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Hospitais devem adiar atividade cirúrgica programada normal ou prioritária

Covid-19

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A ministra da Saúde enviou hoje um despacho aos hospitais para suspender a atividade não urgente e proceder ao adiamento da atividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária desde que não implique risco para o doente.

O despacho “entra em vigor imediatamente e produz efeitos até 31 de janeiro 2021, sem prejuízo da possibilidade de renovação”, refere o documento, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o documento, os hospitais devem passar os seus Planos de Contingência para o nível máximo e proceder à sua revisão e expansão, de forma a maximizar a resposta da capacidade hospitalar à situação epidemiológica local, regional e nacional, em articulação com a Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva (CARNMI) e as Administrações Regionais de Saúde respetivas.

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde devem também “suspender a atividade assistencial programada não urgente que possa reverter em reforço de cuidados ao doente crítico, desde que tal suspensão, pela sua natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação grave do seu prognóstico e/ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância, designadamente no âmbito do acompanhamento da gravidez, exacerbação das doenças crónicas ou outros”.

Outra medida referida no despacho é o “diferimento de atividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária”.

Recolhimento domiciliário para todos, multas mais pesadas e escolas abertas

O despacho determina ainda a alocação de meios humanos para a Medicina Intensiva, de modo a maximizar a capacidade de resposta nesta área, em conformidade com a suspensão e diferimento de atividade assistencial efetuada, mediante proposta da CARNMI e sempre em articulação com a direção clínica de cada unidade”.

“O surgimento e a propagação do vírus SARS-CoV-2 em Portugal determinou a necessidade de assegurar a prevenção, contenção, mitigação e tratamento da covid-19, através da adoção de um conjunto de medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia”, refere o documento.

Sublinha ainda que, à data, Portugal regista uma taxa de notificação acumulada a 14 dias acima dos 900 casos por 100.000 habitantes e um número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, medido em função do tempo, R(t), superior a 1.

“Estes fatores colocam o sistema de saúde, e em particular o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sob elevada pressão, em especial no internamento hospitalar”, salienta.

Na primeira semana de 2021, foi atingido o número máximo de internamentos por COVID-19 nas instituições do SNS, desde o início da pandemia.

“Considerada a atual situação epidemiológica, a ocupação de camas de enfermaria e de cuidados intensivos e a necessidade de garantir resposta a uma procura que se prevê crescente, importa assegurar a mobilização de todos os profissionais de saúde habilitados a uma resposta alinhada com a procura de cuidados observada”, salienta Marta Temido no documento.

Esta mobilização revela-se “particularmente importante na área da Medicina Intensiva, tendo em vista a maximização do reforço de meios realizado, designadamente através dos programas de financiamento centralizado vertical de aquisição de ventiladores, de capacitação de infraestruturas.

O documento sublinha que “a atual evolução da pandemia impõe a maximização da capacidade instalada, designadamente através da revisão e expansão dos Planos de Contingência na área da Medicina Intensiva, alocando os profissionais de saúde necessários à prestação de cuidados ao doente crítico, ainda que, para o efeito, seja necessário suspender a atividade assistencial programada que não coloque o utente em risco de vida ou de grave prejuízo atendendo à sua prioridade clínica”.

Portugal registou hoje 156 mortos relacionados com a covid-19 e 10.556 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores diários mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Rui Rio pede a Costa para encerrar escolas já na quinta-feira

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, pediu hoje ao primeiro-ministro, António Costa, que encerre as escolas, a partir de quinta-feira, como forma de conter a epidemia de covid-19.

“Faço-lhe um apelo público para que determine o encerramento das escolas” a partir de quinta-feira, escreve Rui Rio, em comunicado, no seguimento das notícias de que Costa “vai repensar, ainda hoje, a questão das aulas presenciais”.

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Suíça volta a colocar viajantes de Portugal em quarentena obrigatória

Covid-19

Foto: DR

Portugal voltou a entrar para a ‘lista de países de risco’ da Suíça, sendo por isso obrigatória a quarentena durante dez dias para quem viaje do nosso pais para aquele território europeu.

O anúncio foi feito hoje pelo Gabinete Federal de Saúde e entrará em vigor a partir de 01 de fevereiro. Mesmo quem tenha teste negativo para apresentar à chegada, será sujeito ao período de dez dias de isolamento obrigatório. O incumprimento vale uma multa de 9.350 euros.

Para além de Portugal, outros países como França e Itália também estão na lista. Em comum, todos estes países, incluíndo Portugal, registam novas infeções acima da média definida pelas autoridades europeias por cada 100 mil habitantes ao longo dos últimas 14 dias e excedem os números da Suíça por mais de 60%.

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Encerramento das escolas decidido “entre hoje e amanhã”, diz Marcelo

Covid-19

Foto: Dr / Arquivo

O Presidente da República anunciou que a decisão de fechar ou manter as escolas abertas pode ser anunciada entre hoje e amanhã, face ao aumente de números da pandemia e à prevalência da variante detetada no Reino Unido.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita a escolas, esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa deu conta de “dados relevantes” acerca da “variante britânica e o efeito da disseminação social” nas escolas, pelo que poderá existir uma reavaliação de urgência.

Casos da variante inglesa a “aumentar significativamente” em Portugal. Maioria são no Norte

“Éé uma questão que se vai colocar entre hoje e amanhã”, disse o PR, após questão de um aluno do liceu Pedro Nunes.

Governo vai reunir ainda hoje de urgência com epidemiologistas para avaliação das medidas

Recorde-se que Marta Temido vai reunir esta quarta-feira com epidemiologistas e essa questão estará em cima da mesa. Na quinta-feira, será a vez do Conselho de Ministros reunir para reavaliar essa medida.

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