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Região

Minho tem 22 praias com “Qualidade de Ouro”, quatro são fluviais

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A associação ambientalista Quercus atribuiu este ano a classificação “Qualidade de Ouro” a 390 praias portuguesas, menos seis do que em 2017. Destas praias, 12 são no distrito de Viana do Castelo e 10 são no distrito de Braga.


Das estâncias balneares classificadas este ano, em Portugal, “342 são praias costeiras, 39 são praias interiores e nove são de transição”, indicou a associação ambientalista. No Minho, 18 das 22 praias galardoadas são na costa e quatro são praias fluviais.

Praias na Costa

Caminha (3): Caminha, Forte do Cão e Moledo.

Esposende (6): Apúlia, Fão-Ofir, Marinhas-Cepães, Ramalha, Rio de Moínhos e Suave Mar.

Viana do Castelo (9): Afife, Amorosa, Arda, Cabedelo, Carreço, Castelo de Neiva, Ínsua, Praia Norte e Paçô.

Prais Fluviais

Braga: Cavadinho.

Póvoa de Lanhoso: Verim.

Terras de Bouro: Alqueirão.

Vieira do Minho: Albufeira do Ermal.

A identificação das águas balneares classificadas como tendo “Qualidade de Ouro” é feita com base na informação pública oficial disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo “apenas em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas”.

Neste sentido, as 390 praias identificadas com “Qualidade de Ouro” cumprem com os critérios de “qualidade da água excelente nas cinco últimas épocas balneares, de 2012 a 2017” e de “todas as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (de 2017) deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml para os Enterococos intestinaise, inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli e, para águas interiores, 200ufc/100mle 500ufc/100ml, respetivamente”.

“O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), apresentam sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor) e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da água”, afirmou a organização ambientalista, referindo que todos os municípios nacionais, com praias galardoadas, podem solicitar a impressão da respetiva bandeira “Praia com Qualidade de Ouro”.

O hastear da primeira bandeira “Praia Qualidade de Ouro” vai realizar-se na praia da Pampilhosa da Serra, em data oportunamente a definir, avançou a Quercus.

A época balnear deste ano começou na terça-feira, porém “a maioria das praias inicia a época balnear a partir de 1 de Junho”, informou a associação ambientalista.

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Barcelos

Maria “Rua”, de Barcelos, chega aos 100 anos com 4 filhos, 13 netos e 17 bisnetos

Centenário

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Foto: SCMB

Maria Ferreira Cruz, de Airó, Barcelos, celebrou esta quinta-feira 100 anos de idade, efeméride assinalada no Lar do Centro Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, em Silveiros, Barcelos, onde reside.

Numa nota publicada no portal de Internet da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, é referido que a celebração do aniversário foi “mais moderada” do que o habitual, mas houve espaço para algumas visitas de familiares, de forma alternada.

Foto: SCMB

“Mesmo assim, era evidente o contentamento da nossa utente centenária e o sorriso no rosto”, refere a instituição.

Maria “Rua”, como é conhecida devido ao apelido do marido, tem quatro filhos (três filhas e um filho), 13 netos e 17 bisnetos, refere o mesmo texto.

“Trabalhou sempre no campo, na agricultura, e viveu em Airó (Barcelos), até há quatro anos”, quando ingressou no lar da Santa Casa.

“Foi lá que, neste dia de felicidade, colaboradores e utentes cantaram os “Parabéns” e celebraram o dom da vida de Maria Ferreira Cruz”, acrescenta a instituição.

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Braga

Relação reduz 2 anos de prisão a pena de homem que matou a mulher em Vieira do Minho

Violência doméstica

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães baixou de 19 anos para 17 anos de prisão a pena de um homem que em março de 2019 matou a mulher, por asfixia, na residência do casal em Salamonde, Vieira do Minho.

Por acórdão datado de 26 de outubro, hoje consultado pela Lusa, a Relação considera que a existência de um relacionamento amoroso da vítima com um terceiro, sob o mesmo teto, “deve ser tida como um fator atenuativo da ação do arguido”.

O arguido, motorista profissional, foi condenado por homicídio qualificado.

Terá ainda de pagar indemnizações que ascendem a mais de 270 mil euros.

O crime aconteceu na noite de 06 de março de 2019, sendo que o casal tinha divórcio marcado para o dia seguinte.

No julgamento, o arguido remeteu-se ao silêncio, mas o tribunal recorreu às declarações que prestou perante o juiz de instrução criminal, em que disse que o casamento estava em crise por problemas financeiros e pelo alegado relacionamento extraconjugal da mulher.

Disse ainda que, nessa noite, teve mais uma discussão com a mulher, de 37 anos, e ficou “cego”, alegando não saber o que aconteceu a seguir.

No dia seguinte, ao ler a notícia do crime num jornal ‘online’, o arguido pôs o comentário: “um casamento a três não funciona”.

Para o tribunal, não ficam dúvidas de que foi o arguido o autor do homicídio, por temer ficar “completamente isolado e sem nada” com o divórcio que estava iminente.

O coletivo de juízes no Tribunal de Braga sublinhou o sangue frio e a “assinalável energia criminosa” do arguido, que consumou o crime com “um contacto direto e persistente” com a vítima, apertando-lhe o pescoço até ela desfalecer.

“Tratou como um objeto a pessoa que dizia amar”, referiu o juiz presidente, acrescentando que a conduta do arguido “é tudo menos amor”.

Destacou ainda a personalidade “ciumenta e desconfiada” do arguido, que levou à “saturação emocional” da vítima.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho, no distrito de Braga, uma unidade de alojamento local e um restaurante.

A partir de 2018, um cliente habitual da casa passou também a ajudar em “tarefas indiferenciadas” e o arguido começou a desconfiar que ele tinha um relacionamento amoroso com a sua mulher.

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Região

Laboratórios minhotos desenvolvem tinta para travar contrafação têxtil

UMinho e CENTI

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Foto: Ilustrativa / DR

Cientistas da Universidade do Minho e do CeNTI desenvolveram tintas fluorescentes inteligentes que vão ajudar a combater a contrafação de produtos têxteis, foi hoje anunciado.

Em comunicado, os responsáveis do projeto referem que, até ao momento, “os resultados conseguidos são bastante promissores”, pelo que já se iniciou um pedido de pré-patente, visando num futuro próximo a comercialização daquela tecnologia.

Esta investigação resulta de uma parceria entre cientistas do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho com experiência na área da biotecnologia e do CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, especializado no desenvolvimento de materiais inteligentes.

“As biotintas florescentes ecossustentáveis apresentam características únicas e exclusivas que são difíceis de copiar ou clonar, pelo que poderão ser utilizadas como marcadores de anti-contrafação ou impressões de segurança”, explicam os promotores, em comunicado.

Acrescenta que as biotintas terão também “aplicações interessantes” na produção de têxteis inteligentes, desde vestuário a artigos de decoração, com padrões que se alteram com a luz ambiente.

“Estes materiais, altamente inovadores, vão potenciar o crescimento da biotecnologia e serão relevantes para várias indústrias, tornando-as mais inteligentes e funcionais”, refere ainda.

O trabalho dos cientistas do CEB passa pela produção biotecnológica das moléculas e a elaboração de testes de encapsulação.

A equipa do CeNTI está focada na aplicação em têxteis, assim como na elaboração de testes de estabilidade em longo prazo, de forma a obter-se um protótipo.

“A grande inovação do projeto assenta no facto de estas tintas serem compostas por materiais naturais, produzidos a partir de microrganismos, ao contrário das tintas tradicionais que são feitas de produtos químicos, a partir de derivados de petróleo”, remata o comunicado.

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