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Região

Não é só uma rotunda que nasce em Celorico de Basto. “Vai nascer uma nova centralidade”

Obras públicas

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Foto: CM Celorico de Basto

O investimento de 452 mil euros para a construção de uma nova rotunda em Gandarela, no concelho de Celorico de Basto, não será só para aquela infra-estrutura, disse hoje o presidente da Câmara a O MINHO.

Em comunicado, o autarca explica que este investimento, que tem levantado algumas críticas nas redes sociais, é financiado a 85% por fundos europeus e contempla “a criação de uma nova centralidade urbana na vila de Gandarela”.

No mesmo documento, é explicado que esta obra visa requalificar “parte importante” das estrada nacionais 206 e 304, para além da requalificação dos pavimentos, passeios e espaços verdes, iluminação pública, mobiliário urbano, redefinição da rede de águas pluviais e instalação de novas paragens de autocarro, “para além de uma nova rotunda”.

Projeto de nova rotunda e arranjos urbanísticos em Gandarela. Fonte: CM Celorico de Basto

Escreve o município que este investimento permite ganhar “uma nova dinâmica e organização” para aquela vila, uma vez que ficam integrados na obra “importantes equipamentos”, como é o caso da igreja de Gandarela, o novo centro de catequese, que se encontra em construção, o centro escolar, a extensão de saúde, edifício onde estão instaladas coletividades e o posto de abastecimento de combustível, para além da habitação e do comércio já existente e que possa vir a ser criada.

Para Joaquim Mota e Silva, presidente da Câmara de Celorico de Basto, “esta é uma obra importante para o concelho e em especial para a vila de Gandarela”.

“O financiamento europeu, agora aprovado, destina-se exclusivamente a este tipo de projetos e resulta numa oportunidade de ir ao encontro dos anseios da população que há muito reclama a realização desta obra”, argumenta o autarca.

Também José Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Ribas, destaca a importância da obra “pela capacidade de integrar urbanisticamente os diversos equipamentos existentes e a criar nesta vila de Gandarela e também pela melhoria das condições de segurança para veículos e pessoas, nomeadamente com a instalação das paragens de autocarros, que há muito era pedida pela população”.

Para Daniel Meireles, presidente da junta de Basto, S. Clemente, além de ser uma obra estruturante para o desenvolvimento urbano na Vila de Gandarela, irá permitir uma enorme melhoria nas condições de segurança, de circulação pedonal e rodoviária, salvaguardando assim a vida das pessoas, num local onde ao longo dos anos ocorreram diversos acidentes, alguns com vítimas mortais a lamentar”.

Ave

Motociclista ferido após acidente em Famalicão

Em Calendário

Foto: BV Famalicão / Facebook

Um motociclista, com cerca de 30 anos, sofreu ferimentos na sequência de uma colisão, esta manhã, no concelho de Famalicão, apurou O MINHO junto de fonte dos bombeiros.

A colisão, entre o motociclo e uma viatura ligeira, ocorreu em Calendário, na Estrada Nacional 14. Um bombeiro ‘à civil’ da corporação dos Bombeiros de Famalicão prestou primeira assistência, até chegada dos Bombeiros Famalicenses.

Apesar do aparato, o motociclista sofreu apenas ferimentos ligeiros, sendo transportado pelos Famalicenses para a unidade hospitalar local.

A PSP registou a ocorrência.

 

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Região

Barras de Caminha, Âncora e Esposende continuam encerradas à navegação

Agitação marítima

Foto: DR

Seis barras marítimas estão fechadas a toda a navegação e quatro condicionadas, devido à previsão de mau tempo da costa ocidental, de acordo com a informação na página da Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Segundo a AMN, encontram-se fechadas a toda a navegação as barras do porto de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Cascais.

A barra do Porto de Viana do Castelo está condicionada a embarcações de comprimento inferior a 12 metros, a de Aveiro a embarcações de comprimento inferior a 15 metros, ao passo que as do Douro e Figueira da Foz estão têm condicionadas as entradas a embarcações de comprimento inferior a 35 metros.

As restantes 37 barras do país estão abertas à navegação.

O Instituto Português do Mar da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje precipitação, sobretudo no Minho e Douro Litoral no final do dia, vento por vezes forte e com rajadas nas terras altas.

Em geral, o céu vai estar muito nublado, sendo esperados períodos de chuva ou aguaceiros, possibilidade de queda de neve acima de 1.200 metros de altitude.

Em Lisboa, o céu deverá manter-se muito nublado, e são esperados períodos de chuva ou aguaceiros fracos, mais frequentes a partir da tarde, vento fraco a moderado, mas por vezes forte junto ao Cabo Raso no final do dia.

A previsão para o Porto é semelhante, com céu muito nublado, aguaceiros fracos, que passam a períodos de chuva a partir da tarde, e vento fraco a moderado, que será por vezes forte junto à faixa costeira no final do dia.

Quanto ao estado do mar, o IPMA prevê ondas de noroeste com três a quatro metros, na costa ocidental, que gradualmente deverão baixar para 2,5 a três metros.

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Barcelos

Protesto pacífico com mais de cem pessoas apelou à abstenção em freguesia de Barcelos

Couto de Cambeses

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Mais de uma centena de pessoas concentram-se hoje junto à sede da Junta de Cambeses, em Barcelos, para apelar à abstenção nas eleições presidenciais, num protesto pacífico contra a falta de saneamento na freguesia.

“Acima de tudo, a ideia é mediatizar a questão da falta de saneamento em Cambeses, para ver se alguém finalmente se lembra de nós e faz a ligação ao saneamento. Doze anos à espera parece-nos demasiado tempo”, disse à Lusa José Campos, um dos dinamizadores do protesto nesta freguesia.

Segundo José Campos, o protesto de hoje traduz-se num apelo ao “não voto”.

“Gostávamos que ninguém viesse votar, mas não impedimos ninguém de o fazer. Quem quiser votar, vota, naturalmente. O que nós queremos é deixar aqui o nosso apelo, o nosso alerta para a falta de saneamento e para tudo o que isso acarreta, até em termos de saúde pública”, acrescentou.

José Campos explicou que em 2008 foram instaladas, na freguesia, as redes de água e saneamento.

Os moradores, acrescentou, “foram obrigados” a fazer a ligação à rede de água.

No entanto, a rede de saneamento “nunca foi ligada”, pelo que as águas residuais “são despejadas para a via pública e coletores de águas pluviais que vão parar ao rio”.

“Cheira mal na freguesia e é um atentado à saúde pública”, refere um documento distribuído pelos organizadores do protesto.

O presidente da Junta de Cambeses, Agostinho Silva, disse à Lusa que a autarquia “está fora do protesto”, mas sublinhou que, “como cidadão”, comunga inteiramente da reivindicação do saneamento.

“É um problema muito grave, espero que todos juntos possamos trabalhar para o ultrapassar”, referiu.

Disse ainda que até cerca das 11:00 a adesão ao voto estava a ser “muito fraca”.

O presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, já disse que a questão do saneamento em Cambeses “está dependente” da construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Cristelo.

O autarca socialista manifestou-se esperançado de que a obra seja financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

“Se não for possível, temos de arranjar uma forma”, acrescentou.

Quanto ao protesto de hoje, Costa Gomes disse compreender a vontade da população em dispor de uma rede de saneamento, mas frisou que “não vai ser o boicote que vai alterar a situação atual”.

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