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Mais de meia tonelada de pescado e lulas apreendida em Aveiro

Na Gafanha da Nazaré

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Foto: DR/Arquivo

Mais de meia tonelada de pescado e 46 quilos de lulas foram apreendidos nos últimos dias pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR de Aveiro, na Gafanha da Nazaré, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a GNR avança que o Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro apreendeu na sexta-feira 690 quilos de sardinha fresca, e 40 quilos de perca-do-Nilo congelada, na Gafanha da Nazaré.

A GNR fiscalizou uma viatura, que transportava o pescado em causa, sem qualquer documento que comprovasse a sua rastreabilidade, pelo que identificou a empresa proprietária do pescado, e depois elaborado o respetivo auto de notícia por contraordenação por falta de rastreabilidade, cuja coima pode chegar aos 75 000 euros.

De acordo com o comunicado, o pescado fresco foi entregue à lota de Aveiro e aguarda por inspeção higio-sanitaria, afim de lhe ser atribuído um destino final.

A mesma unidade de controlo costeiro, apreendeu na quinta-feira 46 quilos de lula vulgar (Loligo vulgaris), na lota de Aveiro e foi entregue no local para ser sujeito igualmente a inspeção higio-sanitária.

A apreensão foi realizada no âmbito de uma ação de fiscalização destinada ao controlo do cumprimento das normas que regem a descarga, transporte e comercialização de pescado fresco na lota de Aveiro.

Os militares detetaram, junto da vedação que delimita o recinto, o pescado no interior de sacos, indiciando a não sujeição do pescado ao regime de 1ª venda em lota.

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País

PSD: Pinto Luz diz que “não se resigna” a disputar “campeonato dos pequeninos”

Eleições no PSD

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Foto: Divulgação

O candidato à liderança social-democrata Miguel Pinto Luz afirmou hoje não se resignar a um partido que disputa o “campeonato dos pequeninos” ou é “uma segunda escolha do PS”, pedindo a “quem não gosta deste PSD” que se afaste

Na apresentação da sua candidatura à liderança, em Lisboa, o vice-presidente da Câmara de Cascais disse ter a ambição de vencer as eleições diretas de 11 de janeiro para “ganhar as próximas autárquicas e, naturalmente, reconquistar a confiança dos portugueses para liderar o governo” do país.

Sem nunca mencionar o nome do atual presidente do partido, Rui Rio, Pinto Luz lamentou que haja “quem só gosta de uma parte do PSD”.

“Eu não sei o que é gostar a 50%, ou a 70% ou a 80%. Ou se gosta do PSD ou não se gosta do PSD! E quando se gosta do PSD, não se diminui o partido, concelhia a concelhia, distrital a distrital, apenas para se ter o partido que se quer. Quem não gosta deste PSD, dê lugar a quem goste e queira lutar por Portugal”, apelou.

O antigo líder da distrital de Lisboa confessou estar preocupado com o estado atual do PSD, garantindo estar “entre aqueles que não se resignam perante um PSD destituído de ambição, um PSD que apenas disputa lugares intermédios da primeira liga da política”.

O candidato admitiu que a sua preocupação aumentou depois das legislativas de 06 de outubro: “Desde as legislativas de 2002, o PSD tem ficado abaixo dos 40%. Em 17 anos, baixámos mais de 12 pontos percentuais. No mês passado, nem 28% obtivemos”, lamentou, considerando que essa perda de influência eleitoral se deve à perda de influência na sociedade.

“O PSD será a nova escolha dos portugueses, e nunca por nunca a segunda escolha do PS. A tarefa que me proponho é liderar uma oposição de confiança capaz de conduzir o PSD novamente ao governo de Portugal”, afirmou.

Dos antigos líderes do partido, o candidato destacou apenas três: os antigos primeiros-ministros Francisco Sá Carneiro, Aníbal Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho.

“Não discuto idades, nem gerações dos protagonistas, um partido não é feito só de mais novos ou de mais velhos, é feito com todos, não pode é ser feito sempre com os mesmos, com os mesmos rostos”, afirmou.

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APG/GNR mantém manifestação conjunta com a PSP apesar das promessas do ministro

Movimento Zero

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) vai manter a manifestação conjunta com a PSP na quinta-feira, apesar de uma reunião hoje com o ministro da Administração Interna onde houve abertura para resolver problemas que vêm da anterior legislatura.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APG/GNR, César Nogueira, disse que a associação foi para a reunião “sem grandes expectativas”, mas que o ministro Eduardo Cabrita, como já tinha acontecido na semana passada com sindicatos da PSP, apresentou uma agenda para negociar pontos que são fundamentais nas reivindicações.

Entre esses pontos estão a atualização da tabela salarial, bem como de alguns suplementos, que o ministro admitiu poderem vir a ser integrados nos ordenados.

Segundo o presidente da APG/GNR, Eduardo Cabrita apresentou uma proposta (idêntica à que fez para a PSP) para pagamento dos suplementos em tempo de férias que foram retirados em 2011, podendo os mesmos ser pagos faseadamente até ao final desta legislatura.

Em setembro de 2018, o Supremo Tribunal Administrativo considerou ilegal este corte e mandou pagar a dívida aos trabalhadores.

Os Profissionais da PSP e da GNR têm marcada para quinta-feira em Lisboa uma “manifestação conjunta e pacífica” para exigirem ao novo Governo “a resolução rápida” dos problemas que ficaram por resolver na anterior legislatura.

Com o lema “tolerância zero”, a manifestação conjunta é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) tem início no Marquês de Pombal e ruma à Assembleia da República, com concentração marcada para as 16:00.

Apesar de o ministro da Administração Interna ter reunido na quinta-feira com os sindicatos mais representativos da PSP e hoje com a APG/GNR, as estruturas decidiram manter o protesto, por ainda não estar definido um calendário para a resolução rápida dos problemas, apenas uma agenda de reuniões negociais.

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Produção de automóveis em Portugal aumenta 17,2% até outubro

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A produção de automóveis em Portugal registou um aumento de 17,2% até outubro face ao mesmo período do ano anterior, tendo sido produzidos 290.227 veículos, indicou hoje a ACAP — Associação Automóvel de Portugal.

A taxa de crescimento homólogo da produção de veículos entre janeiro e outubro foi mais acentuada nos ligeiros de passageiros, que avançaram 21,5% para as 236.778 unidades.

Já os comerciais ligeiros e os pesados registaram aumentos de 1,2% e 2,8%, respetivamente, face ao mesmo período de 2018.

Segundo a ACAP, os dados confirmam “a importância que as exportações representam para o setor automóvel já que 97,1% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo”.

No caso dos ligeiros de passageiros, 99,4% dos veículos produzidos em Portugal são exportados, afirma a associação.

A Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional, com 97,5%, com a Alemanha a liderar (23,8%), seguida por França (15,3%), Itália (13,2%) e Espanha (10,9%).

Relativamente à produção registada no mês de outubro, a ACAP adianta que saíram das fábricas instaladas em Portugal 31.839 veículos automóveis, um crescimento homólogo de 14,7%.

Neste mês, a produção de veículos ligeiros de passageiros registou um aumento de 33,5% face ao mês homólogo para 25.718 unidades, enquanto a de comerciais ligeiros e de pesados caiu 28,5% e 19,9%, respetivamente.

A ACAP refere que em outubro foram montados em Portugal 262 veículos pesados e, nos primeiros dez meses do ano foram montados 2.620 veículos pesados.

“Destes 2.620 veículos pesados que foram montados em Portugal, 2.433 foram exportados, ou seja, 92,9% dos veículos totais. A América é o principal destino destes veículos, que recebe 86,1% do total das exportações”, explica a associação.

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