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Iniciativa Liberal aprova candidatura própria às autárquicas em Braga e Viana

Eleições autárquicas 2021

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Foto: Dr (arquivo)

A Iniciativa Liberal aprovou hoje a participação do partido em coligações autárquicas na Covilhã, em Matosinhos e em Olhão, e candidaturas próprias em municípios como Lisboa, Braga, Setúbal, Viana do Castelo ou Almada.

O comunicado divulgado no final do 14.º Conselho Nacional do partido não faz referência à Câmara do Porto, depois de na semana passada, em declarações à Lusa, o presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, ter assumido que esta é uma das “exceções previsíveis à regra” das candidaturas próprias nas autárquicas e revelado que tem havido contactos com o movimento de Rui Moreira.

No comunicado, refere-se que existem “algumas candidaturas em desenvolvimento”, tendo sido confirmada a intenção de avançar com listas próprias da IL em Almada, Braga, Felgueiras, Lisboa, Montijo, Oeiras, Viana do Castelo à Câmara e Assembleia Municipais (e várias freguesias), e em Portimão à Assembleia Municipal.

Na reunião de hoje, que decorreu em formato digital, o partido aprovou integrar uma coligação na Covilhã com PSD e CDS-PP, encabeçada por um independente, depois de os dois partidos terem divulgado na sexta-feira que o candidato à Câmara será o presidente da Federação de Desportos de Inverno, Pedro Farromba, enquanto o ex-secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, será candidato à Assembleia Municipal da Covilhã.

Em Olhão, o partido decidiu integrar uma coligação com o CDS-PP, PPM e MPT, para apoio a candidato independente.

A IL irá ainda dinamizar uma coligação com o partido Aliança em Matosinhos, com um cabeça de lista independente, cujo nome não é divulgado no comunicado.

“A Iniciativa Liberal aponta neste momento para alcançar presença num total de 50 candidaturas em municípios que representarão no território nacional mais de 60% da população”, refere o partido.

Quanto a candidaturas próprias, o Conselho Nacional da IL formalizou e aprovou candidaturas próprias, listas e programas em Cascais, liderada pelo engenheiro Miguel Barros, e em Setúbal, mas sem divulgar o nome do candidato, que será um independente, segundo fonte do partido.

No sábado passado, o fundador da Iniciativa Liberal Bruno Horta Soares foi apresentado como o novo candidato escolhido pela estrutura local do partido para encabeçar a lista à Câmara de Lisboa, substituindo assim Miguel Quintas que saiu da corrida autárquica “por motivos pessoais”.

Na Região Autónoma da Madeira, a IL confirmou candidaturas autárquicas no Funchal, Ponta do Sol e Santa Cruz, com o partido a remeter a divulgação dos nomes para os núcleos territoriais.

O partido fez ainda um balanço das eleições presidenciais, que contou com a participação do candidato Tiago Mayan Gonçalves, tendo sido “unânime o reconhecimento da Iniciativa Liberal pela coragem, trabalho e prestação” na representação dos valores liberais.

Foi aprovada, com uma abstenção, uma moção de “agradecimento e reconhecimento a Tiago Mayan Gonçalves pelo esforço, empenho e coragem demonstrados na sua candidatura à Presidência da República, contribuindo assim para uma maior divulgação dos ideais liberais em Portugal, com uma abstenção”.

O comunicado refere ainda que os conselheiros nacionais da IL debateram a questão do novo aeroporto de Lisboa, referindo que se tratou de um “debate rico” e que continuará a ser “aprofundado” pelas estruturas do partido.

“A defesa do dinheiro dos contribuintes, a boa gestão de investimentos públicos, o respeito por contratos assumidos e a possibilidade da respetiva renegociação, os impactos na coesão territorial, com foco na descentralização, e temas de segurança e ambientais, foram aspetos cuja salvaguarda as soluções técnicas e operacionais deverão assegurar”, refere a IL.

Os conselheiros elegeram Mariana Leitão como a nova presidente do Conselho Nacional da IL, substituindo no cargo Nuno Santos Fernandes, que o ocupava desde a função do partido.

O partido aprovou ainda as suas contas de 2020 e o Orçamento para o ano atual, que foi apresentado “com oobjetivo de habilitar o partido para continuar a crescer, com a frugalidade, a imaginação e a eficácia já demonstradas pela Iniciativa Liberal”.

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