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Alto Minho

‘O Lobo e o Homem’ são alvo de discussão em Paredes de Coura

“Proteção do lobo ibérico só se consegue se não nos esquecermos que as pessoas também fazem parte da biodiversidade” diz autarca local

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Foto: DR

O projeto ‘O Lobo e o Homem’ vai ser alvo de uma sessão de esclarecimento hoje, pelas 18:00, no Centro Cultural de Paredes de Coura, contando com a presença da Arqª Luísa Jorge, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, bem como de representantes do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (GNR) e da direção regional de Agricultura e Pescas do Norte.

“Proteger a biodiversidade não é uma opção, é uma questão de sobrevivência enquanto território sustentável e criativo. No entanto, a proteção do lobo ibérico só se consegue se não nos esquecermos que as pessoas também fazem parte da biodiversidade e, por isso, só as ajudando e trabalhando com elas podemos garantir a proteção do lobo”, defende Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, para quem “a Casa da Biodiversidade não é o espaço do lobo. É o espaço das pessoas que precisam de ajuda para poder lidar com o lobo. Precisam de ajuda para se proteger, conhecendo-o bem e evitando os seus prejuízos e, sobretudo, para saber como devem agir para serem ressarcidas quando não foi possível protegê-las”.

Vitor Paulo Pereira vai mais longe, esclarecendo o que está por trás do projeto ‘O Lobo e o Homem’: “não somos presunçosos ao ponto de dizer que queremos resolver este problema. O que queremos com este projeto é repor algum equilíbrio nesta relação e através desse equilíbrio, garantir a preservação do animal e a qualidade de vida das pessoas”, concluiu.

Este projeto ‘O Lobo e o Homem’ tem como parceiros a Associação Aldeia e o CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, materializando-se numa importante infraestrutura como a Casa da Biodiversidade, em Castanheira, de apoio aos proprietários vítimas de prejuízos causados pelos ataques de lobos e à investigação científica, uma vez que é nela que também está instalada a base de campo do CIBIO.

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Ponte de Lima

Ponte de Lima investiu mais de um milhão e meio nas escolas do concelho

Assinado auto de consignação para os arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo

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José Manuel Carpinteira (à frente, à esquerda), deputado do PS eleito pelo distrito de Viana do Castelo, acompanhou Tiago Brandão Rodrigues. Foto: Facebook de José Manuel Carpinteira

O Município de Ponte de Lima procedeu à assinatura do Auto de Consignação da Empreitada de arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo, anunciou, esta terça-feira, a autarquia.

Nas palavras do diretor deste agrupamento, professor Manuel Amorim, nesta obra “o que está em questão é a segurança, não só dos alunos, mas de todos os utentes que passam na via”.

“Esta escola, sede de agrupamento tem cerca de 550 alunos, a frequentar desde o 5.º até ao 12.º ano. Na escola de primeiro ciclo, [contam-se] cerca de 200 alunos. [Sendo que] a cerca de 500 metros existe ainda o jardim de infância, integrado também neste centro educativo”, revela o professor, acrescentando que “na globalidade, na margem direita do Lima, todas as escolas do concelho sediadas no agrupamento de Arcozelo, têm uma cobertura de cerca de 1.100 alunos”.

Auto de consignação dos arranjos exteriores da EB 2,3 de Arcozelo, em Ponte de Lima. Foto: Divulgação

O diretor do agrupamento ressalva desta forma a noção que, “no dia-a-dia, e de imediato, irão beneficiar destas novas condições, entre 700 e 750 alunos”, sendo que “a médio e longo prazo mais alunos constituirão corpo discente que virá a beneficiar destas condições”.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, tratou de sublinhar o facto de que “a direção do agrupamento considerou desde há já algum tempo, que era importante fazer uma alteração nesta matéria [de segurança rodoviária, em contexto escolar]”, esta constatação “obriga a um investimento na ordem dos 86 mil euros, exatamente para dar mais conforto, e acima de tudo garantir as condições de segurança dos nossos alunos”.

“Com o objetivo de melhorar significativamente a segurança para esta comunidade educativa”, a obra tem início previsto no início do ano de 2020, e prazo de execução 60 dias.

Nas palavras do autarca “o investimento na requalificação do Parque Escolar, nos últimos anos correspondeu a cerca de um milhão e meio de euros”, e neste sentido “vamos continuar a trabalhar para fazer um investimento significativo, quer em Arcozelo, quer nos outros três agrupamentos, nomeadamente no segundo e terceiro ciclo para a requalificação e modernização dos equipamentos, quer seja de apoio, quer seja do ponto de vista da inovação tecnológica”.

De referir que, nos quatro agrupamentos, desde 2005 “o investimento no reordenamento do pré-escolar e primeiro ciclo foi de cerca de 27 milhões de euros, (…) se acrescentarmos este investimento que fizermos, mais o [investimento feito no] segundo e terceiro ciclo, e no secundário, com a requalificação da escola secundária da Parque Escolar, o investimento ascende a cerca de 42 milhões”, confirmou o edil limiano.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana oferece consoada a alunos e funcionários que não vão passar o Natal a casa

Iniciativa acontece às 19:00 no Centro Académico do SAS IPVC

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Foto: DR

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) promove este ano, pela primeira vez em 33 anos, uma ceia de Natal para alunos nacionais, internacionais e do programa Erasmus que vão passar a época natalícia longe da família.

Em declarações hoje, à agência Lusa, o administrador dos Serviços de Ação Social (SAS) do IPVC, Luís Ceia, explicou que a iniciativa destina-se também “a docentes e pessoal não docente deslocados das famílias”.

“As inscrições abriram na segunda-feira e temos 15 pessoas inscritas. Este ano, por ser a primeira ceia de Natal que promovemos, se reunirmos entre 30 a 40 pessoas na ceia de Natal já será muito bom. O importante é celebrar o espírito de Natal”, referiu Luís Ceia.

Com seis escolas superiores espalhadas pelo distrito de Viana do Castelo, o IPVC tem, este ano letivo, “260 alunos de 31 nacionalidades”.

Segundo dados hoje divulgados pela instituição, estudam no IPVC estudantes oriundos da Guiné-Bissau, Cabo Verde, França, Moçambique, Espanha, Angola, Mônaco, Brasil, Lituânia, Roménia, Itália, Alemanha, Polónia, Itália, São Tomé e Príncipe, República Checa, Turquia, Luxemburgo, Índia, Timor Leste, Equador, Marrocos, Eslovénia, Arábia Saudita, Suíça, Egipto, Letónia, Ucrânia, Áustria, Bielorrússia, Uruguai, China e Venezuela.

O aumento do número de alunos estrangeiros a estudar na instituição esteve na origem da iniciativa, explicou Luís Ceia, sublinhando que o objetivo passa também por “proporcionar uma tradicional consoada portuguesa, com bacalhau, batatas e couves assim como as sobremesas típicas desta época aos estudantes e funcionários que se encontram deslocados do seu país e familiares”.

“O objetivo é assegurar um bom acolhimento em Viana do Castelo não só a alunos estrangeiros como a todos os que estão deslocados da família e que até podem ser cidadãos nacionais”, reforçou, explicando que os custos da refeição serão suportados pelo SAS do IPVC.

A ceia de Natal do IPVC vai decorrer no dia 24, a partir das 19:00, no centro académico do SAS, no centro de Viana do Castelo.

A primeira ceia de Natal do IPVC pretende ainda “dar a conhecer as tradições da consoada portuguesa, em particular a do Alto Minho”.

“O IPVC quer proporcionar e promover uma noite de convívio e de troca de experiências e tradições”, disse.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

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Alto Minho

Alto Minho recomenda ao Governo manutenção de financiamento à Bienal de Cerveira

DGArtes

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Foto: DR / Arquivo

A assembleia intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, aprovou, por unanimidade, uma recomendação ao Governo a solicitar o financiamento plurianual da bienal de arte de Vila Nova de Cerveira, informou hoje a fundação que organiza o evento.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) adianta que “a proposta de recomendação da assembleia intermunicipal da CIM Alto Minho vai ser remetida à Presidência da República, primeiro-ministro, ministra da Cultura, Direção-Geral das Artes, presidente da Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República”.

A proposta foi aprovada na sexta-feira, em reunião daquele órgão, “por todas as bancadas representadas na Assembleia Intermunicipal da CIM Alto Minho”.

“É mais uma entidade regional a manifestar publicamente o seu apoio à FBAC, após a candidatura denominada “Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo” ter sido considerada elegível, mas sem qualquer financiamento atribuído pelo Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 da Direção-Geral das Artes (DGArtes)”, sublinha o comunicado.

A DGArtes revelou, em novembro, as três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, que vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram a ser divulgados pela DGArtes no passado dia 16 de novembro e, na área das Artes Visuais, estes confirmaram os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

No concurso de Artes Visuais, na área da criação, o júri considerou elegíveis para apoio oito candidaturas, mas só três obtiveram financiamento. A candidatura da bienal de Cerveira é uma das cinco para as quais não há dinheiro disponível.

“A Bienal Internacional de Arte de Cerveira é hoje uma marca com notoriedade nacional e internacional. Cultivando e estimulando a criatividade da região, tem vindo a atrair o público a um ritmo crescente e a alargar a sua incidência geográfica ao promover exposições em espaços culturais localizados noutros concelhos do Vale do Minho e da Galiza. Este fenómeno de descentralização cultural e internacionalização, tem vindo a proporcionar um espaço de encontro, interação, divulgação de ideias e uma oportunidade de projeção para artistas nacionais e internacionais”, refere a proposta de recomendação agora aprovada.

No comunicado hoje divulgado, a FBAC realçou que, “para a realização das bienais de Cerveira, a DGArtes tem contribuído pontualmente com apoios, que se materializaram nos anos 2013, 2015, 2017 e 2018 (anos de Bienal) com uma verba a rondar os 40 mil euros”.

“A candidatura submetida no corrente ano com vista ao desenvolvimento do trabalho da FBAC, no qual se integra a organização da XXI edição em 2021, não foi contemplado com qualquer financiamento”, destaca.

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