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Alto Minho

Incêndio em Valença já ameaça aldeias, 250 operacionais no combate

Aldeia de Fontoura ameaçada pelas chamas

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Foto: Marisa Alves / Grupo "Operação Stop - Viana do Castelo"

O incêndio florestal que deflagrou na noite de quarta-feira, em Cerdal, Valença, permanece esta manhã com uma frente ativa que está muito próximo à aldeia de Fontoura.

(imagens: Rádio Vale do Minho)

 

No local estão 250 operacionais, entre bombeiros, sapadores florestais e militares da GNR. Mais de meia centena de viaturas e cinco meios aéreos ajudam no combate às chamas.

Fonte: Fogos.pt

O combate, comandado por Miguel Lourenço, comandante do corpo de bombeiros de Valença, foi reforçado com grupos de reforço (GRIF) vindas de todo o distrito e ainda do distrito de Lisboa, para além de Afocelca [sapadores florestais], GNR e Força Especial de Bombeiros.

Fonte: Fogos.pt

Fonte: Fogos.pt

Segundo fonte dos Bombeiros Voluntários de Valença, “o vento forte, os difíceis acessos e a exaustão do pessoal” são neste momento as principais dificuldades no combate às chamas.

“Durante a noite, algumas habitações estiveram em perigo, mas a esta hora não há casas em risco”, afirmou a fonte, referindo que o fogo teve início no lugar de Mosteiro, freguesia de Cerdal, tendo já alastrado às freguesias de Gondelim, Gondim e Fontoura.

Marco Domingues, Comandante Distrital da ANEPC de Viana do Castelo, aponta que “neste momento [10:45] não existem habitações em perigo”, embora a frente ativa se diriga na direção da aldeia de Fontoura, o que levou ao corte das estradas que dão acesso àquela população.

Foto: Filipe Alves / Grupo “Operação Stop – Viana do Castelo”

Foto: Filipe Alves / Grupo “Operação Stop – Viana do Castelo”

O fogo deflagrou na quarta-feira às 21:19, de acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Viana do Castelo

Acidente de viação na Bulgária mata jovem de Viana

Acidente terá envolvido um veículo ligeiro e um autocarro

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Foto: DR

Um português, oriundo de Viana do Castelo, morreu, esta segunda-feira, na Bulgária após um acidente de viação na província de Blagoevgrad.

Segundo o Jornal de Notícias, a vítima mortal é Nuno Barbosa, de 36 anos, residente em Meadela, naquele concelho do Alto Minho.

Com o português, viajavam mais duas pessoas que sofreram ferimentos. Uma fonte da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas avançou que, apesar das mazelas, se encontram ambas “fora de perigo”.

Na noite de terça-feira, nas redes sociais, a onda de luto e os votos de condolência aos amigos e família do condutor português multiplicavam-se.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros prestou já as devidas condolências à família do vianense tendo disponibilizado todo o “apoio nos procedimentos inerentes à realização dos exames forenses e à trasladação do corpo para Portugal”.

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Alto Minho

Minho e Galiza unem-se para melhorar previsões e aumentar segurança de portos

Instalação e aperfeiçoamento de radares de observação

em

Foto: DR / Arquivo

Entidades do Norte de Portugal e da Galiza uniram-se para, através da instalação e aperfeiçoamento de radares de observação, melhorarem a “capacidade das previsões atmosféricas” e com isso contribuírem para uma maior segurança dos portos e da população.

“Este projeto pode melhorar e muito a capacidade operacional dos portos”, disse, em declarações à Lusa, José Carlos Matos, responsável pela área da energia eólica do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), no Porto.

A parceria entre o INEGI e as várias entidades galegas surgiu há “quase 10 anos” no âmbito dos RAIA, projetos de observação oceânica de “média dimensão” que integram o Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) e que culminaram, agora, num projeto de maior enfoque: o “RADAR ON RAIA”.

Iniciada em julho de 2019 e financiado em mais de um milhão de euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), esta colaboração transfronteiriça visa “reforçar a capacidade de observação” e, com isso, “melhorar as previsões atmosféricas”.

“Quando falamos em capacidade de observação estamos a falar essencialmente de radares que nos permitem a observação de condições atmosféricas e de ondulação a uma distância elevada da costa”, explicou o responsável, adiantando que estas observações vão permitir “corrigir as previsões”.

“Ao juntarmos as observações às previsões atmosféricas, vamos poder corrigir as previsões e melhorar a sua precisão significativamente. Isto torna-se muito útil quando, por exemplo, uma autoridade portuária está a planear operações de entrada e saída de barcos”, exemplificou José Carlos Matos.

A monitorização das embarcações de pesca e de recreio, ou a organização de eventos náuticos são alguns dos exemplos e das aplicações que o projeto poderá vir a ter assim que as infraestruturas de observação oceânicas (rede de radares de alta frequência), já existentes na Galiza, começarem a ser implementadas no Norte de Portugal.

Segundo o responsável, além das duas torres de observação que já existem a sul da zona de Ovar, no distrito de Aveiro, e que vão auxiliar no processo de observação, está prevista a instalação, “até ao final do semestre”, de mais três torres meteorológicas nos portos de Aveiro, Leixões e Viana do Castelo.

“Estamos em processo de aquisição das torres e em negociações com as administrações dos portos, na tentativa de assegurar as condições logísticas necessárias para que operem sem problemas”, afirmou José Carlos Matos, fazendo referência àquela que é a tarefa do INEGI no âmbito desta colaboração transfronteiriça.

Além da criação da rede de torres, o INEGI vai desenvolver “modelos de assimilação”, tendo por base os dados provenientes dos radares, ou seja, das observações acerca de correntes, vento e ondulações, e as previsões meteorológicas, com vista à elaboração de “mapas em tempo real”.

À semelhança do INEGI, integram este projeto o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, que vai desenvolver “uma infraestrutura de dados para receber toda a informação”, e o Instituto Hidrográfico, que é responsável pela recuperação de radares e pela compra de equipamentos.

“Tudo isto está inserido numa lógica de segurança das pessoas e dos equipamentos. Depois há outros aspetos que não decorrem do projeto em si, mas que ele adquire, que é toda esta questão de conseguirmos alimentar as previsões com observações para serem mais precisas e que podem ter um sem número de aplicações a nível de domínios que não este do mar”, concluiu José Carlos Matos.

O “RADAR ON RAIA” – que tem como coordenador o Centro Tecnológico del Mar e como parceiros galegos o Instituto tecnológico para el control del medio marino de Galicia, a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas, o Organismo Público Puertos del Estado, a Universidade de Vigo e a Universidade de Santiago de Compostela – tem uma duração prevista de 36 meses, isto é, até 2021.

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Alto Minho

Espanhol detido em Monção era mentor de “terrorismo anarquista”

Vai cumprir pena de 30 anos

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Foto: DR

Uma operação conjunta das polícias de Espanha, Portugal e Itália conduziu à detenção de um “anarquista acusado de crimes de homicídio”, para cumprimento de uma pena de 30 anos de prisão, informou hoje o Corpo Nacional de Polícia de Espanha.

Em comunicado, a polícia espanhola, que identifica o detido, de 52 anos e nacionalidade espanhola, pelas iniciais G.P.D.S, refere que a detenção foi feita no sábado em Monção, no distrito de Viana do Castelo e destaca as suas “ligações ao terrorismo insurrecional anarquista” e “o amplo histórico criminal dentro e fora” de Espanha.

Na nota, a polícia espanhola especificou que “o homem foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades judiciárias de Espanha”, realçando a cooperação das autoridades policiais italianas que realizaram “buscas no seu país, com vista à detenção do homem”.

A polícia espanhola adiantou que as investigações decorrem desde meados de 2019, sendo que “as primeiras informações apontavam para a possibilidade de se encontrar escondido em Itália, por estar ligado ao terrorismo anarquista da F.A.I./F.R.I daquele país”.

A cooperação entre as polícias espanhola e italiana permitiu “descobrir que o homem residia na fronteira entre Espanha e Portugal”.

A colaboração com a PJ, adianta o Corpo Nacional de Polícia de Espanha, permitiu localização do homem e a sua detenção.

O mandado de detenção europeu foi emitido pelas autoridades judiciárias de Espanha por suspeita da prática dos crimes de homicídio, posse ilegal de armas, munições e explosivos, sequestro, roubo com recurso à força, roubo com violência, tráfico de drogas, extorsão e simulação de delito.

O arguido foi presente ao Tribunal da Relação de Guimarães e encontra-se agora em prisão preventiva a aguardar extradição.

Em 2004, em Espanha, o homem “protagonizou uma fuga à prisão, fugiu para a Alemanha onde foi detido após um confronto armado com as autoridades policiais daquele país”.

Cumprida a pena a que foi condenado na Alemanha, o homem foi repatriado para Espanha, tendo sido libertado pelas autoridades espanholas.

“Realizou conferências em todo o território espanhol sobre o movimento do terrorismo anarquista”, refere a nota.

Apesar de viver na “clandestinidade, para fugir à justiça, G.P.D.S. não parou de publicar escritos e manifestos em sítios na internet ligados ao terrorismo anarquista, autoproclamando-se líder do movimento.

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