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Futebol

“Atendendo aos resultados, não merecíamos seguir em frente nesta competição”

Taça da Liga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Declarações após o jogo Gil Vicente-Sporting (0-2), da segunda jornada do Grupo C da Taça da Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos:

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Os resultados são sempre justos, mas os nossos jogadores mereciam mais por aquilo que fizemos durante os 90 minutos. Sabíamos que íamos ter uma quebra física na parte final e não contava que nos desorganizássemos. Deixámo-nos surpreender nos últimos minutos com dois golos, mas o Sporting não tem culpa nenhuma dos erros que cometemos.

Mudámos aqueles jogadores que entendemos que precisavam de descansar. Contra o Sporting fizemos um esforço tremendo no jogo de domingo e tivemos de gerir. Por outro lado, era uma oportunidade para ver alguns jogadores pouco utilizados e fazer uma aferição numa situação mais competitiva.

A nossa forma de jogar manteve-se. O jogo foi equilibrado. O Sporting teve mais bola e mais tempo no nosso meio-campo, mas sem criar grandes situações. Foi um jogo lento entre uma equipa com pouco ritmo de jogo e outra com uma série de jogadores que vinham de três jogos seguidos em sete dias.

No primeiro jogo perdemos em casa perante uma equipa sensivelmente igual à nossa [2-1 com o Portimonense]. Isso ficou-nos muito caro e criou-nos logo o problema de termos de ganhar ao Sporting e ao Rio Ave. Não era uma missão impossível, mas era muito difícil.

Deixaria amargo de boca se fôssemos muito melhores que os nossos adversários ou houvesse fatores extra-jogo que nos impedissem de conseguir os resultados pretendidos, mas nada disso aconteceu. No primeiro jogo perdemos no último minuto e hoje sofremos dois golos nos últimos minutos. Atendendo aos resultados, não merecíamos seguir em frente nesta competição.”

Jorge Silas (treinador do Sporting): “Era importante ganharmos para acalentarmos o objetivo de estar na ‘final four’. Foi um jogo muito similar ao de domingo. Tivemos o controlo do jogo e muitas ocasiões, mas desta vez não cometemos tantos erros defensivos e acabámos por ganhar de maneira natural.

Para nós é difícil fazer tantos jogos seguidos e termos poucos dias para preparar o desafio seguinte e jogar contra adversários que têm a semana toda para descansar. Acho que tem muito a ver com o aspeto físico e com o tempo para preparar as equipas, embora não possa ser desculpa.

[O Acuña] É um jogador que vive muito o jogo. Tem que controlar melhorar essa parte, porque por vezes comete alguns excessos e pode prejudicar a equipa. Terei de falar com ele, mas não é nada que também não me tenha acontecido enquanto jogador.

Respeito muito a opinião dele, para mim é um professor com quem aprendo muito. Mas não estou aqui para comentar a opinião do Vítor Oliveira. Os meus jogadores mostraram qualidade e foi por isso que ganhámos. Respeito, sou treinador e ele é meu colega.

Não vou falar do mercado. Ainda faltam muitos jogos até lá e não é altura para isso. Em janeiro haverá ocasiões para falar sobre o mercado, mas agora só comento o jogo.”

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Futebol

SC Braga quer manter terceiro lugar e fazer ano “histórico”

Custódio Castro

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O SC Braga “está preparadíssimo” para retomar a I Liga de futebol e quer manter o terceiro lugar para fazer deste um ano “histórico”, depois da conquista da Taça da Liga, disse hoje Custódio Castro.

“O grupo está preparadíssimo [para o jogo com o Santa Clara, a 05 de junho] e trazer os três pontos é o grande objetivo. Sinto o grupo cada vez mais preparado, os tempos de quarentena [por causa da pandemia de covid-19] foram sem dúvida difíceis, mas foram iguais para todas as equipas”, disse o técnico na rubrica ‘Duas de Letra’, no Facebook do clube, respondendo a perguntas dos adeptos.

Considerando que o atual plantel é um dos melhores dos últimos anos, Custódio Castro disse que “o grande objetivo nas 10 jornadas que faltam é manter o terceiro lugar e juntá-lo à Taça da Liga”.

“Isso seria histórico e estou certo de que o vamos conseguir”, afirmou.

Custódio Castro voltou a reforçar que vai manter o sistema tático implementado pelo agora treinador do Sporting, Rúben Amorim, o 3x5x2, com “uma ou outra nuance”, mas frisou que “o mais importante é a ideia”.

“Queremos ser uma equipa que quer ter bola, recuperá-la o mais rápido possível para chegar à baliza adversária seja em três toques ou em 30”, afirmou.

No dia em que completou 37 anos, o antigo jogador recebeu mensagens de parabéns de alguns ex-colegas, como Hélder Barbosa, Artur Moraes, Wender ou Rui Jorge, que considerou “o jogador mais inteligente” com quem jogou.

“Tive oportunidade de aprender com jogadores como o Rui Jorge, o jogador mais inteligente com quem joguei, sabia tudo do jogo e é um grande treinador, o Pedro Barbosa ou o Paulo Bento [no Sporting], foi a minha escola, aprendi muito com eles a ser jogador e a ser homem”, disse.

O técnico alertou para a “motivação extra” com que, atualmente, os adversários jogam contra o Braga e admitiu que não esperava chegar tão rapidamente à equipa principal, quando estava ao comando dos sub-17 ‘arsenalistas’.

“Pensava fazer o trajeto natural, mas não dá para controlar a velocidade dos acontecimentos do futebol. No futebol, não existe o tempo certo, foi quando tina que ser. Mas sinto-me preparado e isso é o mais importante”, disse.

O plantel encerrou, este domingo, mais uma semana de preparação com um treino de conjunto no Estádio Municipal tendo em vista o jogo com o Santa Clara, no dia 05 de junho (19:00), que terá lugar na Cidade do Futebol, em Oeiras.

O plantel, que cumpre o anunciado período de confinamento coletivo, regressa aos treinos na cidade desportiva na terça-feira.

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Futebol

Ministra assume impossibilidade de concentrações para ver jogos de futebol

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A ministra da Saúde assumiu hoje a impossibilidade de ocorrem concentrações de pessoas para assistirem aos jogos da I Liga portuguesa de futebol, que vão ser retomados em 03 de junho, sem público e transmitidos em canais pagos

“Por ocasião de competições desportivas, haver concentrações em determinados espaços, é evidente que não isso vai poder acontecer da forma como estávamos habituados”, frisou Marta Temido, na conferência de imprensa diária de avaliação da pandemia de covid-19.

As 10 últimas jornadas da edição 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol vão decorrer à porta fechada, entre 03 de junho e 26 de julho, depois de a competição ter sido suspensa em 12 de março.

“Nós cá estaremos para dar as explicações que entendam necessárias e a Direção-Geral da Saúde [DGS] para produzir os normativos adequados para que todos se sintam enquadrados”, referiu a ministra, recusando, no entanto, criar uma “sociedade excessivamente normatizada, em que não é possível prever tudo e os riscos de falhas também acontecem”.

Nesse sentido, Marta Temido apontou à responsabilidade individual para minimizar os riscos de contágio.

“Há um momento em que cada um tem de ser responsável pelos seus comportamentos individuais e pelo ambiente de eventual risco em que se coloca”, rematou a ministra da Saúde, reconhecendo que “o comportamento individual tem sido o melhor garante dos resultados alcançados”.

Questionada sobre a possibilidade de reabertura de ginásios, Marta Temido e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmaram que está a ser feito o trabalho técnico, sem que haja uma decisão sobre a retoma do funcionamento destes espaços.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição, com fortes restrições, como sucede em Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 03 de junho, depois de a Liga alemã ter sido retomada em 16 de maio.

Com 24 jornadas disputadas na I Liga, o FC Porto lidera com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção.

Relativamente a sábado, há mais 14 mortos (+1%) e mais 152 casos de infeção (+0,5%).

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Futebol

Vitória oferece ‘vouchers’ aos detentores de lugar anual

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC anunciou hoje a atribuição de ‘vouchers’ aos sócios com lugar anual no recinto vimaranense, pela impossibilidade de assistirem aos jogos da I Liga de futebol, que vão ser disputados sem público, devido à covid-19.

Privados de assistirem aos cinco encontros do campeonato que a equipa minhota vai ainda disputar em casa, entre 04 de junho, perante o Sporting (25.ª jornada), e 19 de julho, com o Marítimo (33.ª), os sócios do clube que adquiriram lugar anual no início da época vão receber um crédito relativamente aos jogos à porta fechada.

“Os detentores de lugar anual 2019/20 podem optar por levantar um ‘voucher’ com um crédito do valor proporcional aos cinco jogos em falta relativamente ao valor total do lugar anual adquirido [cinco jogos entre 17]”, lê-se na nota publicada pelos vitorianos no seu sítio oficial na Internet.

Esse grupo de sócios pode pedir o ‘voucher’ até 31 de julho, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, ou por e-mail, e utilizá-lo em “compras” nas lojas do clube ou em “futuras aquisições de lugares anuais” até 31 de dezembro de 2020, de “forma pessoal e intransmissível”, refere ainda o comunicado.

O Vitória esclareceu ainda que os associados que “não manifestarem o interesse” no ‘oucher’ vão “ceder o valor do crédito” ao clube, para “ajudar a manter a competitividade das suas equipas”, e que os “detentores de camarotes, boxes e lugares vip” no estádio vão ser “contactados diretamente” sobre o assunto.

O emblema vimaranense informou ainda que todos os sócios têm a opção de adiar o pagamento das quotas de abril e de maio, “meses em que foi decretado pelo Governo o estado de emergência nacional” – Portugal esteve nessa situação entre 19 de março e 02 de maio.

Qualquer sócio que pretenda esse adiamento deve contactar o clube até 31 de julho, indicando “o motivo pelo qual lhe deve ser concedida a moratória”.

Os associados que vejam os pedidos aceites pela direção vimaranense podem pagar os valores em atraso até 31 de julho de 2021, em três, seis ou 12 prestações.

O Vitória prometeu, contudo, “retribuir em tempo oportuno” o esforço dos sócios que já pagaram essas duas quotas ou que não “pretendam aderir ao regime de moratória”.

As 10 últimas jornadas da edição 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol, na qual a equipa de Guimarães é sexta classificada, com 37 pontos, vão decorrer à porta fechada, entre 03 de junho e 26 de julho, depois de a competição ter sido suspensa em 12 de março.

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