Suplemento extra para pensões custa 400 milhões

Ministro garante que não compromete as contas públicas
Suplemento extra para pensões custa 400 milhões
Foto: Lusa

O ministro das Finanças adiantou hoje que o suplemento extraordinário para pensionistas custará cerca de 400 milhões de euros mas não compromete as contas públicas, já que a situação orçamental é “robusta”.

“O suplemento custará 400 milhões de euros, preferimos este mecanismo de redistribuição a um aumento permanente de pensões porque gera despesa estrutural rígida”, apontou Joaquim Miranda Sarmento, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

O ministro salientou que a atividade económica gera um “dividendo orçamental”, que terá como “primeira prioridade reduzir a dívida pública”, mas que o Governo quer também “usar uma parte desse dividendo para “ajudar aqueles que têm mais dificuldades, que já não têm outras fontes de rendimento e têm pensões de valor muito baixo”.

Quanto à margem orçamental para aplicar esta medida, Miranda Sarmento salientou que “neste momento, a informação disponível é de uma situação orçamental robusta, confortável”, acrescentando que este ano há “dados sobre a execução orçamental mais robustos mais cedo do que no ano passado”.

O Governo estima um excedente de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, apesar de instituições como o Banco de Portugal estimarem um défice já este ano ou no próximo.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Douro reduz produção de vinho do porto para as 75 mil pipas

Douro reduz produção de vinho do Porto para as 75 mil pipas

Próximo Artigo
Ministro diz ser urgente levantamento do número de casas precárias ilegais

Ministro diz ser urgente levantamento do número de casas precárias ilegais

Artigos Relacionados