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Covid-19: Portugal ultrapassa os 2.000 casos diários e regista mais 7 mortos

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 7 mortos e 2.072 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).


É a primeira vez que Portugal ultrapassa os dois mil casos diários desde o início da pandemia.

1.001 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 91.193 casos de infeção confirmados e 2.117 mortes.

Há ainda 54.493 recuperados, mais 446 do que ontem.

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País

Taxa de desemprego desce em setembro para os 7,9%

Segundo o INE

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Foto: DR / Arquivo

A taxa de desemprego recuou em setembro para 7,9%, menos 0,2 pontos do que em agosto e mais 1,4 pontos que no mesmo mês de 2019, segundo dados hoje anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estimativas mensais do desemprego, hoje divulgadas, os dados provisórios apontam ainda para que a taxa de desemprego (segundo o conceito da Organização Internacional de Trabalho) tenha continuado a descer em outubro, para os 7,5%, menos 0,4 pontos percentuais que no mês precedente e que há três meses e mais 1,0 ponto percentual do que há um ano.

O INE refere também que, segundo resultados finais de setembro, a população empregada subiu 0,7% relativamente ao mês anterior e 1,7% em relação a três meses antes, mas diminuiu 2,5% face ao mesmo mês de 2019.

Para outubro, o INE estima (números provisórios) que a população empregada tenha registado uma subida de 0,3% relativamente ao mês anterior e de 1,5% em relação a três meses antes, tendo diminuído 2,1% por comparação com o mesmo mês de 2019.

Em relação à taxa de subutilização do trabalho (indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego), o INE diz que em setembro atingiu os 15,4%, menos 0,1 pontos percentuais que no mês precedente e que há três meses e mais 2,7 pontos percentuais do que há um ano.

Para outubro, os dados provisórios do INE apontam para que a taxa subutilização de trabalho se tenha situado em 15,0%, menos 0,4 pontos percentuais que no mês precedente e 0,6 pontos percentuais que há três meses e mais 2,5 pontos percentuais em termos homólogos.

“A diminuição mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês resultou, quase exclusivamente, da diminuição da população desempregada”, sinaliza o INE.

A taxa de desemprego dos jovens foi, por sua vez, estimada em 23,9% em outubro, a que corresponde um decréscimo de 0,4 pontos percentuais relativamente à taxa de setembro de 2020, enquanto a taxa de desemprego dos adultos foi estimada em 6,4% e também diminuiu 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Numa análise do impacto da pandemia de covid-19 nos resultados do Inquérito ao Emprego, o INE diz ser “visível nos resultados definitivos de setembro (mês central do trimestre móvel que abrange agosto, setembro e outubro), quando comparados com os valores do mês anterior (agosto), o aumento da população empregada e a diminuição da população desempregada e da população inativa”.

“Em relação com três meses antes, regista-se um aumento da população empregada e da população desempregada, por oposição a uma diminuição da população inativa”, refere.

Já as estimativas provisórias de outubro, explica o INE, “revelam um aumento mensal da população empregada (15,8 mil) e da população inativa (6,2 mil), contrastando com uma diminuição da população desempregada (19,3 mil)”.

“Estas estimativas sugerem que aqueles que integravam a população desempregada em setembro e daí saíram em outubro transitaram para a população empregada (encontraram um emprego) ou para a população inativa (deixaram de cumprir, pelo menos, um dos seguintes critérios: procura ativa de emprego; disponibilidade para começar a trabalhar na semana de referência ou nas duas semanas seguintes)”, precisa.

Já relativamente à população inativa, “observou-se um aumento de 3,0 mil no número de inativos à procura de emprego, uma manutenção no de inativos disponíveis, mas que não procuram e um aumento de 3,2 mil no de outros inativos (não procuram e não estão disponíveis)”.

Para uma correta análise desta evolução, o instituto estatístico ressalva que as medidas de saúde pública tomadas desde meados de março “afetaram o normal funcionamento do mercado de trabalho e, consequentemente, as estimativas mensais de emprego e desemprego”.

Segundo o instituto, o encerramento temporário de várias empresas, as restrições à livre circulação de pessoas e o fecho das escolas (que levou a que muitos pais tivessem de ficar em casa para cuidar dos seus filhos), para além de medidas como o ‘lay-off’ simplificado, refletiram-se na classificação das pessoas segundo a ‘Condição Perante o Trabalho’, particularmente durante o estado de emergência.

“Pessoas anteriormente classificadas como desempregadas e pessoas que efetivamente perderam o seu emprego foram (corretamente, do ponto de vista estatístico) classificadas como inativas caso não tenham feito uma procura ativa de emprego, devido às restrições à mobilidade, à redução ou mesmo interrupção dos canais normais de informação sobre ofertas de trabalho em consequência do encerramento parcial ou mesmo total de uma proporção muito significativa de empresas”, explica.

Também a não disponibilidade para começar a trabalhar na semana de referência ou nos 15 dias seguintes, caso tivessem encontrado um emprego, por terem de cuidar de filhos ou dependentes ou por terem adoecido em consequência da pandemia, levou à inclusão na população inativa.

De igual modo, pessoas anteriormente classificadas como empregadas puderam não cumprir os critérios da OIT, operacionalizados de forma harmonizada na União Europeia em conjunto com o Eurostat, necessários para pertencer a este grupo, sendo por isso consideradas não empregadas (ou seja, desempregadas ou inativas).

Foi o caso das pessoas ausentes do trabalho por uma duração prevista superior a três meses e que, simultaneamente, auferiam um salário inferior a 50% do habitual.

Conforme nota o INE, com “o gradual processo de desconfinamento iniciado em maio foi possível a reabertura de diversas atividades económicas e, não existindo nos meses abrangidos por este destaque um dever de isolamento social tão restritivo quanto antes, tal terá possibilitado o cumprimento dos critérios de procura ativa de emprego e de disponibilidade para começar a trabalhar, essenciais para a transição entre a população inativa e a população desempregada”.

“Não obstante – acrescenta – no decurso da evolução da pandemia foi declarado um novo estado de emergência em 08 de novembro, com restrições à circulação em período noturno e durante os fins de semana para a maioria da população”.

Contudo, “comparativamente ao estado de emergência decretado em março, estas medidas tiveram um menor impacto nas atividades económicas, na livre circulação de pessoas e na disponibilidade para trabalhar devido à manutenção das atividades letivas presenciais”.

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TAP: Menos 729 trabalhadores a termo e custos com pessoal caem 200 milhões até setembro

Economia

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Foto: O MINHO / Arquivo

Os custos com pessoal da TAP, S.A. diminuíram 39,1% até setembro face ao mesmo período de 2019, correspondendo a 200 milhões de euros, tendo 729 trabalhadores com contratos a termo saído da empresa, segundo os resultados hoje divulgados.

Segundo a demonstração de resultados da TAP, hoje comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia passou de custos de 511,7 milhões de euros nos três primeiros trimestres de 2019 para 311,7 milhões de euros até setembro deste ano, uma descida de 39,1%.

Já nos números que apenas dizem respeito aos meses de julho, agosto e setembro, “os custos com pessoal foram reduzidos em 49% face a igual período de 2019”, pode ler-se no comunicado hoje enviado pela TAP ao mercado.

“Para esta redução contribui também a não renovação de contratos a termo. Até ao final de setembro de 2020, 729 trabalhadores viram os contratos atingir o seu termo e deixaram a TAP”, pode ler-se no comunicado.

Segundo os principais indicadores operacionais divulgados pela companhia, no quadro de pessoal ativo, que não inclui pessoal sem colocação e não ativo, a TAP contava com 8.510 trabalhadores em setembro deste ano, menos 429 que os 8.937 no mesmo período de 2019.

“A TAP recorreu ao longo do terceiro trimestre ao Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva”, com “um mecanismo de redução do horário de trabalho entre 70% e 5%”, refere.

A empresa explica que “este novo regime foi um contributo muito importante, mas a natureza temporária deste enquadramento torna imperativa a adoção de soluções permanentes, a serem alcançadas através das negociações com os sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, anunciou no parlamento, em 04 de novembro, que “a primeira fase” do plano de reestruturação da TAP estava concluída e que as negociações com os sindicatos iam arrancar.

“A primeira fase do plano de reestruturação está feita, o que nos permite iniciar a negociação com os sindicatos. Esse trabalho vai iniciar-se desde já”, disse Pedro Nuno Santos numa audição no parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

“Temos uma companhia aérea que está sobredimensionada para a realidade atual e temos de conseguir um processo restruturação que garanta que a companhia aérea vai ser viável e sustentável”, defendeu Pedro Nuno Santos.

Em 15 de outubro, Pedro Nuno Santos anunciou no parlamento que iriam sair 1.600 trabalhadores do grupo TAP até ao final do ano, tendo já saído 1.200 colaboradores.

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Turismo afunda em outubro com recuo de 59,3% nos hóspedes e 63% nas dormidas

Economia

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Praia da Mariana. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

O setor do alojamento turístico deverá ter registado um milhão de hóspedes e 2,4 milhões de dormidas, o que corresponde a quebras de 59,3% e 63%, respetivamente, face ao mesmo período do ano passado, divulgou hoje o INE.

De acordo com a estimativa rápida publicada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a atividade turística voltou a intensificar as reduções em outubro, depois de em setembro ter registado diminuições de 52,7% e 53,4% no número de hóspedes e nas dormidas, respetivamente.

As dormidas de residentes terão diminuído 21,0% (-8,5% em setembro) atingindo 1,2 milhões e representando 51,1% do total, enquanto as de não residentes terão decrescido 76,2% (-71,9% no mês anterior), situando-se em 1,2 milhões.

Os hóspedes residentes terão sido 647 mil o que representa uma diminuição de 23,9% (-15,4% em setembro) e os hóspedes não residentes deverão ter sido 371,8 mil, recuando 77,5% (-73,8% no mês anterior).

Por regiões, o Alentejo deverá ter continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, face a outubro de 2019, com uma descida de 29,8% (-20,9% no mês anterior).

O INE destaca, ainda, o crescimento das dormidas de residentes no Algarve (subida de 4%), “que poderá ter estado relacionado com a realização de um evento desportivo neste mês na região”, referindo-se ao Grande Prémio de Portugal em F1, em Portimão, entre os dias 23 e 25 de outubro.

Quanto aos principais mercados emissores, a totalidade manteve decréscimos expressivos em outubro.

Em outubro, 29,9% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (24% em setembro), acrescenta o INE.

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