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Braga

Nova ETAR de Braga começa a funcionar em 2023

Só então ficará cabalmente resolvido problema dos maus cheiros

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ETAR de Frossos. Foto: AGERE

A nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Braga, um investimento de cerca de 20 milhões de euros, estará “em pleno funcionamento” no segundo semestre de 2023, anunciou hoje o presidente da Câmara.

Falando na reunião do executivo, Ricardo Rio disse que só então ficará cabalmente resolvido o problema da ETAR de Frossos, cujo funcionamento deficiente provoca cheiros que chegam à cidade.

“É uma situação que nos deve envergonhar”, referiu o autarca, aludindo a relatos que dão conta de que é “absolutamente impossível” circular na rua em certas alturas do dia por causa dos odores provocados pela ETAR.

A questão da ETAR de Frossos foi levantada pelo vereador do PS Artur Feio, que disse que toda a zona envolvente “vive sufocada pelos cheiros contínuos” e acusou o executivo de em oito anos não ter tido capacidade de resolver o problema.

“O cheiro já chega à estação de caminhos de ferro”, criticou, acrescentando que o rio Cávado também sofre.

“A Agere tem capacidade financeira mais do que suficiente para investir por conta própria na resolução do problema [construção de uma nova ETAR]”, referiu.

O presidente da Câmara disse que a ETAR de Frossos, construída quando o município era liderado pelo PS, tem problemas de conceção, porque foi pensada para servir uma população de 150 mil habitantes, quando Braga “já ultrapassou essa dimensão em larga escala”.

“A ETAR está em manifesta sobrecarga”, referiu, sublinhando que nos seus mandatos já foram investidos mais de dois milhões de euros em intervenções para mitigação dos problemas.

Segundo disse, os cheiros mais intensos registados nos últimos tempos devem-se, precisamente, a mais uma intervenção, que estará terminada até finais de abril.

AGERE distribui comunicado à população a justificar cheiro nauseabundo de ETAR em Braga

Em relação à nova ETAR, disse que as obras começarão este ano, para estarem terminadas no segundo semestre de 2023.

O projeto conta com um financiamento comunitário de nove milhões de euros.

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