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Viana do Castelo

Liga quer que comunidade de Viana do Castelo tenha voz na administração do hospital

Hospital de Santa Luzia

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Foto: DR/Arquivo

O presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, defendeu hoje que os beneméritos da instituição “devem ter voz nos órgãos do hospital e ser corresponsabilizados na administração” da unidade hospitalar.

“Para fazerem parte dos órgãos do hospital, os beneméritos precisam de ter lugar num conselho consultivo. Este aspeto deve ser contemplado na indispensável revisão da legislação sobre participação e corresponsabilização da comunidade na gestão dos serviços de saúde”, sustentou Defensor Moura, a propósito dos 38 anos da instituição, assinalados no sábado.

O presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), citado numa nota hoje enviada à Lusa, adiantou que as cerca de “quatro centenas de beneméritos” da instituição ofereceram, nos últimos em quatro anos, 200 mil euros em equipamentos a vários serviços daquela unidade hospitalar.

“Dos 200 mil euros executados pela Liga dos Amigos do hospital nos últimos quatro anos, na aquisição de equipamentos, [a Liga] pagou mais de 30 mil euros de IVA que, tendo sido oferecidos pelos cidadãos beneméritos, deveriam ser usados noutras aquisições”, frisou.

Segundo o médico especialista em medicina interna, já reformado, e antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo, naquele período foram oferecidos ao hospital de Santa Luzia 122 televisores, dotando “todas as enfermarias e isolamentos do hospital” daqueles aparelhos.

No sábado, a Liga ofereceu ainda “um elevador de transferência vertical de doentes, um monitor cardíaco, um eletrocardiógrafo, um mapa de registo 24 horas de tensão arterial, um vídeo projetor, uma impressora, sete cadeirões reclináveis com rodas, três cadeiras de rodas e duas cadeiras sanitárias rodadas”.

Para assinalar o trigésimo oitavo aniversário, a LAHVC ofereceu “uma viatura de seis lugares para transporte das equipas das brigadas de colheita de sangue no distrito”.

Durante este ano, segundo dados revelados pela Liga, “o hospital recebeu 6.094 dádivas de sangue, das quais 4.548 doadas no serviço de sangue e 1.546 colhidas nas brigadas externas”.

A Liga, formalmente constituída em 1981, tem na promoção da dádiva de sangue e no apoio direto aos doentes as suas principais áreas de atividade.

A Liga referiu ainda estar a investir “mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade” que ofereceu ao hospital de Santa Luzia.

O novo equipamento, que custou 92.250 euros, “entrou em funcionamento em abril e realizou exames a mais de 600 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado”.

O hospital de Santa Luzia começou a ser construído em 1976. Foi inaugurado em janeiro de 1984. É gerido pela Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), criada em 2009, que integra ainda o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

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Viana do Castelo

Em Viana também há um “estendal solidário” para agasalhar quem mais precisa

No edifício da Santa Casa da Misericórdia

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Foto: Orideth Fort

Não é só Braga que terá um “estendal solidário” para ajudar os mais necessitados.

Em Viana do Castelo, o projeto “Cachecol” vai já na sua terceira edição e conta com vários intervenientes que, desde as 18:00 horas, se reúnem junto aos claustros do edifício da Santa Casa da Misericórdia, sobretudo para deixar, mas alguns para recolher.

Esta ação é organizada pela Associação Voluntariado e Cidadania – nascida num grupo de Facebook – e consiste em deixar cachecois e casacos pendurados nos gradeamentos daquele edifício, para que possam ser levantados sem quaisquer explicações ou perguntas.

As roupas ficam disponíveis durante toda a noite deste sábado e domingo todo o dia.

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Viana do Castelo

Daniel Pereira Cristo reinterpreta folclore de Viana do Castelo

Grupo Etnográfico de Areosa

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Foto: Divulgação

Daniel Pereira Cristo e Celina da Piedade integram um grupo de 50 músicos convidados pelo Grupo Etnográfico de Areosa, em Viana do Castelo, para reinterpretar canções tradicionais do folclore português a incluir num CD a lançar em março.

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) é diferente dos outros. Para mim, é um exemplo a seguir pelo nosso folclore. Depois da importância dada à beleza inequívoca do trajar e das fantásticas danças tradicionais, é fundamental tratar com o máximo rigor possível as nossas canções tradicionais, os nossos instrumentos seculares e a produção de espetáculos que possam ganhar o seu lugar na contemporaneidade”, afirmou, este sábado, à Lusa, Daniel Pereira Cristo, cantautor e multi-instrumentalista.

Daniel Pereira Cristo, vencedor do Prémio Carlos Paredes’2018, que falava à margem da apresentação, hoje, no museu do traje de Viana do Castelo, do novo álbum do GEA intitulado “A Várias Vozes” explicou ser esse o “espírito” do novo projeto.

“Se não queres perder público, queres atrair juventude para a tradição, então este o caminho certo. Candeia que vai à frente alumia duas vezes e o GEA vai mostrar aos outros que este é o caminho certo”, afirmou Daniel Pereira Cristo que, este ano, convidou Ana Bacalhau para um concerto que decorreu em agosto em Viana do Castelo.

O projeto integra ainda o contributo de Celina da Piedade, cantora e acordeonista e compositora, do poeta, intérprete de música tradicional e cantador ao desafio Augusto Oliveira Gonçalves, localmente conhecido como Augusto Canário, Pi d’Areosa, tocador de concertina e cantador ao desafio, Ana Santos, o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão do grupo à capela Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Na apresentação do novo projeto, o diretor artístico do GEA, Flávio Cruz, sublinhou que o objetivo do novo trabalho “não foi só dar uma nova roupagem aos temas tradicionais mas fazê-lo com a comunidade e com o país, reunindo músicos locais e nacionais”.

Também a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, destacou a escolha do Museu do Traje para a apresentação do projeto por considerar que se trata de um espaço “icónico” da cidade.

“Se Viana é a capital do folclore, o museu do Traje é a catedral do folclore”, frisou,

A responsável sublinhou que “pegar na tradição e dar-lhe uma linguagem contemporânea”.

“Viana do Castelo tem valores para valorizar a tradição. É uma obrigação nossa meter cada vez mais gente neste processo. Incluir outros registos. Pegar na tradição e introduzir uma linguagem contemporânea, sempre com respeito e rigor e nunca atraiçoando a tradição”, apelou.

O presidente do GEA, Alberto Rego, destacou o “contributo” dos cerca de 50 músicos que participaram no trabalho hoje apresentado, e que explicou, está a ser “trabalhado em laboratório há muitos anos”.

“Só há uma maneira de salvar a tradição. É juntar a interpretação de cada geração. Não é alterar, é juntar os contributos de cada geração, valorizando o que vem do passado para o fazer chegar ao futuro”, referiu.

Os instrumentos utilizados são reinterpretação das canções tradicionais do folclore português são o bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina e vários instrumentos de percussão.

Para além os músicos “locais e nacionais”, o CD inclui a participação de “atuais e antigos” solistas do GEA, reconhecido, em 2017, pela Câmara com o título de Instituição de Mérito de Viana do Castelo.

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, em 1966.

Com cerca de uma centena de elementos, o GEA venceu, em 2017, o Grande Prémio da VII edição do International Folk Contest-Festival “Flower of the Sun’ 2017”, na Lituânia, disputado por 37 grupos, de 12 países, envolvendo mais de 700 artistas.

A conceção da imagem gráfica do novo álbum foi também feita por quatro artistas locais que criaram “uma peça única”.

“O objetivo é que a imagem realçasse o movimento das dançarinas e a beleza do traje. Os diferentes contributos diferentes conjugados resultaram numa imagem coesa”, explicou a designer Helena Soares, que juntamente com os artistas plásticos João Gigante, Hugo Soares e Sara Costa, assina o trabalho.

A sua apresentação do CD “Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes”, terá lugar no centro cultural de Viana do Castelo, dia 13 de março de 2020, às 22:00.

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Viana do Castelo

Viana compra ex-pavilhão da AIMinho por 1,3 milhões para centro de congressos

Imóvel situado no Campo d’Agonia

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Foto: Divulgação

A Câmara de Viana do Castelo assinou, esta sexta-feira, com o administrador de insolvência da Associação Industrial do Minho (AIMinho) a escritura de aquisição, por 1,3 milhões de euros, de um antigo pavilhão para o transformar em centro de congressos.

O imóvel, situado no Campo d’Agonia, encontrava-se à venda na sequência de uma decisão judicial que determinou a “liquidação e encerramento” da AIMinho, depois de a assembleia de credores ter rejeitado um plano para recuperar a instituição da insolvência, devido ao voto contra do Novo Banco, que tem um crédito de cinco milhões de euros.

Hoje, em comunicado enviado à imprensa, a Câmara da capital do Alto Minho explicou que o espaço adquirido “é composto por um pavilhão para exposições, um edifício de apoio administrativo, um auditório e de um terreno adjacente ao pavilhão de exposições”.

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo pretende refuncionalizar o espaço para criar um centro de congressos com uma sala expositiva para 500 pessoas, um auditório para 150 pessoas e uma sala de exposições”, especifica a nota.

O município liderado pelo socialista José Maria Costa adiantou que “as obras de requalificação das instalações do antigo centro empresarial estão já previstas e orçamentadas no Plano de Atividades e Orçamento para 2020 e 2021”.

Na gestão do futuro edifício, adiantou a autarquia, “permanecerá” a Escola Profissional – ETAP, atualmente instalada naquele edifico, “para o qual será celebrado um protocolo de cooperação de cedência de parte das instalações, bem como o modelo de gestão”.

A Câmara de Viana do Castelo justificou a criação do novo centro de congressos com a necessidade de “dar resposta em termos de disponibilização de espaços às inúmeras solicitações que tem vindo a registar para a realização de eventos e de congressos nacionais e internacionais na cidade”.

O novo espaço de congressos “irá beneficiar da centralidade das instalações, da proximidade de um parque de estacionamento, que permite o acesso rápido ao centro histórico e às diversas unidades hoteleiras, restauração e comércio tradicional da cidade”.

“O equipamento assumirá, assim, um papel importante na dinamização económica e na atratividade do concelho”, sustenta a autarquia.

Em maio, a Câmara aprovou, por unanimidade, a compra, por 1,3 milhões de euros, do pavilhão, através de um empréstimo de 12 anos para financiamento daquela operação.

Além da aquisição do imóvel e da contração do empréstimo, o executivo municipal aprovou ainda, também por unanimidade, uma segunda revisão orçamental “para introdução daquela operação nas contas de 2019” e incluir, “no orçamento de 2020, uma verba de um milhão de euros para a realização de intervenções no imóvel a candidatar a fundos comunitários”.

O imóvel possui uma área de terreno total de 8.600 metros quadrados, uma área do pavilhão de 3.100 metros quadrados, uma área de receção/entrada com 380 metros quadrados e uma área de serviços/gabinetes de 750 metros quadrados.

Em setembro de 2018, o Ministério Público (MP) acusou 126 arguidos, 79 pessoas singulares e 47 empresas, no âmbito de um processo-crime sobre ganhos ilícitos de quase 10 milhões de euros com projetos relacionados com a AIMinho e cofinanciados pela União Europeia.

Os 126 arguidos vão responder por crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídios, burla qualificada, branqueamento, falsificação e fraude fiscal qualificada, remontando os factos ao período entre 2008 e 2013.

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