penas de 7 anos de prisão dois homens, pai e filho, por agressões à facada e à paulada a um vizinho, em 2013, em Terras de Bouro.

Os arguidos foram condenados por homicídio qualificado, na forma tentada.

O mais novo é bombeiro há 14 anos nos Voluntários de Terra de Bouro.

O tribunal deu como provado que os arguidos e a vítima mantinham há algum tempo um conflito por causa do regadio dos campos de cultivo, um conflito terá subido de tom a 5 de junho de 2013, com uma discussão pública.

Entretanto, uns dias antes, a mulher do arguido mais velho “fez constar” que a vítima a teria tentado violar, o que, sublinha a acusação, “enfureceu os arguidos e fez despoletar a sua fúria”.

A 6 de julho, quando estava a apascentar o gado num local isolado, num baldio em Chamoim, a vítima foi atacada pelos dois arguidos, que o agrediram “de forma reiterada” à facada e à paulada, atingindo-a na cabeça, no tórax, no abdómen e nos braços e pernas.

“Acordaram tirar-lhe a vida”, refere o acórdão.

A vítima caiu ao chão, “pela violência dos golpes e pelo sangue perdido”, mas os arguidos “continuaram” a agredi-la e empurraram-na a até uma ribanceira, onde a projetaram num silvado, “convencidos” de que ali morreria, e abandonaram o local.

A vítima acabou por ser encontrada “por circunstâncias fortuitas e imprevisíveis” e foi socorrida, o que terá evitado a sua morte.

Consequência das agressões, o homem teve de efetuar três cirurgias e esteve 391 dias de doença.

Para o tribunal, os arguidos “evidenciaram o que há de mais desprezível na natureza humana, que é a absoluta falta de respeito pela vida do outro”.

Os arguidos terão ainda de pagar uma indemnização de 4000 euros.

Os advogados dos arguidos já anunciaram que vão recorrer da decisão, considerando que a pena é “excessiva” e “desfasada” em relação àquilo que se passou.

Para os defensores, o tribunal manifestou um completo desconhecimento do que é a vida na serra e do que são os conflitos entre pastores.

“É o resultado de se julgar em Braga algo que se passou na Serra do Gerês”, disse o advogado João Nuno Catalão.

O arguido filho disse que agiu em defesa do pai, depois de alegadamente constatar que ele estava a ser agredido.

“Nunca quis matar, só quis defender o meu pai e defender-me a mim”, referiu aos jornalistas, garantindo ainda que pretende continuar ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro.

Bombeiros de Terras de Bouro mantém o voluntário

O presidente e o comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro afirmaram que, por eles, o voluntário da corporação “irá continuar ao serviço”.

“É um bombeiro cumpridor, respeitador, leal e extremamente útil, pelo que, por mim, não vejo qualquer tipo de problema em que continue ao serviço da corporação”, disse o presidente dos Bombeiros de Terras de Bouro.

Manuel Tibo sublinhou que os factos que conduziram à condenação desta segunda-feira “não têm rigorosamente nada a ver” com a sua conduta enquanto bombeiro.

“Nada fez que justifique a sua expulsão”, acrescentou, destacando o “arcaboiço físico” do bombeiro em questão e o seu “profundo conhecimento” da serra, que fazem dele “um homem de extrema utilidade e eficiência nomeadamente no combate aos fogos florestais”.

O comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro, José Dias, mostrou-se “estupefacto” com a decisão do tribunal e sublinhou que, por ele, Martinho Lopes também continuará a integrar o corpo ativo da corporação.

“Como bombeiro e como homem, só tenho a dizer bem dele”, frisou.

Antes desta condenação, Martinho Lopes já tinha sido condenado por dois crimes de condução de veículo sem habilitação legal.

Notícia atualizada às 16h41.

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Barcelos

Barcelos: Julgado por tentar matar amigo que lhe exigia um cão ‘chow-chow’

No Tribunal de Braga

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Imagem ilustrativa / DR

José Maria, de 65 anos, residia em Grimancelos, concelho de Barcelos, quando terá recebido de um amigo uma cadela de raça chow-chow, de forma a acasalar com outro cão da mesma raça que o homem já possuía.

Em troca, José Maria teria que dar uma das crias ao amigo, algo que acabou por não acontecer, pois, entretanto, mudou-se para Vila do Conde, não deixando rastro ao amigo, que permaneceu em Barcelos, avança o Jornal de Notícias.

Este foi à nova casa de José Maria, nas Caxinas, em 2017, e confrontou-o. Acabou por ser ameaçado por José Maria, com uma pistola, não tendo sido atingido “por sorte”, quando efetuou um disparo.

Está agora a ser julgado por tentativa de homicídio no Tribunal de Braga.

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Cávado

Esposende: Militares de folga recuperam máquina avaliada em 6 mil euros

Máquina de fusão de fibra ótica furtada

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Foto: Divulgação

Dois militares do posto territorial de Esposende da Guarda Nacional Republicana (GNR) recuperaram, na sexta-feira, uma máquina de fusão de fibra ótica avaliada em 6 mil euros, que havia sido furtada naquele concelho, anunciou este domingo aquela polícia.

Apesar de se encontrarem de folga, os dois guardas receberam uma denúncia sobre o furto desta máquina e deslocaram-se ao local, conseguindo ainda localizar o suspeito, de 48 anos, e recuperar a máquina, que estava na sua posse.

O suspeito foi constituído arguido, a máquina restituída ao seu legitimo proprietário e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Esposende.

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Cávado

Associação alerta para “perigos” na obra do canal intercetor de Esposende

“Fossos e buracos sem qualquer sinalização colocam população e animais em risco”, diz Associação de Cidadãos de Esposende.

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"Canal sem vedação". Foto: ACE

A Associação Cidadãos de Esposende alertou, este sábado, a Câmara de Esposende para uma eventual “falta de segurança nas obras do canal intercetor”, anunciou a associação em comunicado.

“Fossos enormes, buracos sem qualquer sinalização ou proteção e entrada no local da obra que está a decorrer representam um perigo iminente para todos os que por essa zona passam”, adverte.

Deixa o alerta de que a “vedação é praticamente inexistente, deixando em aberto a passagem seja de pessoas, seja de animais”. “Se alguma criança entra num dos fossos, é impossível que consiga sair, dada a profundidade e a água acumulada”, refere.

A associação considera que é “inadmissível que numa obra com estas características e com um valor de vários milhões de euros não se coloque a segurança em primeiro lugar”.

“Uma obra que pretende salvar Esposende das inundações, como é o caso, não pode ser colocada no terreno de qualquer forma – há que assegurar todas as condições de segurança”, acrescenta.

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