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Alto Minho

Incêndio de Cerveira pode já ter chegado a Caminha

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O incêndio florestal que deflagrou sábado em Vila Nova de Cerveira está a cerca de cinco quilómetros do concelho vizinho de Caminha, tendo “já atravessado o rio Coura”, disse a proteção civil, por volta das 15:00 horas deste domingo.

Reportagem da SIC no local, antes da declaração das 15:00 horas

Em declarações, o segundo comandante distrital de Santarém, José Guilherme, responsável pelas operações de combate ao incêndio, explicou que a “nova progressão” foi provocada “por uma alteração de ventos”.

“O fogo acaba de passar o rio Coura e dirige-se para a freguesia de Arga de Baixo (Caminha), encontrando-se a cerca de quatro a cinco quilómetros dessa localidade”, disse o comandante, adiantando que o incêndio tem uma frente com cerca de dez quilómetros de extensão, mas que “no momento, não há habitações em risco ou ameaçadas pelas chamas”.

Segundo José Guilherme, o trabalho dos bombeiros tem sido “muito dificultado” por “vários condicionantes”, destacando “a falta de acessos, de ordenamento do território, da orografia do terreno, dos ventos que se fazem sentir na serra e das elevadas temperaturas e baixa humidade”.

O responsável escusou-se a fazer previsões sobre quando terá o fogo dominado.

O presidente da Câmara de Caminha disse que as duas corporações de bombeiros do concelho estão posicionadas no terreno para impedir a progressão das chamas.

“Já temos todos os efetivos dos bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora no terreno para fazer frente às chamas que além de Arga de Baixo ameaçam entrar em Vilar de Mouros”, explicou Miguel Alves.

O autarca adiantou também ter o responsável municipal da proteção civil a acompanhar a situação, e já ter contactado os presidentes de Junta das freguesias ameaçadas.

Segundo a informação disponível na página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o combate às chamas neste incêndio mobilizava às 15:00, cerca de 163 bombeiros, apoiados por 51 viaturas e quatro aviões, dois médios e dois pesados.

 

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Alto Minho

Violência Doméstica: BE quer conhecer iniciativas no Alto Minho de apoio a vítimas

579 participações do crime de violência doméstica, no distrito, contra cônjuge ou análogo

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Alexandra Vieira e José Maria Cardoso, deputados eleitos pelo círculo de Braga. Foto: Divulgação / BE

O Bloco de Esquerda entregou um requerimento na Assembleia da República que visa “aferir” as iniciativas desenvolvidas pelas câmaras municipais do distrito de Viana do Castelo de apoio às vítimas de violência doméstica, informou o partido.

No documento, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda afirma que “a violência contra as mulheres é uma forma de discriminação e uma violação de direitos humanos, constituindo o principal problema de segurança pública em Portugal”.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), em 2018, no distrito de Viana do Castelo, ocorreram 579 participações do crime de violência doméstica contra cônjuge ou análogos.

“A violência contra as mulheres e crianças constitui uma realidade sobre a qual é premente intervir, sendo fundamental mobilizar todos os agentes e as câmaras municipais que desempenham, aqui um papel essencial”, acrescentam.

No requerimento entregue no parlamento, os deputados do Bloco de Esquerda querem saber “quais as diligências que estão previstas, designadamente na disponibilização de habitação para vítimas de violência doméstica e seus filhos e filhas, bem como na criação de mais casas abrigo e acolhimentos de emergência”.

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Alto Minho

Diversidade e investigação dão mote a criações para Bienal de Cerveira de 2020

“O Complexo Espaço da Comunicação pela Arte”

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Foto: Divulgação

“Diversidade – Investigação. O Complexo Espaço da Comunicação pela Arte” é o tema da XXI Bienal de Vila Nova de Cerveira que vai decorrer de 10 de julho a 13 de setembro, anunciou, esta quarta-feira, a fundação que organiza o evento.

Em comunicado, a Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) anunciou ainda a abertura do concurso internacional destinado a artistas de todo o mundo que, até 11 de fevereiro, podem apresentar as suas criações artísticas ao evento que decorre, desde 1978, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

“Cada concorrente deverá apresentar, para além das obras a concurso, um ‘portfolio’ da sua carreira artística, um currículo e uma memória descritiva, estando prevista a atribuição de 20 mil euros nos Prémios Câmara Municipal (Aquisição)”, especifica a nota.

Em 2018, a FBAC recebeu 437 candidaturas ao concurso internacional, num total de 717 obras de artistas oriundos de 43 países.

A edição do próximo ano, adiantou, “manterá o formato adotado desde a primeira edição, em 1978, um local de encontro, debate e investigação de arte contemporânea, num programa concertado com o ensino superior das artes a nível europeu”.

“Seguindo a tradição desde o seu início, a FBAC promoverá atividades conducentes à aproximação e participação de públicos oriundos de Portugal e de outros países, numa missão de integração da região norte na cultura universal, como forma de desenvolvimento e bem-estar destas populações, com os olhos postos num futuro cada vez mais tecnológico”, afirmou o diretor artístico do evento, Cabral Pinto, citado na nota hoje enviada à imprensa.

A candidatura para o financiamento da Bienal de 2020 foi excluída do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 da Direção-Geral das Artes.

Aquela candidatura foi uma das cinco consideradas elegíveis para apoio pelo júri do concurso, mas para as quais não foi atribuído financiamento, o que gerou forte constatação por parte das autarquias do Alto Minho e de diferentes partidos com representação parlamentar.

Em 2018, a bienal mais antiga da Península Ibérica, decorreu entre 15 de julho e 16 de setembro, e recebeu cem mil visitantes. A 20.ª edição apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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Alto Minho

Apreendidas mais de duas mil doses de droga após 28 buscas em Viana, Caminha e Cerveira

Sete detidos, oito identificados

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Foto: Divulgação / GNR

Cinco homens e duas mulheres, com idades entre os 24 e os 58 anos, foram detidos, esta terça-feira, por suspeitas de tráfico de estupefacientes, em três concelhos do Alto Minho, avançou hoje a GNR.

Depois de uma investigação que durava já há um ano, os militares procederam  a 20 mandados de busca domiciliária nos concelhos de Caminha, Viana e Cerveira. Realizaram, ainda, oito buscas em veículos.

Na operação foram apreendidas 1.028 doses de cocaína, 1.054 doses de haxixe, 224 doses de canábis, oito doses de MDMA, euas balanças de precisão, euas estufas, uma arma branca, 18 telemóveis, eois computadores portáteis, 10.675 euros em numerário, uma embalagem de bicarbonato de sódio, várias facas de corte  e diverso material relacionado com o trafico de estupefacientes.

Cinco dos detidos permanecem nas instalações da GNR para serem presentes, esta quarta-feira, ao Tribunal Judicial de Viana do Castelo. Os outros dois detidos, juntamente com outros oito identificados na operação, foram constituídos arguidos.

Esta ação, para além do efetivo do Comando Territorial de Viana do Castelo, contou com o reforço dos Comandos Territoriais do Porto e Braga, da Unidade de Intervenção e da Polícia de Segurança Pública

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