Seguir o O MINHO

Futebol

“O Vitória é uma equipa com grande exigência, os adeptos cobram muito”

Taça da Liga

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

Declarações após o jogo Vitória de Setúbal-Vitória SC (0-2), da segunda jornada do Grupo B da terceira fase da Taça da Liga em futebol:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “Era importante conseguirmos esta vitória, independentemente do resultado do Benfica ou de outros adversários do grupo. Sabíamos que só a vitória nos colocaria numa boa posição para conseguir a passagem à final-four.

Falta-nos um jogo ainda, por isso nada está conquistado, mas, no entanto, estamos bem colocados. No outro lado estará uma equipa difícil. Sublinho que não temos ainda nada conquistado.

Foi um jogo bem disputado do nosso lado. Obrigado aos nossos adeptos que estiveram aqui a apoiar-nos.

Em relação ao último jogo [1-1 no campeonato], mudou o resultado e os jogadores que foram quase todos diferentes [nove alterações]. O jogo de hoje foi completamente diferente. Hoje fomos quase perfeitos. Não permitimos oportunidades ao adversário e podíamos ter feito mais golos. Os jogadores trabalharam e correram no último jogo. A diferença esteve na intensidade dos duelos que perdemos na partida de domingo.

Esta foi uma vitória convincente. O mérito dos jogadores e é dedicada a quem nos apoia. O Vitória é uma equipa com grande exigência, os adeptos cobram muito. Estamos um pouco aquém do que podíamos ter feito. Na Liga Europa, por exemplo, tínhamos que ter somado mais pontos. Mais do que ninguém queremos dar uma boa resposta. No futuro podemos fazer coisas muito boas.”

Julio Velázquez (treinador do Vitória de Setúbal): “O jogo foi muito diferente em relação ao da Liga no domingo. No outro dia empatámos e merecíamos a vitória. Hoje o resultado é completamente justo. O adversário fez nove alterações e conseguiram ter uma dinâmica diferente da nossa. Jogam três jogos por semana, enquanto nós temos muitos problemas em fazê-lo.

No jogo, acho que ficámos muito cansados e isso causou-nos problemas. Não estivemos compactos no meio campo contrário. Estivemos um pouco desestabilizados.

Adversário não fez um jogo extraordinário, mas foi melhor. Aproveitaram mais os nossos erros. Foi um jogo importante para analisarmos e refletirmos. O foco está na Liga, que é o nosso principal objetivo. Há situações boas a retirar do jogo. A intenção dos jogadores foi boa, mas não tivemos acerto, ficámos muito cansados, tivemos uma descontinuidade e isso provocou-nos problemas.

Estamos no caminho para evoluir e para crescer. A médio prazo poderá ser bom. Parabéns ao adversário que hoje mereceu a vitória, tal como nós merecíamos no último jogo.

[Abordagem ao jogo com o Benfica será diferente?] Primeiro temos o jogo com o Paços de Ferreira, quando vier o jogo com o Benfica logo falamos. Vivemos jogo a jogo.”

Anúncio

Futebol

Vitória quer juntar-se ao Braga na final da Taça da Liga

Vitória-FC Porto, a partir das 19:45, em Braga

em

Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC vai tentar juntar-se ao SC Braga na final da Taça da Liga de futebol, quando defrontar esta quarta-feira, em Braga, o FC Porto, na segunda meia-final da prova.

Depois de o SC Braga ter assegurado na terça-feira a primeira vaga, ao derrotar o Sporting por 2-1, vitorianos vão tentar conquistar a segunda vaga, em encontro agendado para as 19:45, no Estádio Municipal de Braga.

Os conquistadores, sextos no campeonato, ambicionam chegar pela primeira vez à final, que vai ser disputada no sábado.

Já os dragões, segundos classificados da I Liga, procuram a sua quarta presença no encontro decisivo, depois das derrotas em 2009/10, 2012/13 e 2018/19, frente a Benfica, SC Braga e Sporting, respetivamente.

 

Continuar a ler

Futebol

“É importante para o Braga estar nas finais”

SC Braga na final da Taça da Liga

em

Declarações dos treinadores do SC Braga e do Sporting, após o jogo das meias-finais da Taça da Liga de futebol, disputado em Braga, que terminou com uma vitória bracarense, por 2-1:

Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “O grupo está de parabéns. Fez um excelente jogo. É importante para o SC Braga estar nas finais. É importante ter estas vitórias consecutivas. O Braga teve sempre o controlo de jogo, tirando talvez os últimos 15 minutos da primeira parte, porque perdemos alguma pressão no meio. Depois da expulsão, perdemos espaço. Tentámos cruzamentos, tentámos o Rui [Fonte], o Galeno na esquerda. O Braga foi superior a jogar contra 11 e contra 10.

Em relação ao ‘conto de fadas’ [quatro vitórias em quatro jogos], tenho sempre um ‘bichinho’ na minha cabeça a dizer que isto pode mudar a qualquer momento. Há muita gente a querer a minha primeira derrota. Vou tentar adiá-la ao máximo. O grupo vai continuar a trabalhar.

SC Braga na final da Taça da Liga

Há coisas que acontecem: golos aos 90 [minutos] e penáltis falhados. Quero que os jogadores sintam que há coisas que podem mudar a época. O Braga, hoje, fez uma exibição mais completa do que frente ao Belenenses SAD (vitória por 7-1) e ao FC Porto, no Dragão (2-1). Foi o melhor jogo dos quatro [em que liderei a equipa].

Temos um plantel competitivo, jogadores de muita qualidade, que já passaram pelos ‘grandes’, mas não conseguiram vingar. Hoje, estamos melhores do que o Sporting, por causa dos momentos dos clubes. Mas o importante era o Braga ser melhor do que o Sporting hoje.

Seria injusto para o trabalho dos treinadores Abel Ferreira, Sá Pinto e Paulo Fonseca estarmos a dizer que somos mais fortes do que éramos por termos ganhado a dois ‘grandes’. Muitas vezes, a diferença está em detalhes.

(Sobre a confusão entre elementos das duas equipas nos instantes finais do jogo) O Mathieu foi ao nosso balneário, falou com o Esgaio e pediu-lhe desculpa. Ver um jogador adversário fazer isso é de realçar e mostra o seu nível, bem como o do seu clube.

Não tenho preferência [quanto ao adversário na final]. A minha preferência é estar na final. O Vitória de Guimarães é uma equipa excelente. O FC Porto é uma equipa excelente. Defrontar o FC Porto nunca é uma vantagem. É sempre difícil, da mesma forma que é o [Vitória de] Guimarães. [Numa final] com o FC Porto, seríamos um ‘outsider’. Com o Vitória de Guimarães, isso traria alguma outra coisa à equipa, por causa da cidade e dos adeptos. Mas, em termos técnicos e táticos, é difícil dizer algo para já.

O Paulinho é um jogador com muita qualidade [e marcou sempre nos últimos quatro jogos]. Já tinha golos. Agora, a nossa forma de jogar ajuda-o, porque ele é bom nos apoios, é inteligente. Nós temos largura e temos cruzamentos. Ele, sendo inteligente, aproveita isso. Temos a nossa organização, mas os jogadores têm dado muita qualidade ao sistema.

Os jogadores do Braga são apetecíveis para toda a gente. O presidente já disse que é preciso bater as cláusulas [de rescisão, para serem vendidos]. É também possível que, até ao final do ‘mercado’, haja saídas para o plantel ficar mais curto e competitivo.”

Jorge Silas (treinador do Sporting): “A leitura do jogo é fácil, porque realmente o jogo estava equilibrado. Houve um ascendente do Braga na primeira parte e depois fizemos uma alteração e equilibrámos. Depois dos 60 minutos, o Braga foi superior. Sabíamos que seria um jogo difícil, porque o Braga vem de uma série de boas vitórias. Entrámos bem na segunda parte, o Braga não estava a conseguir fazer a sua jogada, mas o jogo mudou a partir da expulsão. O Braga acabou por fazer o golo numa segunda bola, já a acabar.

A expulsão [de Yannick Bolasie] não faz sentido. Não podemos ver a imagem ‘frame a frame’. Temos de a ver toda. O jogador escorrega, corta a bola e depois atinge o adversário. Não sei como é que o VAR não consegue ver uma escorregadela.

Sabíamos que, a partir dali, seria mais difícil pressionar na frente. Coloquei o Neto, para conseguirmos dar resposta aos cruzamentos, até porque o Coates já tinha amarelo. Conseguimos tapar os espaços quase até ao final, mas, no último minuto, não conseguimos. Com ‘onze’, o Braga não cruzou tanto, mas, depois dos 60 minutos, tivemos de jogar assim.

Se o jogo acabasse de 11 para 11, conseguiríamos disputar o resultado até ao final. Tivemos uma primeira expulsão. Depois, o Jérémy [Mathieu] perdeu a cabeça. Ele diz que foi empurrado nas costas pelo Paulinho [no segundo golo] e sentiu-se injustiçado. Depois, os jogadores do Sporting de Braga quiseram defender o seu jogador. Não foi nada de anormal o que aconteceu.

Agora, depois do resultado, é sempre difícil de gerir [a eliminação de uma prova como a Taça da Liga e o fracassar de um objetivo]. Depois, começa a ser menos difícil, porque temos outros objetivos, e o jogo com o Marítimo [I Liga] está já aí. Os jogos a seguir a estas eliminações são sempre difíceis. Não conseguimos disputar a final.

Não estou aqui para olhar para os ‘lenços brancos’. Não os vi. Ligo apenas ao meu trabalho diário e à minha capacidade. Eu tenho capacidade para estar aqui, mas também sei que os resultados é que mandam. Sei que só tenho dois anos a treinar, mas que vou ter uma carreira boa. Com lenços ou sem lenços, o meu trabalho é sempre o mesmo, e é bastante.

Há sempre uma intranquilidade maior [após as derrotas], mas é um momento com o qual temos de viver. Temos de trabalhar todos os dias para conseguir resultados positivos. Temos de nos focar no que controlamos: treinos e jogos. Quando há resultados, as coisas melhoram. Quando não há, a intranquilidade aparece.”

Continuar a ler

Futebol

SC Braga na final da Taça da Liga

Ganhou ao Sporting com golo aos 90

em

Um golo de Paulinho, aos 90 minutos, deu hoje ao SC Braga um ‘suado’ triunfo (2-1) sobre o Sporting, que acabou reduzido a nove unidades, e apurou-se para a final da Taça da Liga de futebol.

Os bracarenses desforram-se, assim, da derrota da época passada diante dos ‘leões’, então no desempate por grandes penalidades (4-3), na mesma fase da prova, e apuram-se para a final pela terceira vez.

Ricardo Horta marcou o primeiro do jogo, aos oito minutos, Mathieu empatou, aos 44, e, sobre o minuto 90, Paulinho fez o segundo para os bracarenses.

O final do jogo ficou marcado por incidentes entre as duas equipas, após uma entrada dura de Mathieu que lhe valeu a expulsão, que obrigou a uma paragem do jogo durante alguns instantes.

Foi uma vitória justa da equipa de Rúben Amorim, ainda que a jogar com mais uma unidade não tenha realizado uma grande exibição, diante de um Sporting que fica de fora de mais uma prova, depois da Taça de Portugal, e vai em quarto lugar no campeonato, a 19 pontos do líder Benfica.

O Sporting acabou com nove e já jogava com 10 desde os 61 minutos, porque Bolasie, que entrou ao intervalo, também viu o cartão vermelho após entrada sobre Sequeira, numa decisão após o árbitro, Nuno Almeida, ter recorrido a visionar as imagens.

Em relação ao jogo com o FC Porto de sexta-feira, para a I Liga (triunfo por 2-1), Rúben Amorim fez três alterações no ‘onze’, com as entradas de João Novais para o lugar de Palhinha (emprestado pelo Sporting), Ricardo Horta no de Trincão e de Galeno para o de Wilson Eduardo.

No Sporting, que vinha de uma derrota caseira com o Benfica (2-0), registo para duas novas ‘peças’. Além do já esperado regresso de Coates ao eixo defensivo, Silas reforçou o meio-campo com Battaglia, apostando numa espécie de 4x4x2, losango que não surtiu efeitos e que o técnico mudou ao intervalo.

A equipa ‘leonina’ entrou amorfa e o Braga a todo o ‘gás’, com Paulinho a deixar um aviso logo aos três minutos. O Sporting demonstrava imensas dificuldades em ‘respirar’ e, cinco minutos depois, Ricardo Horta inaugurou o marcador com um remate em arco, com o pé esquerdo, aproveitando uma defesa ‘leonina’ desorientada perante a pressão minhota.

O Sporting foi equilibrando a contenda, mas sem criar grande perigo. A melhor oportunidade da equipa de Silas, antes do golo, nasceu de um erro de Ricardo Horta, muito pressionado por Acuna: o remate de Camacho saiu fraco, mas obrigou Matheus a empenhar-se (31).

Em cima do intervalo, o Sporting chegou mesmo ao empate, por Mathieu, que surgiu na cara de Matheus, após um livre marcado rapidamente por Bruno Fernandes (44).

Silas lançou Bolasie após o intervalo, voltando ao habitual 4x3x3, mas o extremo congolês esteve pouco mais de 15 minutos em campo.

O Braga, que já tinha voltado a entrar melhor, passou a carregar, num jogo praticamente de sentido único.

O Sporting, ainda com 11, viu Battaglia cabecear com ‘selo’ de golo e Matheus defender (52), mas o Braga teve três boas ocasiões para marcar, por Tormena, Ricardo Horta e Galeno.

Silas reforçou a defesa com a entrada de um central (Neto) e a saída do ponta de lança Luiz Phellype, e Rúben Amorim refrescou a ala e o meio-campo com Trincão e André Horta, e reforçou o ataque com Rui Fonte.

O Braga jogava instalado no meio-campo adversário, mas tinha dificuldades em criar perigo e só aos 90, o inevitável Paulinho (17.º golo da temporada) desfez a igualdade, de cabeça, após assistência, também de cabeça, de Raul Silva.

Após o tumulto entre as duas equipas, Nuno Almeida expulsou Eduardo, guardião suplente do Braga, e o médio Eduardo, do Sporting.

O SC Braga, que venceu a Taça da Liga em 2012/13 (1-0 ao FC Porto) e perdeu com o Moreirense (1-0) em 2016/17, vai agora tentar, na última edição da ‘final four’ no seu estádio, conquistar pela segunda vez o troféu.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Sporting, 2-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Ricardo Horta, 08 minutos.

1-1, Mathieu, 44.

2-1, Paulinho, 90.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Tormena, Bruno Viana, Raúl Silva, Esgaio, Fransérgio, João Novais (André Horta, 82), Sequeira (Rui Fonte, 77), Ricardo Horta (Trincão, 69), Galeno e Paulinho.

(Suplentes: Eduardo, David Carmo, Murilo, André Horta, Wilson Eduardo, Trincão e Rui Fonte).

Treinador: Rúben Amorim.

– Sporting: Maximiano, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuna, Doumbia (Bolasie, 46), Battaglia, Wendel, Bruno Fernandes, Camacho e Luiz Phellype (Luís Neto, 69).

(Suplentes: Renan, Borja, Luís Neto, Eduardo, Gonzalo Plata, Bolasie e Pedro Mendes).

Treinador: Jorge Silas.

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Sequeira (17), Esgaio (20), Raul Silva (44), Coates (45), Bruno Fernandes (56), Battaglia (67), Paulinho (79), Maximiano (84), Bruno Viana (90+6) e Acuña (90+6). Cartão vermelho direto para Bolasie (61) e Mathieu (90+2).

Cartão amarelo para Rui Casaca, elemento do SC Braga no banco de suplentes (90+7). Cartão vermelho direto para Eduardo, guarda-redes do SC Braga no banco de suplentes (90+7), e para Eduardo, jogador do Sporting no banco de suplentes (90+7).

Assistência: 10.047 espetadores.

Continuar a ler

Populares