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Braga

MP “iliba” Câmara de Braga e condomínio no caso da morte de três alunos da UMinho

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O Ministério Público defendeu, esta quarta-feira, que, no caso da queda de um muro que matou três estudantes da Universidade do Minho, em Braga, apenas devem ir a julgamento os quatro colegas das vítimas que foram para cima da estrutura.


Nas alegações finais do debate instrutório, no Tribunal de Braga, o Ministério Público (MP) considerou, assim, que um fiscal e um engenheiro da Câmara local e o responsável de uma empresa de condomínios, também arguidos no processo, não devem ir a julgamento.

Para o MP, “não há dúvida” de que o muro caiu “porque os alunos foram para cima dele”, festejar a vitória numa “guerra de cursos”.

“O risco de ruína do muro era notório”, sublinhou o procurador, destacando a “inclinação” que a estrutura apresentava.

Por isso, considerou que os alunos foram “imprudentes” quando decidiram subir o muro.

O caso remonta a 23 de abril de 2014, quando, num contexto de “guerra de cursos”, quatro alunos treparam a uma estrutura composta por alvenaria de tijolo e betão, com cerca de um metro e meio de altura e quatro metros de comprimento, destinada a albergar recetáculos de correio, onde, segundo o MP, permaneceram a “cantar e a saltar”.

O muro acabou por cair, matando três estudantes que estavam junto a ele, mas em baixo.

O advogado das famílias das vítimas defendeu que também deviam ir a julgamento um fiscal e um engenheiro da Câmara de Braga, que em 2010 tinham vistoriado o local e teriam exigido ao condomínio a realização de obras, e ainda o responsável do condomínio servido pelas referidas caixas de correio.

Consideraram que os três teriam incorrido numa “violação frontal e grosseira” do “dever de garante” da segurança de pessoas e bens.

Já a advogada dos estudantes arguidos considerou “escandaloso” que se tente “ilibar” a Câmara.

“Será que o senhor Cónego Melo ainda não morreu?”, questionou, com ironia.

Os advogados dos técnicos da câmara defenderam que ambos cumpriram a sua obrigação, indo ao local e reportando a situação ao poder político.

O advogado da empresa de condomínios alegou que a estrutura que albergava as caixas de correio ou pertencia ao empreiteiro construtor do prédio ou à câmara.

A decisão instrutória será divulgada a 8 de julho.

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Braga

Explosivo de Beirute era para empresa da Póvoa de Lanhoso

Nitrato de amónio

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Foto: DR / Nicolas Tawk

As 2.750 toneladas de nitrato de amónio que explodiram, na passada terça-feira, no porto de Beirute destinavam-se à Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM), que é propriedade da empresa portuguesa Moura & Silva, da Póvoa de Lanhoso.

A notícia é avançada, este sábado, pelo jornal Público, a quem um porta-voz da empresa garante, no entanto, que aquela carga ainda não era sua – foi feita a encomenda, mas apenas seria paga quando chegasse ao seu destino, a cidade da Beira, no Norte de Moçambique.

“Esta foi uma encomenda normal, de uma matéria que a empresa utiliza na sua atividade comercial, cumprindo sempre de forma escrupulosa todos os requisitos legais e melhores práticas internacionais”, assegurou.

Segundo o Público, o nitrato de amónio apreendido na capital libanesa poderia ter como finalidade, provavelmente, ser usado nas minas do Norte de Moçambique.

Os químicos que provocaram a explosão no porto de Beirute chegaram à capital libanesa há sete anos, a bordo de um navio de carga alugado pela Rússia e nunca deviam ter parado naquele local.

Em 2013, o navio “Rhosus”, com bandeira da Moldávia e proveniente da Geórgia, fez uma escala não planeada em Beirute, a caminho de Moçambique.

O dono do navio ordenou uma paragem não planeada para receber carga adicional. Mas o navio acabou por não sair de Beirute, envolvido numa disputa legal sobre taxas portuárias.

Como ninguém a reclamou e o dono do navio foi acusado de abandono, a carga acabou por ser descarregada e colocada num armazém do porto de Beirute, onde esteve até terça-feira.

As explosões fizeram pelo menos 154 mortos, número que poderá ainda aumentar, tendo em conta as pessoas que continuam desaparecidas. Há cerca de 5 mil feridos.

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Braga

Gasta 2 euros e ganha 5 mil na raspadinha em Braga

Padim da Graça

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Foto: DR

Um feliz apostador ganhou 5 mil euros numa raspadinha “Grande Sorte”, depois de acertar no boletim premiado no bar da Associação Desportiva Aguias da Graça, em Padim da Graça, Braga.

A raspadinha no valor de dois euros foi adquirida na passada quinta-feira, ao final da tarde, por um cliente habitual, de Padim da Graça, e foi motivo de grande alegria, como seria de esperar.

“Até ficou branco. Não estava a acreditar que ganhou”, conta a O MINHO Carlos Dias, que explora o bar da Associação Desportiva Águias da Graça.

“Saiu bem a quem foi. É uma pessoa que merece”, garante Carlos Dias, acrescentando que se trata de um apostador ocasional.

No bar daquele clube de Braga já têm saúdo “prémios de 500 e 1.000 euros, mas de 5.000 foi a primeira vez”.

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Braga

Motorista da Uber acusa taxista de agressão e insultos xenófobos em Braga

Aconteceu esta semana junto ao Bragaparque

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Foto: Uber (Arquivo)

Uma motorista de TVDE (serviço de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) – vulgo Uber – apresentou queixa na PSP de Braga contra um taxista que a terá agredido junto ao estacionamento do centro comercial Bragaparque.

“Já tenho advogada. Vou, também, queixar-me ao Tribunal por agressão e atitudes racistas e xenófobas, devido aos insultos e ameaças que proferiu por eu ser brasileira”, disse Liane Silva, em declarações a O MINHO.

O caso ocorreu no começo desta semana junto à porta lateral daquele centro comercial: a motorista estava estacionada e o taxista chegou, começando a dizer-lhe que não podia parar ali, passando a importuná-la e agredi-la.

Tirou-lhe, também, o telemóvel quando ela se predispôs a chamar a Polícia, levando-o para um carro particular que lhe pertencia, sublinha a Eliane.

De seguida, a cidadã chamou o segurança do Bragaparque, dizendo-lhe que o taxista lhe furtara o telefone, só que – garante – também este foi agredido, tendo, por isso, recebido tratamento hospitalar. Nesse entretanto, a equipa de segurança do espaço chamou a PSP, que identificou o alegado agressor.

O MINHO contactou a principal central de táxis de Braga, onde ninguém conhece o incidente.

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