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Alto Minho

No ‘cantinho’ do Minho, covid já fez 13 mortos e perto de 100 infetados em dois lares das Misericórdias

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Melgaço

Era suposto estarem “protegidos” pelo isolamento a que os concelhos de Monção e Melgaço estão circunscritos no mapa que define a região do Minho e do próprio território português. Contudo, este domingo, contabilizam-se 98 casos de infeção covid-19 confirmados nas unidades de acolhimento a idosos das Misericórdias locais.


Municípios do Minho, Norte de Portugal. Foto: MinhoIN

Numa nota da Santa Casa da Misericórdia de Monção, publicada hoje nas redes sociais, é avançado o número de mais quatro utentes infetados, subindo para 61 o número de casos confirmados por entre a instituição, na sua grande maioria utentes de idade avançada. Dez estão internados, com cuidados redobrados, no Hospital de Viana do Castelo, mas apenas dois estarão em estado mais gravoso. Outros quatro já morreram.

“Cada utente ou funcionário que venha a testar positivo é sinónimo de mais um pesadelo para toda a Instituição, o que equivale a dizer para cada um dos seus profissionais, que são mais de duas centenas”, sublinha a Santa Casa monçanense.

A nível concelhio, segundo dados revelados no passado dia 24 pela autarquia, existem 70 casos positivos ativos de infeção, 6 óbitos e dois casos recuperados. Em quarentena, estavam 106 pessoas e em isolamento profilático 202.

Mas o pesadelo da congênere de Monção também chegou ao concelho mais a Norte de Portugal, com uma das duas estruturas residenciais para idosos da Santa Casa de Melgaço a viver “a maior crise” dos últimos 100 anos.

De acordo com os dados revelados pelo Município de Melgaço, no Lar Pereira de Sousa, existem 37 casos confirmados, todos residentes no concelho, contabilizando ainda nove mortos.

A nível concelhio, existem 52 casos ativos, quatro deles de habitantes de fora do concelho mas cuja infeção foi detetada em Melgaço. A nível global, existem ainda onze recuperados que, ao somar aos nove óbitos, perfaz um total de 72 casos detetados desde o início da pandemia. Tirando os lares, existem apenas 13 casos confirmados por entre a comunidade melgacense.

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Alto Minho

Misericórdias do Alto Minho exigem unidade de retaguarda para utentes infetados

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

As 10 Misericórdias do distrito de Viana do Castelo defenderam hoje a criação de uma unidade de retaguarda para utentes de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) com covid-19 para “bloquear” a propagação do novo coronavírus.

A proposta consta de um comunicado hoje enviado à agência Lusa pelo secretariado regional da União das Misericórdias Portuguesas (UMP). No distrito de Viana do Castelo existem 10 misericórdias, uma em cada concelho.

Contactado pela Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, que é também presidente do conselho nacional da UMP, Francisco Araújo, disse ter sido solicitado ao presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a marcação de uma reunião para discutir a proposta das Misericórdias.

“Para esse encontro solicitámos a presença da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Segurança Social e da representante distrital da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS)”, especificou Francisco Araújo.

No comunicado, o secretariado regional da UMP diz “estar mais que na hora das autoridades e das estruturas locais assumirem a responsabilidade que algo não vai bem e unirem esforços para resolver um problema de saúde pública”.

“Tal como anotámos, bem no início desta pandemia, a resposta tem de ser de base nacional, mas definida a nível local, dadas as especificidades e particularidades que cada região tem”, sustenta.

“Tal como propusemos em março, e para que os mesmos erros do passado não sejam cometidos, propomos a criação de uma unidade distrital para utentes com covid-19, residentes em ERPI, que sejam assintomáticos ou pouco sintomáticos, para que rapidamente sejam retirados dessas estruturas e que, de forma mais eficaz, se consiga conter os possíveis surtos na região, focando-nos no essencial, a saúde pública”, reforça o secretariado regional da UMP.

No documento, lembra que “há sete meses alertou para a necessidade da criação dessa unidade distrital” e que atualmente a região está “exatamente no mesmo ponto que em março”.

“Uma ERPI, sem pessoal diferenciado 24 horas por dia, algumas sem condições físicas para manter isolamentos para casos positivos ou profiláticos, não está em condições para bloquear a propagação do vírus”, frisam.

Segundo aquele organismo, “a leitura crítica dos surtos em todas as ERPI é espelho desta reflexão”.

“Onde se verifica maior número de idosos infetados é onde se verifica maior número de profissionais infetados. Isto é muito fruto da falta de pessoal diferenciado 24 horas por dia, nomeadamente pessoal de enfermagem, o que espelha a realidade da grande maioria”, sustentam as 10 misericórdias.

Acrescenta que as ERPI “são estruturas residenciais não concebidas para serem unidades de saúde” e comparam os surtos registados nessas estruturas com os da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

“Essas sim são unidades de saúde, que detêm recursos humanos diferenciados em toda a extensão e durante 24 horas por dia. Trata-se, por si só, de uma realidade totalmente distinta, mas volvidos sete meses a própria Autoridade de Saúde continua a debitar normas de orientação clínica, colocando no mesmo saco ERPI e RNCCI, o que demonstra uma ausência cabal de um plano estruturado para combater esta pandemia neste tipo de estruturas”, argumenta.

Em abril, além das estruturas criadas pelos 10 municípios do distrito de Viana do Castelo no âmbito dos seus planos de contingência, foi instalado um centro de acolhimento temporário na Pousada da Juventude de Viana do Castelo destinado à covid-19, entretanto desativado sem ter recebido infetados. Tinha capacidade para acolher até 50 pessoas.

No mesmo mês, também em Viana do Castelo, foi criada no centro cultural da cidade uma unidade de saúde de retaguarda, com 200 camas, para receber idosos infetados com o coronavírus, evitando a sua permanência em lares, num investimento de 16 mil euros.

O espaço não chegou a ser utilizado para aquele fim, mas acolheu no período crítico dos incêndios bombeiros de várias corporações do país que auxiliaram no combate aos fogos que assolaram a região.

A sua desativação esteve prevista para o final deste mês, mas a ULSAM e a Câmara local decidiram a sua continuidade, até 30 de novembro, devido à evolução da doença.

Também em abril, a Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo (LAHSL), em parceria com a diocese local, montou no pavilhão gimnodesportivo do seminário diocesano uma enfermaria com 50 camas, para receber doentes de covid-19. Foi desmontada em setembro sem ter sido utilizada.

Portugal contabiliza pelo menos 2.213 mortos associados à covid-19 em 103.736 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Alto Minho

Eurocidades do Alto Minho-Galiza partilham bicicletas elétricas a partir de março

Mobilidade

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Foto: Ilustrativa / DR

Seis municípios do distrito de Viana do Castelo e da Galiza, agrupados nas três eurocidades constituídas naquele território, vão partilhar 42 bicicletas elétricas, a partir de março de 2021, no âmbito de um projeto-piloto transfronteiriço hoje apresentado.

“Estamos a fazer história com um projeto pioneiro de mobilidade sustentável transfronteiriça”, disse hoje o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da apresentação pública do projeto-piloto de mobilidade suave “Sistema de Bike Sharing Rio Minho Transfronteiriço”, Fernando Nogueira explicou que “a partir de março do próximo ano as 42 bicicletas vão estar ao serviço dos munícipes e dos visitantes”.

“É uma iniciativa que releva as boas relações entre vizinhos, a crescente influência das eurocidades e o trabalho meritório que o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho está a fazer”, disse Fernando Nogueira.

A iniciativa integra-se no projeto “Estratégia de cooperação inteligente do rio Minho transfronteiriço” do programa ‘Smart Miño’, cofinanciado pelo Programa Interreg V A (POCTEP)e promovido por aquele agrupamento europeu, em parceria com as eurocidades de Cerveira-Tomiño, Valença-Tui e Monção-Salvaterra.

“É um projeto inovador porque junta sustentabilidade ambiental, tecnologia de ponta e, acima de tudo, vontades”, reforçou o autarca independente, que é também diretor do AECT do Rio Minho.

Segundo Fernando Nogueira, a iniciativa será avaliada no final do primeiro ano de funcionamento e se os resultados forem positivos poderá ver a sua capacidade alargada.

“Este é um projeto com características próprias, desenhado à medida das nossas necessidades e especificidades, mas que poderá necessitar de melhorias e adaptações à nossa realidade”, disse.

O projeto-piloto de mobilidade sustentável hoje apresentado, num investimento de 73.980 euros, “tem como objetivo implementar um sistema de gestão partilhada para bicicletas elétricas entre seis núcleos urbanos de elevada mobilidade”.

Também está ligado à rede transfronteiriça de percursos verdes do rio Minho transfronteiriço.

Além das bicicletas elétricas com GPS incorporado, o projeto prevê a instalação, em cada um dos concelhos de cada eurocidade, de uma estação de parqueamento virtual, a criação de ‘software’ de gestão do sistema, 1.500 cartões e uma aplicação móvel (APP) para utilizadores.

“O utilizador, através do cartão ou da aplicação móvel, pode acionar a utilização da bicicleta para a utilizar no território formado pelas três eurocidades”, acrescentou o autarca, referindo que será criado um regulamento para uma gestão mais eficaz do novo serviço.

Hoje, junto ao antigo terminal do ‘ferryboat’, parque de lazer do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira, foi assinado o contrato para a aquisição das bicicletas, sistema de gestão e parqueamento virtual para os pilotos de mobilidade suave – sistema de ‘Bike Sharing’ – Rio Minho. Na sessão participaram, entre outros, os seis autarcas portugueses e galegos.

Constituído em fevereiro de 2018, e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

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Alto Minho

Deputados do PSD do Alto Minho exigem conclusão de ligações transfronteiriças

Política

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Foto: Divulgação / CM Cerveira

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viana do Castelo vão exigir ao Governo a conclusão de obras de ligação fronteiriça, reclamadas “há muito pela região”, pela “extrema importância para a competitividade do território”, foi hoje revelado.

Em comunicado enviado às redações, os deputados Jorge Mendes, Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira apontam a beneficiação da estrada que liga o Itinerário Complementar 28 (IC28) à fronteira da Madalena, em Ourense, na Galiza, em Espanha, e a conclusão da Autoestrada 28 (A28) entre Vila Nova de Cerveira e a Autoestrada 3 (A3) em Valença, na fronteira com a cidade galega de Tui, como sendo de “extrema importância”.

Contactada pela Lusa, fonte do partido adiantou hoje que “os três deputados eleitos pela região vão aproveitar a discussão do Orçamento do Estado para 2021, na próxima semana, para exigir a conclusão daquelas vias”.

Na segunda-feira, os três deputados visitaram as vias em causa, nos concelhos de Valença, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, e hoje insistem com a sua “extrema importância para a mobilidade e para competitividade dos territórios e das empresas do Alto Minho”.

“Esta questão já tinha sido levada ao parlamento pelos deputados de forma a que ficasse como uma das conclusões do VIII Fórum Parlamentar Luso-Espanhol, realizado em setembro. Recentemente, na cimeira ibérica a questão não foi abordada, uma decisão dos governos socialistas de Lisboa e Madrid”, refere a nota.

Os deputados lembram que, recentemente, os presidentes das Câmaras de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, ambos do PSD, pediram ao Governo para incluir a ligação do IC28 à Madalena no Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal “como obra prioritária”.

Reclamada “há mais de uma década” aquela via permitirá “alavancar as relações económicas e transfronteiriças e a atratividade dos municípios e da região”.

Também na segunda-feira, após uma reunião de trabalho com os três deputados do PSD, o autarca independente de Vila Nova de Cerveira sublinhou “a urgência do prolongamento da A28 até Valença, como forma de aliviar o tráfego, especialmente de veículos pesados de mercadorias que transitam na Estrada Nacional (EN) 13”.

A autoestrada A28 liga o Porto a Caminha, passando por Viana do Castelo.

O troço da A28 entre a capital do Alto Minho e a freguesia de Vilar de Mouros, no concelho de Caminha, foi inaugurado em 2005 pelo então primeiro-ministro José Sócrates.

Tem uma extensão de 25 quilómetros e custou cerca de 160 milhões de euros.

Para o presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes (PSD), citado na nota, a região “precisa de vias de comunicação que facilitem a mobilidade e o desenvolvimento económico da região”.

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