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Jerónimo de Sousa acusa partidos de apresentarem contas erradas

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Divulgação

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou na sexta-feira à noite os partidos que “governaram na última década” de não apresentarem “contas certas” ao país, preocupando-se apenas em acertar contas com Bruxelas e “o grande capital”.

O líder comunista discursava numa festa-comício da CDU na Voz do Operário, em Lisboa.

“Falam de contas certas, mas não estão a pensar em acertar as contas com país e com o povo, estão a pensar apenas com Bruxelas e com o grande capital”, realçou Jerónimo de Sousa, perante várias centenas de pessoas.

Num salão no quarto andar na Voz do Operário, o dirigente comunista reiterou que não há debate em que os partidos que governaram na última década – PSD, CDS e PS – apresentem contas certas.

“Nestes últimos dias de pré-campanha não há debate onde aparecem aqueles que governaram o país nas últimas décadas com contas erradas com a vida do povo, que não se apresentem como os garantes das contas certas e do rigor e prometer com elas futuros risonhos”, referiu Jerónimo de Sousa.

Para o líder do Partido Comunista Português, as soluções apresentadas pelos outros partidos não são correspondem à realidade.

“As contas que dizem ter certas não são contas para avançar como é preciso. Falam como se apresentassem soluções alternativas e não apenas variantes do mesmo modelo imposto pelos cegos anacrónicos critérios do euro e da ditadura do défice e imposições da União Europeia”, declarou o comunista.

De acordo com Jerónimo de Sousa, são necessárias contas sérias, sem compadrios e submissão aos grandes interesses, indicando que PSD, CDS e PS “acham que as contas certas são as suas e as dos outros são contas para enganar”.

O dirigente acrescentou ainda que há contas “marteladas” no défice orçamental e que são deficitárias no Serviços Nacional de Saúde, educação, transporte e outros serviços públicos

“Tem sido em nome das tais contas que se corta em tudo para garantir as contas certinhas com a banca. Já lá vão 20 mil milhões de euros para cobrir os seus desmandos, para encher os bolsos da especulação financeira com largos milhares de milhões de juros da dívida”, concluiu.

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Envio de processo de Duarte Lima do Brasil para Portugal transitou em julgado

Homicídio de Rosalina Ribeiro

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Foto: Twitter

O Supremo Tribunal brasileiro determinou o trânsito em julgado da decisão de enviar para julgamento em Portugal o processo em que o ex-deputado português Duarte Lima foi acusado de homicídio da sua cliente Rosalina Ribeiro.

Numa decisão colocada na página da Internet daquele tribunal, lê-se que o juiz relator Luiz Fux rejeitou o “embargo” apresentado pela defesa de Duarte Lima no âmbito de um “recurso extraordinário com agravo” para enviar o processo por homicídio da companheira do milionário português Tomé Feiteira e cliente do advogado Duarte Lima seja transferido e julgado em Portugal.

De acordo com a pauta do tribunal, o juiz negou os embargos e determinou “a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão”.

A justiça brasileira acusou o ex-líder parlamentar do PSD de estar envolvido no homicídio de Rosalina Ribeiro, assassinada no Brasil em 2009.

Nos últimos anos, o ex-líder parlamentar do PSD apresentou vários recursos para não ser julgado em Portugal por homicídio qualificado, mas estes têm sido negados pelas várias instâncias judiciais brasileiras.

Rosalina Ribeiro foi cliente de Duarte Lima e o advogado é acusado de se ter apropriado de cerca de cinco milhões de euros da sua cliente.

Duarte Lima já tinha sido absolvido do crime de abuso de confiança por apropriação da fortuna de Rosalina Ribeiro, mas em junho o Tribunal da Relação de Lisboa anulou a decisão da primeira instância e ordenou a descida do processo ao Tribunal Criminal de Lisboa para que este profira nova decisão, já marcada para dia 23 deste mês.

Duarte Lima está preso desde abril após ter sido condenado a seis anos de cadeia por uma burla relacionada com a compra de terrenos no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, para a construção do Instituto Português de Oncologia com recurso a um empréstimo do BPN.

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MAI defende “aprofundamento das conexões entre Segurança Interna e Defesa Nacional”

Receção a 100 novos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

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O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, defendeu hoje um “aprofundamento das conexões entre a dimensão de segurança interna e a dimensão de defesa nacional”, na receção a 100 novos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Eduardo Cabrita defendeu o estreitamento das ligações entre as duas áreas, defesa e segurança interna, na receção a 100 novos estagiários do SEF, que vão fazer a primeira fase da sua formação nas instalações da Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro, no Barreiro, distrito de Setúbal, após a assinatura de um protocolo de cooperação para a utilização daquela infraestrutura da Marinha Portuguesa.

“Esta parceria com a Marinha insere-se no quadro de uma visão pela qual me bati intensamente durante estes dois anos, de reforçar uma cooperação muito estreita entre as áreas da Defesa Nacional e Segurança Interna. A visão clássica, que separava estes dois mundos como se de galáxias diferentes se tratassem, está hoje totalmente obsoleta face ao que são hoje os desafios nacionais e globais”, disse o ministro da Administração Interna.

“As Forças Armadas são parceiro fundamental em ações de Proteção Civil, no combate aos incêndios, papel reforçado este ano com o novo papel da Força Aérea na gestão dos meios aéreos, mas também o Exército, com a presença, no plano interno, em operações de vigilância e rescaldo. A Marinha Portuguesa está, como a GNR, sob a bandeira da Frontex no mar Egeu, entre as ilhas gregas e a Turquia, salvando vidas todas os dias. E a alegria que os portugueses têm é a mesma, quando aí Portugal cumpre o melhor do seu dever humanitário, seja a Polícia Marítima seja a GNR que em cada dia cumpriu a sua missão”, acrescentou.

Para o Ministro da Administração Interna, a realização do estágio em instalações da Marinha Portuguesa, tirando partido da experiência deste ramo das Forças Armadas Portuguesas, “é um passo mais na visão coerente de aprofundamento das conexões óbvias entre a dimensão de segurança interna e a dimensão de defesa nacional”.

A formação dos novos Inspetores da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF contempla duas fases teóricas e duas fases práticas, em exercício tutelado de funções quer no Aeroporto de Lisboa, quer nas diferentes unidades orgânicas do SEF.

Na cerimónia realizada na Escola de Fuzileiros, Eduardo Cabrita lembrou ainda que em 2004, quando entraram os últimos inspetores por recrutamento externo, “o aeroporto de Lisboa teria pouco mais de cinco milhões de passageiros/ano e este ano vai ultrapassar os 30 milhões de passageiros”.

“Decisões políticas erradas e sempre adiadas fazem com que o aeroporto seja o mesmo. Mas o SEF preparou-se para ser totalmente diferente”, disse Eduardo Cabrita salientando que, com este novo curso, o SEF irá ultrapassar pela primeira vez o número de 1.000 inspetores, comparando com pouco mais de 700 inspetores que tinha há quatro anos”.

“A responsabilidade que têm é de acompanhar o esforço tão difícil, tão ingrato e por vezes pouco reconhecido, dos vossos colegas que, diariamente, no aeroporto, garantem que os turistas entram num país que é o terceiro país mais seguro do mundo – em que quem pretende fazer tráfico de crianças é intercetado adequadamente e intempestivamente -, entram num país em que se apoia a forma de bem receber”, acrescentou o ministro, relembrando aos futuros inspetores que o SEF tem um papel decisivo na liberdade de circulação e na salvaguarda das fronteiras externas da União Europeia.

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Tribunal rejeita providência cautelar requerida pela Ordem dos Enfermeiros contra ministério

Processo de sindicância

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O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa rejeitou a providência cautelar pedida pela Ordem dos Enfermeiros (OE) contra o Ministério da Saúde no processo de sindicância à OE, anunciou hoje o Governo.

Em comunicado, o Ministério da Saúde refere que “a sentença hoje conhecida vem confirmar a legitimidade da sindicância determinada pela Ministra da Saúde, pronunciando-se pela inexistência de fundamentos que inviabilizassem a sua realização”.

Segundo o ministério, “o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa decidiu pela improcedência da providência cautelar requerida pela Ordem dos Enfermeiros contra o Ministério da Saúde no âmbito do processo de sindicância determinada à OE a 16 de abril”.

O ministério recorda que a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) deu início à sindicância em 29 de abril, tendo a OE reagido com o requerimento de providência cautelar, admitida a 6 de maio, com o objetivo de suspender a eficácia da referida sindicância.

A 8 de maio, a ministra da Saúde apresentou junto do Tribunal uma resolução fundamentada, no sentido da salvaguarda do superior interesse público, que permitiu à IGAS dar seguimento imediato à sindicância à OE.

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