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Alto Minho

Já é possível conhecer Melgaço em 3D e 360 graus

Experiência interativa

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Foto: Divulgação

Um investimento de quase 300 mil euros dotou a Porta de Lamas de Mouro, Melgaço, Parque Nacional das Peneda Gerês (PNPG), de ferramentas tecnológicas que dão a conhecer o concelho em 3D e 360 graus, informou hoje a câmara.

Em comunicado, o município explicou que a “experiência interativa” foi financiada pelo programa Norte 2020, tendo sido “desenhadas e implementadas” naquela estrutura de acolhimento de visitantes, “várias soluções interativas que possibilitam aos visitantes uma experiência de visitação diferenciadora e inovadora”.

“Os óculos 3D possibilitam aos visitantes visualizar um vídeo 360 graus sobre a ocupação do território e da transumância, como as brandas e inverneiras. Os óculos estão disponíveis na oficina temática da Porta de Lamas de Mouro do PNPG, na loja interativa de turismo e no núcleo museológico de Castro Laboreiro”. especificou a autarquia.

“Quem experimenta tem a oportunidade de ter uma noção daquilo que é a ocupação do território de montanha”, afirmou o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, citado naquela nota.

Com aquele investimento, “Melgaço espera, até 2020, um aumento do número de visitantes a sítios de património natural e cultural na ordem dos 5.000 turistas, sendo 2.500 no território do PNPG”.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza -se no noroeste de Portugal, abrangendo o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (distrito de Viana do Castelo), Terras de Bouro (Braga) e Montalegre (Vila Real).

A Porta de Lamas de Mouro, em Melgaço, uma das cinco de entrada no PNPG, dispõe ainda de um jogo dos ‘habitats’, para “promover uma cidadania ativa e participativa das crianças e jovens ao nível do ambiente e da sustentabilidade”.

O novo serviço integra ainda “aplicações interativas, com informação sobre a oferta turística, a rede municipal de percursos pedestres e cicláveis, a rede de portas do PNPG, o PNPG e a Reserva Mundial da Biosfera”.

Com uma área de mais de 70.000 hectares, o PNPG encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas”, realçou.

Destaca-se ainda “pela extensão e pela diversidade de ‘habitats’ naturais”, evidenciando-se “as matas climáticas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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Alto Minho

Passos Coelho em Ponte da Barca cumpre promessa de 2017

Tomada de posse da concelhia PSD

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Foto: Facebook de Eduardo Teixeira

O ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho dirigiu, este domingo, um “voto público” ao PSD e ao CDS de “afirmação” e “união” para que os dois partidos possam fazer as “ações reformistas importantes” que o país precisa, dando o exemplo de Ponte da Barca, onde o PSD se soube unir para recuperar, em 2017, uma câmara socialista.

O ex-governante, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia de Ponte da Barca, terminou um discurso de quase 40 minutos, formulando um voto público aos dois partidos, em particular, ao seu.

“Isso está perfeitamente ao nosso alcance e o país precisa disso, e nós precisamos disso. É o voto que aqui quero deixar. Que o exemplo da Barca possa ser inspirador para os nossos partidos, e em particular para o meu, que é o PSD”, afirmou Passos Coelho.

De acordo com o jornal Expresso, a vinda a Ponte da Barca foi uma promessa do ex-primeiro-ministro a Augusto Marinho e a outros elementos da comissão política barquense, por conseguirem recuperar a autarquia em 2017, “colocando as divergências de lado em nome de um projeto comum”.

Foto: Eduardo Teixeira

Esta rara presença de Passos Coelho na vida do partido que o elegeu como primeiro-ministro acaba por ser uma exceção, não devendo regressar à atividade política. No final da sessão, não respondeu a jornalistas e referiu mesmo: “Isto hoje é uma exceção”.

Foto: Norberto Brito

No raro discurso político, Passos Coelho lembrou que PSD e CDS fecharam “ciclos políticos” e que novos se abriram.

“No PSD houve eleições há pouco tempo e haverá um congresso daqui a 15 dias para coroar essa eleição. O CDS fez hoje o seu congresso. Podemos dizer que aqueles que estiveram, no Governo, juntos no passado com essas responsabilidades fecharam um ciclo, em definitivo, e abriram outro. Ainda para mais com pessoas e dirigentes que não tiveram nada a ver nem com esse Governo, nem com outros passados, destes partido”, especificou.

Passos Coelho apelou para que “as pessoas se unam, a pensar no serviço que podem prestar aos outros”.

Foto: Carlos Abreu Amorim

“Se puserem um bocadinho de lado as questões que foram acumulando, às tantas se elas não forem muitos importantes e, muitas vezes não são muitos importantes, as pessoas tendem a esquecê-las e tendem a unir-se em torno de coisas mais positivas”, alertou.

Na intervenção, que contou com a presença dos deputados Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira, do ex-deputado Carlos Abreu Amorim, dos presidentes da Câmara de Ponte da Barca, da concelhia e distrital do partido, Passos apelou ao “respeito e elevação”.

“Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá a debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas. Andamos para a frente. Não podemos andar sempre a bater na mesma tecla, senão não saímos do sítio”.

Convidado pelo PSD de Ponte da Barca para a tomada de posse da comissão política concelhia, Passos Coelho afirmou que a “união” daqueles dois partidos é “indispensável” perante a ausência, no presente, de “qualquer ação reformista importante” que possa “prevenir problemas maiores no futuro”.

Foto: Norberto Brito

“Não se vislumbra nenhum programa económico em que alguma reforma se esteja a fazer na dimensão da produtividade e competitividade da economia”, referiu, apontando o envelhecimento, a sustentabilidade dos apoios sociais e a saúde, “que está a rebentar pelas costuras”, como os principais problemas do país, a par do “descrédito da ação governativa”.

“Era indispensável que se começasse a intensificar esta forma de abordar os problemas. Quem está hoje no Governo prima pela ausência de um quadro reformista para um futuro melhor”, reforçou.

No final da intervenção e questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a prestar mais declarações.

“Isto hoje foi uma exceção”, disse.

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Alto Minho

Ponte da Barca prepara ação contra o Estado por “prejuízos” nas transferências

Afetados em cerca de um milhão de euros

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Ponte da Braça disse este domingo que vai “intentar uma ação contra o Estado” pelos prejuízos contabilizados desde 1996 com as transferências de verbas para o município ao abrigo do Orçamento do Estado para 2020.

“Estamos a ultimar uma ação contra o Estado que vai dar entrada muito em breve. Em 2017, quando tomei posse, fiz o que tinha de fazer. Fui falar com a administração pública, com o Governo, partidos políticos e com o Presidente da República. Disseram-me que tinha razão, mas a situação mantém-se. É hora de dizer chega”, afirmou Augusto Marinho.

O autarca, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia do PSD de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, na presença do ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, disse que, “por muito que custe, a ação visa repor a verdade, fazer justiça para com o município”.

“Não baixarei os braços nem um minuto. Farei tudo o que estiver dentro do quadro legal nas minhas competências. Para trazer esses recursos que são fundamentais para este concelho. Já temos sido muito prejudicados. Não aceitarei que as coisas continuem desta forma”.

Em causa, segundo Augusto Marinho, está, em 2020, “cerca de um milhão de euros”.

“É muito dinheiro para nós. Calculamos em cerca de um milhão de euros o valor que estamos a deixar de receber. Se olharmos para o nosso orçamento isso tem um peso extremamente elevado”, referiu.

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Alto Minho

“Conseguimos, car****!”: Bilheteira do Rocha em Caminha paga mão mioelétrica ao Diogo

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Foto: Facebook de Fernando Rocha

O espetáculo solidário do comediante Fernando Rocha, em Caminha, arrecadou cerca de 13 mil euros para ajudar a comprar uma mão mioelétrica para o jovem Diogo Farinhoto. A empresa que construiu a prótese disponibilizou-se para cobrir o valor restante.

Natural de Gondar, Caminha, o jovem Diogo nasceu com uma deficiência grave. Há cerca de oito anos, através de uma campanha para que conseguisse uma prótese de braço, foi notícia em Portugal e Espanha.

Atualmente, necessitava de nova ajuda, para uma mão mioelétrica, e Fernando Rocha, conhecido comediante, decidiu ajudar com este espetáculo, que decorreu este sábado, no Pavilhão Desportivo Municipal de Caminha.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Inicialmente previsto para o Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, houve necessidade de encontrar o maior local do concelho para este tipo de eventos, dada a grande procura por bilhetes.

O comediante anunciou nas redes sociais que foram angariados 13 mil euros e que o objetivo para ajudar o Diogo “foi cumprido”.

“Apesar de não chegar para cobrir as despesas da prótese, o doutor Marco Baggini da Ortoadapta, empresa que construiu a prótese, assumiu o restante”, anunciou Fernando Rocha.

Foto: Divulgação

 

De acordo com o Âncora Praia Futebol Clube, parceiro na organização do evento, foram ainda angariados 795 euros, fruto da receita da bilheteira do jogo entre os caminhenses e o Courense, para a 1.ª divisão da AF Viana.

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