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Braga

Mulheres de Braga pedem aos políticos “medidas prioritárias” de combate à violência doméstica

“Basta de nos matarem”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O grupo Mulheres de Braga, criado contra a violência doméstica, pediu ao Parlamento que “pense e renove medidas prioritárias” de “prevenção e proteção” das vítimas, reforçando que este é um “problema epidémico” que “requer conjugação de esforços”.


Em declarações à Lusa, uma das responsáveis pelo grupo na rede social Facebook criado a propósito do assassinato de uma mulher em frente ao Tribunal de Braga às mãos do ex-companheiro, explicou ter sido lançada a petição “Basta de nos matarem” no dia 20, que, às 19:00 de hoje, ultrapassava as 1.700 assinaturas.

“O Governo, a Assembleia da República, os Tribunais não podem ficar alheios ao flagelo que está a atingir Portugal e que é necessário aplicar as leis já existentes e não fechar os olhos”, disse Emília Santos, lembrando que desde janeiro já morreram mais de 30 mulheres vítimas de violência doméstica.

A representante do coletivo explica que, “não obstante as medidas que foram aprovadas nos últimos anos do domínio de prevenção e medidas penais no âmbito da violência doméstica”, esperam que, com a petição que está a circular, haja “a conjugação de esforços do Governo, no sentido de fazer aprovar medidas legislativas que combatam eficazmente este flagelo”.

Entre as medidas presentes no texto, estão ações como o “reforço da formação dos agentes judiciários e dos serviços sociais de apoio aos tribunais e criação de tribunais mistos (criminal e família e menores) especializados para julgar todas as questões relacionadas com a prática deste crime, num processo único”.

Pede-se também “a criação de mecanismos de efetiva aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à proteção da vítima após a denúncia, criando planos de segurança e seu acompanhamento ao longo do processo” e a promoção de “medidas legislativas que assegurem a segurança da vítima e seus filhos durante o processo, designadamente mediante aplicação de medidas de coação eficazes que efetivamente as protejam do agressor e lhes permitam manter-se na sua residência”.

Para o Mulheres de Braga, é também importante “aprovar a aplicação do Estatuto de Vítima especialmente vulnerável às crianças que testemunham situações de violência entre os seus progenitores e outros familiares”, assim como a “proteção das crianças vitimas diretas ou indiretas de violência e abuso sexual com medidas de apoio à família e à mãe, suspendendo-se os contactos com o agressor até ao fim do processo-crime”.

“Já morremos mais de 30. Quantas mais temos que morrer até que seja realmente feita alguma coisa, até que quem nos começa por bater saiba que este é um crime que não compensa”, questionou Emília Santos.

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Braga

Carro desgovernado anda 100 metros em despiste na principal via de Braga

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhaes / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, sentido Continente – Braga Parque, esta noite de sábado,

A viatura acabou por transpor o separador central e a imobilizar-se na via contrária, ao embater num poste suporte a um outdoor.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O carro terá andado mais de 100 metros em despiste, com os moradores da zona a sairem à rua após os barulhos fortes que ouviram.

O condutor saiu pelo próprio pé, não sendo solicitado até agora assistência pré-hospitalar.

A PSP está no local.

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Braga

Paulo Cunha ganha distrital de Braga do PSD e quer Barcelos ‘laranja’ em 2021

Política

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Foto: DR / Arquivo

As eleições autárquicas de 2021 são o “foco número um” da nova distrital de Braga do PSD, hoje eleita, numa lista única encabeçada por Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão.

Foram às urnas 1.254 militantes, dos quais 1.195 votaram na lista de Paulo Cunha.

Registaram-se ainda 51 votos brancos e oito nulos.

Em declarações à Lusa, Paulo Cunha disse que as autárquicas de 2021 constituem “o foco número um”, sendo o objetivo manter as atuais nove câmaras já detidas pelo PSD e tentar conquistar as restantes cinco.

Segundo o novo presidente da distrital social-democrata, a reconquista da Câmara de Barcelos, atualmente liderada pelo PS, será uma das grandes apostas.

“O atual presidente da Câmara de Barcelos [Miguel Costa Gomes] não se pode recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos, e essa será uma oportunidade que o PSD saberá certamente aproveitar, estando à altura das suas responsabilidades”, referiu.

Paulo Cunha terá como “vices” José Novais, de Barcelos, e Carlos Cação, de Vila Verde.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, será o presidente da mesa da assembleia distrital.

Paulo Cunha já tinha liderado a distrital de Braga do PSD entre 2010 e 2014, ano em que deu lugar ao eurodeputado José Manuel Fernandes.

O PSD lidera as câmaras de Braga, Vieira do Minho, Amares, Famalicão, Terras de Bouro, Esposende, Celorico de Basto e Vila Verde.

No caso de Braga, a câmara foi ganha por uma coligação que juntou o PSD, o CDS-PP e o PPM.

Em Vieira do Minho, Amares e Famalicão, também houve coligação, mas apenas entre o PSD e o CDS-PP.

O PS detém Barcelos, Cabeceiras de Basto, Fafe e Guimarães, enquanto a Câmara de Vizela foi conquistada por uma lista independente, liderada por Vítor Hugo Salgado.

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Braga

Cobras e ratos ameaçam moradores junto ao futuro ecoparque de Braga

Limpeza de terrenos

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os moradores da rua Quinta dos Passos, em São Víctor, cidade de Braga, estão revoltados com a autarquia por esta fazer ‘vista grossa e ouvido mouco’ aos sucessivos apelos para a limpeza de um lote de terreno que acarreta animais que ameaçam a saúde pública.

Ariana Correia, porta-voz dos moradores daquela urbanização situada em Areal de Baixo, junto ao futuro ecoparque das Sete Fontes, disse a O MINHO que têm sido sucessivas as denúncias ao longo dos últimos anos mas que a autarquia “nada faz” para a limpeza.

Braga dá “passo decisivo” para criar um ecoparque na cidade

 

“O terreno pertence a um particular que não o limpa e está nestas condições há quatro anos, sem que ninguém faça nada”, lamenta a moradora, visivelmente irritada com o executivo liderado por Ricardo Rio (PSD).

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Antigamente tínhamos uma senhora que fazia a limpeza, nós pagávamos, mas houve uma denúncia e a senhora nunca mais foi lá limpar aquilo”, explica.

Nos últimos meses, a situação tende a agravar-se, depois de um morador ter detectado cobras naquele espaço, situado por cima de garagens e onde crianças costumam brincar.

“Têm aparecido cobras e ratos no local e isso é uma ameaça para as nossas crianças”, assegura, revelando que já falou com o presidente da junta de São Víctor, Ricardo Silva, e que este se mostrou bastante atencioso mas também não conseguiu resolver o problema.

“Enviámos um ofício aos serviços municipais há mais de um ano e até hoje não obtivemos resposta”, sublinha.

O MINHO falou com fonte da AGERE que remeteu o assunto para a Câmara. Enviado um email a questionar através do endereço de email de reclamações dos munícipes, o mesmo nunca foi respondido.

Recentemente, O MINHO contactou o presidente da autarquia a propósito deste tema. Apesar de nos ter assegurado que ia questionar os serviços, nunca mais obtivemos resposta por parte de Ricardo Rio.

O MINHO sabe que a Câmara estará há mais de dois anos a tentar contactar o proprietário do terreno, mas sem sucesso.

Após uma pesquisa junto do site Portal da Queixa, verificámos que este é um problema recorrente na cidade de Braga, com vários munícipes a solicitarem uma resposta da autarquia através daquele meio, uma vez que não obtêm resposta dos serviços.

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