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Investimento espanhol em Ponte de Lima gera dois milhões de euros no segundo ano

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Uma empresa especializada em mobiliário de madeira, instalada em Ponte de Lima por um empresário espanhol, prevê faturar este ano dois milhões de euros, cinco vezes mais do que em 2014, quanto iniciou a laboração, exportando 90% da produção.

Segundo um dos administradores da fábrica, Jorge Pousada, as previsões para 2016 apontam para um crescimento da faturação na ordem dos 30%, bem como do número de postos de trabalho que poderá chegar aos 26.

O empresário, natural de Vigo, explicou que quando iniciou a produção, em maio do ano passado, a fábrica tinha 12 trabalhadores, e atualmente tem 18, a maioria recrutada em Ponte de Lima, e em municípios vizinhos.

O responsável, que falava aos jornalistas após uma visita à fábrica, promovida pela Câmara local, adiantou “estar à procura de novos investidores para apostar na ampliação da unidade, tendo em vista aumentar a capacidade de produção”.

Jorge Pousada “felicitou” a iniciativa da autarquia afirmando ser “importante para mostrar que os políticos estão dispostos a apoiar os investidores”.

“É necessário porque vemos que temos apoio. O investidor o que procura é rendimento e tranquilidade”, sustentou.

A Dream Argument está instalada na freguesia de São Pedro de Arcos, junto à Área protegida das Lagoas de Bertiandos, numa unidade que esteve desativada durante cerca de sete anos.

Trata-se de uma empresa de mobiliário de madeira em expansão, com especialidade em camas articuladas e estrados de madeira, que tem como principais mercados a Espanha (70% da produção), França, Itália e Alemanha.

Para o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vítor Mendes, a fábrica hoje visitada pelo executivo municipal “é um bom exemplo do reaproveitamento de uma unidade que estava desativada há vários anos”.

O autarca do CDS-PP adiantou que estes contactos têm como objetivo “ir ao encontro das preocupações e necessidades dos empresários”.

“É fundamental que os empresários percebam que o município está atento e que, acima de tudo, está disponível para os poder ajudar”, frisou.

“Infelizmente, em Portugal, apesar de avanços significativos, ainda há muita burocracia. O município é um ‘interface’ muito importante para poder estabelecer o contacto e o diálogo entre os empresários e as diversas entidades”.

Vítor Mendes sublinhou ainda “a estratégia de apoio que a autarquia tem dado às Pequenas e Médias Empresas (PME), por terem um papel muito importante, do ponto de vista da empregabilidade local”.

O autarca realçou também “o enorme esforço” feito pelo executivo municipal na criação de condições de atratividade do concelho, concedendo vários benefícios fiscais às empresas e aos cidadãos.

“Em Ponte de Lima abdicamos dos 5% do IRS, que significa abdicar de uma receita na ordem dos 854 mil euros. As empresas não pagam Derrama, temos baixos custos de serviços e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) está muito perto da taxa mínima, para além deste ano termos lançado o IMI Familiar”, apontou.

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