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Guimarães

Mãe revoltada com a Segurança Social de Guimarães por falta de apoio ao filho com necessidades especiais

Pedido de ajuda

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Foto: DR

Mónica Barroso, empresária de Guimarães, partilhou nas redes sociais, esta terça-feira, um grito de revolta contra atrasos e respostas da Segurança Social face a bonificações de apoio para o filho, que tem necessidades especiais.

O vídeo, que conta já com mais de 350 mil visualizações, correu o país, e esta mãe promete não descansar enquanto o problema relativamente ao filho não for resolvido.

Esta quarta-feira, o organismo do Estado entrou em contacto com esta mãe, indicando-lhe que ela tem razão no que argumenta e que, a breve prazo, serão desbloqueados os apoios a que terá direito.

A O MINHO, Mónica diz ter já recebido um telefonema a assegurar que, em breve, a entidade irá entrar em contacto com ela para resolver a situação.

Alegadamente, as técnicas da Segurança Social indicaram que Mónica não tinha efetuado descontos nos últimos anos, mas já terão corrigido o erro, uma vez que a mesma tem descontado ao longo dos últimos 25 anos.

Em causa estão apoios financeiros para ajudar nas terapias do filho, que tem sido tratado como autista embora não exista um diagnóstico concreto para o seu problema de saúde.

Mónica exigiu à segurança social que convocasse uma junta médica de forma a comprovar que o filho tem necessidades especiais e que o apoio, de pouco mais de 60 euros mensais, possa entrar nas contas da família.

A progenitora mostra-se também agastada com o encerramento das escolas face à pandemia de covid-19.

“O meu filho tinha terapias na escola e estava a evoluir, mas desde que as escolas encerraram, tem sido bastante complicado, trato dele 24 horas por dia e não é possível continuar o tratamento de que vinha sendo alvo”, assegura a mãe, sublinhando que necessita do apoio financeira para manter estas terapias em locais privados.

Ao nosso jornal, deixa ainda um lamento de que o Estado não seja mais pro-ativo na identificação dos problemas reais da sociedade, apontando para “muita gente que recebe o rendimento mínimo para estar no café” enquanto outros “sofrem sem qualquer tipo de apoio”.

“É necessário que as assistentes sociais andem no terreno para perceber as reais necessidades”, vinca.

Tentamos contactar a direção da Segurança Social de Braga mas foi pedida uma questão por escrito. No entanto, sabe O MINHO, o próprio diretor distrital terá se inteirado da situação e agilizado o contacto da segurança social de Guimarães para resolver o problema de Mónica.

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