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Isolamento passa para 10 dias nos casos assintomáticos ou com sintomas ligeiros

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os doentes assintomáticos ou os que têm sintomas ligeiros de covid-19 passam a ter um período de isolamento de 10 dias, de acordo com a norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje atualizada.


Segundo a norma da DGS, o fim das medidas de isolamento, sem necessidade de realização de teste ao novo coronavírus, dos doentes assintomáticos ou dos que têm doença ligeira ou moderada ocorre ao fim de 10 dias, desde que, nos casos com sintomas, estejam sem usar antipiréticos durante três dias consecutivos e com “melhoria significativa dos sintomas”.

Os casos de doença grave ou crítica têm de permanecer em isolamento 20 dias desde o início de sintomas, o mesmo tempo definido para os doentes que tenham problemas de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença.

A norma esclarece ainda que, nos doentes assintomáticos, os 10 dias começam a contar desde a data do diagnóstico laboratorial de covid-19.

Costa admite agravamento de medidas caso a situação piore

Até aqui, a referência temporal para o isolamento profilático era de 14 dias.

A DGS sublinha ainda que no caso de profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade, de doentes que vão ser admitidos em lares ou unidades de cuidados continuados ou paliativos ou doentes que vão ser transferidos nas unidades hospitalares para áreas não dedicadas, será preciso sempre um teste negativo para que o isolamento seja considerado completo.

A norma define ainda que “nos 90 dias após o diagnóstico laboratorial de infeção por SARS-CoV-2 não deve ser realizado novo teste” a menos que a pessoa tenha sintomas da doença, seja “contacto de alto risco de um caso confirmado de covid-19 nos últimos 14 dias” ou não exista diagnóstico alternativo (incluindo outros vírus respiratórios) para o quadro clínico.

Define ainda a organização do internamento hospitalar, que terá uma área para doentes com teste positivo (enfermarias ou unidades de cuidados intensivos dedicadas a covid-19) e outra para doentes com teste negativo, mas com suspeita clínica da doença ou de infeção respiratória grave (áreas intermédias – fisicamente separadas das áreas dedicadas em serviço de urgência – ou enfermarias ou unidades de cuidados intensivos dedicadas a covid-19 onde devem fazer o teste).

Há ainda um terceiro nível na organização do internamento hospitalar para doentes com teste para SARS-CoV-2 negativo e sem suspeita clínica de COVID-19 ou de infeção respiratória aguda (as chamadas enfermarias ou unidades de cuidados intensivos não covid-19).

Sobre a medicação a utilizar, a norma define que a terapêutica com Remdesivir deve ser administrada “o mais precocemente possível” nos doentes internados que tenham teste positivo, pneumonia confirmada em radiograma ou tomografia e necessidade de oxigenoterapia suplementar, idade igual ou superior a 12 anos e peso igual ou superior a 40 quilos.

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País

Parlamento Europeu quer tirar 700 mil sem-abrigo das ruas até 2030

Política

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Foto: DR / Arquivo

O Parlamento Europeu apelou hoje aos Estados-membros da União Europeia (UE) para adotarem medidas para tirar todos os sem-abrigo das ruas até 2030, cujo número aumentou 70% na última década para 700 mil.

Em causa está uma resolução hoje aprovada na sessão plenária da assembleia europeia, que decorre em Bruxelas, na qual os eurodeputados salientam que “a habitação é um direito humano fundamental e apelam a uma ação mais robusta por parte da Comissão Europeia e dos Estados-membros com vista a erradicar o problema dos sem-abrigo até 2030”.

No texto, aprovado com 647 votos a favor, 13 contra e 32 abstenções, o Parlamento Europeu destaca a situação precária dos mais de 700.000 sem-abrigo na Europa, um número que aumentou 70% nos últimos 10 anos.

Nesta recomendação, os eurodeputados apontam várias medidas a serem adotadas pelos países da UE para atingir este objetivo, entre as quais “assumir a responsabilidade de enfrentar o problema dos sem-abrigo e trabalhar na prevenção e intervenção precoce”, mas também apostar na descriminalização da situação de sem-abrigo, na garantia de acesso igual aos serviços públicos (cuidados de saúde, educação e serviços sociais) e ainda no apoio à integração no mercado de trabalho.

“Os Estados-membros devem também adotar o princípio de ‘Habitação Primeiro’, que ajuda a reduzir significativamente o número de sem-abrigo através da introdução de planos de ação e abordagens inovadoras baseadas no conceito de um lar enquanto direito humano fundamental”, vincam os eurodeputados no documento.

Além disso, “para acabar com o problema dos sem-abrigo, a Comissão Europeia deverá apoiar os Estados-membros, melhorar a monitorização, manter as suas contribuições financeiras e apresentar um quadro europeu de estratégias nacionais para os sem-abrigo”, adiantam.

A assembleia europeia quer, ainda, que sejam alocadas verbas do novo Quadro Financeiro Plurianual (2021-2027) e do Mecanismo de Recuperação e Resiliência para melhorar as oportunidades de trabalho e a integração social dos agregados familiares sem emprego.

O texto hoje aprovado tem por base petições que chegaram à comissão parlamentar encarregue destas iniciativas de cidadania sobre o “aumento do número de pessoas sem-abrigo da UE”, apelando à adoção de medidas.

E numa altura de severa crise na Europa gerada pela pandemia de covid-19, alguns relatórios admitem que esta perda de rendimentos possa levar a um incremento no número de sem-abrigo.

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Rússia anuncia eficácia de 95% da vacina Sputnik V

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Rússia anunciou hoje que sua vacina Sputnik V contra a covid-19, desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo, tem uma eficácia de 95% eficaz, segundo resultados preliminares.

Em comunicado, o Centro de Pesquisas informou que os resultados foram obtidos em voluntários, 42 dias após a injeção da primeira dose.

A Pfizer e a BioNTech anunciaram recentemente que a sua vacina é 95% eficaz na prevenção da covid-19, de acordo com os resultados do seu ensaio clínico.

Também a empresa de biotecnologia anunciou este mês que dados provisórios indicam que a sua vacina tem uma eficácia de 94,5% na redução do risco de contrair a doença.

Na segunda-feira, o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram que a sua vacina tem uma taxa média de eficácia de 70 por cento.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Fraude financeira dispara 60,5% desde março com aumento de transações ‘online’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Um relatório sobre crime financeiro indicou hoje que a taxa de fraude financeira disparou 60,5% desde março, quando começaram os períodos de confinamento devido à pandemia da covid-19.

De acordo com o documento, agora divulgado pela empresa tecnológica portuguesa Feedzai, o aumento repentino das compras e transações ‘online’ foi acompanhado por uma grande subida não só das taxas de fraude, como também do valor monetário das fraudes, com um aumento de 5,5%

“A covid criou uma grande disrupção nos setores da banca, pagamentos e comércio eletrónico, com múltiplos impactos por todo o mundo”, disse o diretor sénior de Global Data Science da Feedzai, Jaime Ferreira.

Segundo o responsável, a tecnológica analisou mais de quatro mil milhões de transações em todas as grandes indústrias, a nível mundial, para perceber as tendências de fraude desde o início da pandemia.

Nos serviços financeiros, um dos maiores indicadores de fraude foi a clonagem de cartões de crédito e débito, que subiu 34%.

O relatório apontou também um aumento na utilização de ‘bots’ para gerar encomendas em alta velocidade, que fazem “adicionar ao carrinho” cinco vezes mais rapidamente que consumidores humanos, e da utilização de códigos suspeitos de comerciante de alto risco (MCC, na sigla inglesa).

No comércio eletrónico, os maiores indicadores de fraude foram, além da clonagem de cartões, o ataque ATO (“account takeover”), em que o atacante ganha controlo sobre a conta legítima de um consumidor, e esquemas com endereços de email suspeitos.

“A covid-19 deu início a confinamentos e diretrizes de distanciamento social anteriormente impensáveis e, em última análise, acelerou a transformação digital mais radical que se podia ter imaginado”, salientou o relatório.

“Tudo aconteceu em questão de semanas”, sublinhou.

Na banca, 30% dos consumidores abriram novas contas durante a pandemia e 45% dos consumidores em todas as faixas etárias indicaram usar canais ‘online’ e móveis para acesso a serviços bancários em quase todas as ocasiões.

De acordo com a análise da Feedzai, 75% dos clientes planeiam manter os hábitos de banca digital entretanto criados.

Outro indicador relevante foi o declínio de 22% do número de transações em que o cartão estava fisicamente presente, em comparação com o primeiro trimestre de 2020, e um aumento entre 30% e 37% de transações sem cartão presente.

Em termos de consumo, é referida uma queda de 36% na aquisição de combustíveis, de 89% nas transações no setor dos transportes e um aumento de 13% nas compras de produtos desportivos.

Para mitigar a atividade fraudulenta, o relatório aconselhou as instituições financeiras a usarem técnicas antifraude em transações em que o cartão não está fisicamente presente, monitorizarem domínios de email suspeitos e desenvolverem perfis de risco para detetar fraudes ATO.

Esta é a edição do quarto trimestre de 2020 do relatório da Feedzai, cuja plataforma usa inteligência artificial para prevenir crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. A empresa tem sede oficial em San Mateo, na Califórnia (costa oeste dos Estados Unidos), com a base de desenvolvimento em Lisboa.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.971 pessoas dos 264.802 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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