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Viana do Castelo

Liga dos Amigos investe mais de 30 mil euros no Hospital de Viana do Castelo

Ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar novo mamógrafo digital oferecido

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Foto: DR /Arquivo

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a investir mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade.


“O novo equipamento entrou em funcionamento em abril e já realizou exames a 660 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado, mas a falta de espaço nas atuais instalações condiciona ainda o pleno funcionamento do mamógrafo oferecido pela Liga dos Amigos ao hospital”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a intervenção “já iniciada” prevê “a transferência do bar, com o objetivo de libertar área para a expansão do serviço de radiologia do hospital”.

“Com esta intervenção, e mais a participação no apetrechamento da nova unidade de cuidados intermédios polivalente, a Liga dos Amigos vai investir mais de 30 mil euros na melhoria dos serviços hospitalares, graças aos contributos regulares dos seus amigos beneméritos”, especificou Defensor Moura.

A LAHVC homenageou publicamente, na quinta-feira, os beneméritos que contribuíram para a aquisição do mamógrafo digital com estereotaxia. A sessão realizada no auditório da unidade foi ainda marcada pelo “pagamento da última prestação à empresa fornecedora do equipamento, cujo custo final orçou em 92.250 euros”.

A campanha para angariação de fundos para recolher a verba necessária à aquisição do mamógrafo digital começou em abril, sendo que a 06 de junho o equipamento começou a funcionar, tendo sido realizados, no primeiro mês, 202 exames a mulheres do distrito de Viana do Castelo que não tiveram de ser deslocar ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

“Até agora foram recebidos 424 contributos individuais e coletivos, de montantes entre dois euros e dezenas de milhares de euros, a quem a Liga agradeceu e passou os correspondentes recibos para efeitos fiscais”, referiu Defensor Moura.

O novo equipamento veio substituir um existente na unidade, que “avariava com frequência”, causando “adiamentos de mamografias e de intervenções cirúrgicas programadas, com nefastas consequências para o equilíbrio psicológico das doentes”.

O novo aparelho de mamografia digital, com estereotaxia, “veio evitar que, todos os anos, mais de 100 mulheres tenham de se deslocar a hospitais ou centro privados no Porto para a realização de biopsias e colocação do arpão de localização pré-operatória dos tumores da mama”.

A Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Além da oferta de equipamentos ao hospital de Santa Luzia, a Liga dos Amigos tem um corpo de voluntariado que, em 2018, “prestou mais de 10 mil horas de trabalho voluntário junto dos doentes e, também um grupo de promotores da dádiva de sangue que contribui para a contínua renovação e rejuvenescimento dos dadores benévolos do hospital, cujo serviço colheu, no ano passado, mais de 4.500 dádivas de sangue”.

A Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo foi criada em 1981, comemorando no próximo dia 30 de novembro o seu 38.º aniversário de “atividade ininterrupta”.

Em 38 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital já ofereceu “múltiplos equipamentos técnicos aos serviços de urgência, de cirurgia, medicina, cardiologia, pneumologia, obstetrícia, pediatria e imuno-hemoterapia”.

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Viana do Castelo

Senhora d’Agonia vai ser celebrada com missa campal para 800 pessoas

Romaria d’Agonia

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Foto: Romaria d'Agonia (Arquivo)

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje uma missa campal em honra da Senhora d’Agonia que decorrerá no espaço público situado em frente ao templo da padroeira dos pescadores e que terá capacidade para 800 pessoas.

“Todo o espaço ajardinado em frente ao santuário de Nossa Senhora d’Agonia vai ser vedado. Vamos lá colocar 800 cadeiras. Haverá pontos de entrada e de saída, para que se cumpram todas as regras e se possa celebrar a padroeira da cidade”, afirmou hoje o José Maria Costa.

Este ano, pela primeira vez em mais de 248 anos, por causa do surto do novo coronavírus, os números da Romaria d’Agonia, que decorre entre os dias 19 e 23, e que são habitualmente vividos nas ruas da cidade, serão celebrados em formato digital, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Hoje, em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária, o autarca socialista explicou que o acompanhamento da missa campal vai decorrer em “articulação com a paróquia de Monserrate e o apoio dos escuteiros”.

“Normalmente não tínhamos tanta gente na celebração eucarística. Este ano, como não há procissão não vem tanta gente. Há um espaço confortável e com distanciamento social para que as pessoas possam cumprir as regras”, disse.

Em causa está a celebração do dia 20 de agosto, dedicado a Nossa Senhora d’Agonia, padroeira dos homens do mar. Inicialmente tinha sido anunciado que a data seria celebrada presencialmente, na igreja que lhe está dedicada no Campo d’Agonia, mas com limitações determinadas pelas autoridades de saúde e pela Confederação Episcopal Portuguesa relativamente às celebrações litúrgicas.

O culto à Senhora d’Agonia tem a sua primeira referência escrita em 1744. Já a procissão ao rio e ao mar, em sua honra, cumpre-se sempre a 20 de agosto, desde 1968, número que, habitualmente, juntava milhares de pessoas nas margens do rio Lima para ver e saudar a procissão, envolvendo mais de uma centena de embarcações de pesca e de recreio.

Além da missa campal, José Maria Costa adiantou que, na doca, onde o bispo da diocese celebrava a homilia, antes da procissão ao mar e ao rio, haverá outro momento simbólico.

“Será instalada na doca a traineira Monsenhor Daniel Machado, onde o bispo habitualmente fazia a celebração, e no seu interior será colocada uma imagem da Senhora d’Agonia”, especificou.

José Maria Costa adiantou também que “a comissão de festas vai colocar quatro carros alegóricos em exposição nas praças principais da cidade para dar um sinal de festa, apesar dos constrangimentos” impostos pela pandemia de covid-19.

“Um dos carros terá o cartaz da festa, e o outro será o da famosa Caravela”, referindo -se a um dos carros emblemáticos do cortejo histórico-etnográfico.

Relativamente aos restantes dois carros alegóricos escusou-se a desvendar mais pormenores.

Este ano, segundo José Maria Costa, Câmara vai dar um apoio de cerca de 150 mil euros à comissão de festas para suportar as iniciativas que vão assinalar a edição 2020, como “exposições, produção de conteúdos, fogo de artificio para as alvoradas, entre outras.

“Este ano, o valor é muito menor. Normalmente, nas festas da Agonia tínhamos um investimento, quer de transferências de verbas do município, quer de exploração do terrado pela comissão de festas, de meio milhão de euros. Este ano o valor é substancialmente inferior, mas há despesas com várias iniciativas que nós assumimos. Não se podia fazer a festa nos moldes convencionais, mas há coisas que poderíamos e deveríamos fazer para dar a cidade um ar de festa para quem nos visita”, referiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 749 mil mortos e infetou mais de 20,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.770 pessoas das 53.548 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Alto Minho

Viana do Castelo faz empréstimo de 2,7 milhões para obras a realizar até 2021

Estradas, equipamentos escolares e desportivos

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Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, com a abstenção do PSD, a contratação de um empréstimo de 2,7 milhões de euros, para financiar investimentos em estradas, equipamentos escolares e desportivos a concluir até 2021.

Na apresentação da proposta, o presidente da câmara, o socialista José Maria Costa, explicou que, com a contratação daquele empréstimo, “não fica colocada em causa a disponibilidade financeira do município”, acrescentando que os 2,7 milhões de euros visam “garantir a componente nacional de candidaturas apresentadas a fundos comunitários e já aprovadas, com taxas a fundo perdido de 85%”.

Daquele montante, a aplicar em 2020 e 2021, cerca de um milhão de euros será investido na requalificação de estradas e caminhos municipais, meio milhão de euros na reabilitação do pavilhão municipal Zé Natário, 900 mil euros na construção de relvados sintéticos e equipamentos desportivos e 300 mil euros, na requalificação da escola EB 2,3 Pintor José de Brito.

A bancada do PSD no executivo municipal justificou a abstenção com o facto de, em fevereiro, a assembleia municipal ter aprovado a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo para financiamento de investimento, no valor total de 3.882.500 euros, mas “muitos destes investimentos não foram realizados”.

“A nova proposta para investimentos vem hipotecar a liquidez financeira deste município. Preocupa-nos este facto, não os investimentos, porque os consideramos relevantes para a estratégia de desenvolvimento local. A nossa preocupação prende-se exclusivamente com o não comprometimento financeiro da autarquia, uma vez que nos parece que, neste momento, particularmente devido às contingências atuais de crise, é um risco enveredar por uma estratégia de investimento assente em empréstimos bancários”, sustenta a declaração de voto do PSD.

Na reunião camarária de hoje, foi ainda aprovado, por unanimidade, um investimento de mais de 2,1 milhões de euros em transportes escolares, refeições e auxílios económicos a alunos do concelho, para o ano letivo 2020/2021.

Foi ainda aprovada, por unanimidade, a abertura de um concurso público, no valor de 750 mil euros, para concluir a remoção de coberturas com placas de fibrocimento de cinco escolas do concelho.

De acordo com a proposta, as escolas básicas da Abelheira, Carteado Mena, Pedro Barbosa, Foz do Neiva e Arga e Lima “vão ter as atuais coberturas substituídas por painéis de poliuretano em sistema ‘sandwich'”.

“Este investimento municipal corresponde à última fase da remoção de fibrocimento nos edifícios escolares”, sustenta o município, lembrando que, até 2017, foram investidos mais de meio milhão de euros na substituição das coberturas em fibrocimento de treze equipamentos escolares, designadamente escolas de ensino básico e jardins-de-infância”, refere a proposta aprovada.

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Alto Minho

Viana do Castelo aprova moção de repúdio à proposta da nova lei das minas

Política

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Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga"

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje por maioria, com a abstenção da CDU, uma moção de repúdio proposta pelo PSD ao projeto de decreto-lei que visa regulamentar a futura lei das minas.

O documento, apresentado hoje pela líder da bancada social-democrata, Cristina Veiga, no período antes da ordem do dia da reunião ordinária do executivo municipal, vai ser enviada para o Ministério do Ambiente e Ação Climática e para a Assembleia da República.

Em causa está o projeto de decreto-lei que regulamenta a denominada lei das minas (Lei 54/2015, de 22 de junho), que esteve em discussão pública entre o dia 16 e 31 de julho.

O documento, hoje aprovado com os votos da maioria socialista, sublinha que aquele projeto de decreto-lei “não serve a estratégia de crescimento e desenvolvimento sustentável do concelho e do distrito de Viana do Castelo”.

“Existem fortes indícios de que será permitido o prosseguimento de procedimentos que podem pôr em causa disposições dos Instrumentos de Gestão Territorial (planos nacionais, regionais, intermunicipais ou municipais de ordenamento do território), refere o texto da moção.

A moção de repúdio destaca ainda que aquele projeto de decreto-lei “afasta a pronúncia e intervenção dos municípios em cujo território se inclua, não os vinculando ao processo”, e “não afasta a possibilidade das áreas protegidas de âmbito nacional de serem incluídas em propostas a submeter a procedimento concursal”.

No distrito de Viana do Castelo, a preocupação de autarquias e movimentos cívicos prende-se com a Serra d’Arga, que abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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