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Barcelos

“Here you go”: Barcelenses Sensible Soccers no cartaz do festival holandês Eurosonic

Escolha foi feita pela rádio portuguesa Antena 3

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Foto: Facebook de ESNS (2013)

Os barcelenses Sensible Soccers vão atuar em janeiro no festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen, na Holanda, foi anunciado, na terça-feira.


A organização anunciou, no ‘site’ oficial, as primeiras 33 bandas e artistas do cartaz, escolhidas por várias rádios nacionais europeias. Em Portugal, a escolha cabe à Antena 3. Além disso, foi anunciada a presença de quatro artistas e bandas da Suíça, o país em foco na edição de 2020.

OS Sensible Soccers, de Barcelos, editaram em março deste ano o terceiro álbum, “Aurora”. Em edição de autor com o apoio da GDA, “Aurora” foi gravado em residência na Casa do Soto, em Arouca.

Os Sensible Soccers, cuja discografia inclui ainda “8” e “Villa Soledade”, são Hugo Gomes (teclados), Manuel Justo (teclados e sintetizador) e André Simão (baixo e ‘drumpads’).

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Barcelos

Trabalhadores das cantinas escolares de Barcelos manifestam-se em frente à Câmara

Contra precariedade dos contratos

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Foto: Imagem Porto Canal

Os trabalhadores das cantinas das escolas EB 2,3 e Secundárias de Barcelos fizeram hoje greve e manifestaram-se frente à Câmara local, num protesto relacionado sobretudo com os contratos a termo incerto impostos pela empresa concessionária do serviço de refeições.

“Trabalho nisto há 16 ou 17 anos, sempre numa incerteza muito grande, mas ao menos até aqui tínhamos contratos a termo certo, fossem de três meses ou nove meses. Este ano é para esquecer, a qualquer momento podemos ir para a rua”, criticou Maria Martins, que trabalha na cantina da Escola Secundária de Barcelos.

Sandra Santos, trabalhadora na cantina da Secundária Alcaides Faria, também não escondia a sua revolta pela “situação de incerteza” e de precariedade decorrente dos contratos a termo incerto.

“Fazem-se valer da covid-19 [para impor aqueles contratos], mas eu acho que é precisamente por estarmos na situação em que estamos, de verdadeira calamidade, que nos deviam dar mais estabilidade”, apontou.

Segundo Nuno Coelho, do Sindicato da Hotelaria do Norte, em causa estão 38 trabalhadores das nove escolas EB 2,3 e Secundárias do concelho de Barcelos, tendo a adesão à greve sido “praticamente de 100%”, pelo que “as cantinas estão fechadas”.

“Com estes contratos, a empresa [Uniself] pode despedir a qualquer momento. O que nós exigimos é que os contratos sejam, no mínimo, para o ano letivo inteiro”, referiu.

Disse ainda que o sindicato reivindica igualmente o aumento da carga horária para “pelo menos” 25 horas semanais, a contratação de todos os trabalhadores que trabalharam no ano letivo anterior, reposição de todos os direitos que vigoraram no ano letivo anterior e aumentos salariais “dignos e justos”.

O pagamento dos direitos dos trabalhadores decorrentes da cessação do contrato de trabalho do ano letivo anterior, que em alguns casos pode ascender a 500 euros, é outra das reivindicações.

O sindicato diz que a Câmara de Barcelos fez o concurso público para o pessoal das cantinas, mas “não teve em conta os direitos dos trabalhadores”, designadamente categorias, carga horária e rácios de pessoal.

Por isso, quer que a Câmara “não dê cobertura às ilegalidades da empresa e interceda na defesa” dos direitos dos trabalhadores.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Barcelos já enjeitou responsabilidades, referindo que no caderno de encargos relativo ao concurso público de fornecimento de refeições escolares estão especificadas as obrigações contratuais por parte do adjudicatário, nomeadamente quanto à integral execução dos serviços e quanto aos recursos humanos necessários.

“Assim, compete à empresa Uniself S.A., vencedora do concurso público para fornecimento de refeições escolares, no cumprimento das obrigações a que está sujeita pelo caderno de encargos, responder a todas as questões relacionadas com os recursos humanos no âmbito do contrato em vigor”, acrescenta.

A Lusa contactou a Uniself, que remeteu para mais tarde eventuais declarações.

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Barcelos

JOM abre nova loja em Barcelos na quinta-feira

Economia

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Foto: Divulgação / JOM Barcelos

A JOM, cadeia portuguesa de artigos para o lar, abre a nova loja em Barcelos na próxima quinta-feira, 22 de outubro, que representa um investimento de três milhões de euros. A abertura ao público será às 10:00, seguindo as recomendações da Direção Geral de Saúde. E, para assinalar a data, a JOM realizará, de 22 a 26 de outubro, a promoção Oferta do Valor do IVA, válida em todas as lojas JOM e em jom.pt.

A nova loja, localizada na Rua Dr. Aires Duarte, em Arcozelo, tem uma área próxima dos 3.000 metros quadrados, que se estende ao longo de dois pisos e parques de estacionamento coberto e exterior gratuitos para os clientes.

Segunda a empresa, “trata-se de uma loja moderna, de proximidade, e com disposição para que o cliente vivencie uma experiência de compra ímpar, percorrendo todo o espaço e conhecendo a variedade de artigos” comercializados pela marca portuguesa.

A nova loja vem substituir a anterior localização no concelho barcelense, que era na freguesia de Adães, a cerca de seis quilómetros do centro da cidade.

Tendo nascido pela mãos do empresário vimaranense Joaquim Oliveira Mendes, a JOM comercializa produtos para o lar, como móveis, sofás, colchões, eletrodomésticos, decoração, têxteis e artigos de iluminação.

Nas mais de duas dezenas de lojas físicas em território nacional e na operação online, a empresa faturou mais de 45 milhões de euros em 2019.

A marca nacional tem como principal fornecedor a JOM Indústria, que produz mobiliário para ser comercializado nas lojas JOM.

JOM abre nova loja em Barcelos no fim do verão e aceita candidaturas

A JOM é uma empresa 100% portuguesa com mais de 20 anos no mercado que tem como base “um conceito diferente e inovador de reunir no mesmo espaço” vários artigos para o lar.

“Nas nossas lojas dispomos de um variado leque de móveis, sofás, eletrodomésticos, decoração, iluminação, utilidades e têxteis-lar. O nosso objetivo é oferecer uma variedade de soluções para diferentes gostos, estilos e tendências, desde as linhas mais modernas e de vanguarda, até aos clássicos e rústicos sempre intemporais”, descreve a empresa.

A JOM está representada em 23 cidades do país, entre as quais Viana do Castelo, Guimarães e Braga e aponta agora para Caldas da Rainha, onde irá abrir uma loja, em novembro deste ano, de modo a alargar a sua rede para 24 lojas.

Notícia atualizada às 11h07 com mais informação.

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Barcelos

Pedro Gomes Pato, o artista de Barcelos que pinta seixos pelo ambiente

Em exibição numa praia perto de si

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Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

Nos últimos tempos, seixos pintados com desenhos ou mensagens na praia de Cepães, em Esposende, têm atraído a atenção de quem tem passado no local. E têm sido muitos os admiradores daquela arte que têm partilhado fotografias nas redes sociais. A discreta assinatura “PGP” nas pedras é de Pedro Gomes Pato, artista de Barcelos, que através da arte transmite a sua preocupação ambiental.

“Fiz aquilo com o intuito de passar uma mensagem”, começa por contar a O MINHO. “Sou interventivo. Nada me passa ao lado: os problemas sociais, os problemas ambientais. E acho que, conforme vou ficando mais velho, mais consciência consigo ter das coisas. Não sou extremista ou ambientalista radical, o que eu quero é minimizar o meu impacto cá na terra. Não consigo evitar ver um plástico na praia e não o apanhar, porque sei que quando vier a maré o vai levar para o mar”, acrescenta.

Foto: Fátima Lemos

Pedro Gomes Pato é pintor e, desde 2014, tatuador, com loja na Rua Tenente Valadim, em Barcelos. Artista polivalente, é também baterista e um veterano da cena rock barcelense, onde integrou bandas como Urbanus e Barulhos do Cheiro. Neste momento, está a trabalhar num projeto a solo caseiro em que toca baixo. “Como gosto de escrever poesia, faço letras e ando a compor uns temas que, um dia, espero ter uns amigos para me acompanha”, revela em conversa com O MINHO.

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

Relativamente aos seixos pintados, que têm causado sensação, o artista conta que tem “muito o hábito de ir à praia refletir”, sobretudo praias “mais isoladas” e com “muita pedra”, como é Cepães. E então surgiu a ideia: “Porque não deixar aqui algumas mensagens? Porque, mais não seja para o ano, as pessoas vêm para aqui, isto vai encher e vão começar a vê-las”.

Além das “mensagens mais ambientalistas”, Pedro Gomes Pato também gosta de colocar “poesia” nas pedras. O seu interesse é que quem as encontre reflita e ganhe consciência ambiental.

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

Também faz desenhos nos seixos, esperando que as pessoas levem para casa e se questionem “quem é o artista”. “Já fui três ou quatro vezes à praia e deixei várias [pedras pintadas]. Os desenhos as pessoas vão levar, as mensagens as pessoas vão ler”, aponta.

Foto: Pedro Gomes Pato

“Quando fiz os seixos, fiz para todos. Quem quiser levar, leva. É como o meu espírito me diz. Quero chegar ao próximo verão e que as pessoas tenham lá muita coisa para descobrir. Vai ser engraçado ver as pessoas a tentar encontrar um desenho meu”, antecipa Pedro Gomes Pato, admitindo ter sido “uma surpresa” as muitas reações que os seixos pintados causaram.

Seixos com mensagens anónimas em praia de Esposende

Presença assídua na praia de Cepães, Pedro Gomes Pato também dá asas à sua criatividade de outras formas, como na escultura, recriando a figura do pensador com pedras, o que sempre lhe deu um “bom feedback”.

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

Foto: Pedro Gomes Pato

“As pessoas param e tiram fotografias e quando me apanham a fazer dão os parabéns. Nas redes sociais também tinha um bom feedback através das minhas publicações. Gosto de mostrar o que faço”, afirma o multifacetado artista, que nas suas idas à praia também tem o hábito de apanhar lixo. “Já apanhei mais de uma tonelada num ano, sozinho, em passeios de uma hora”.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

Em relação aos seixos, assumindo que “não é uma ideia que é exclusiva” sua, pretende continuar a fazer “as pessoas refletirem”. “Vou continuar, porque a minha forma de tentar transmitir as coisas às pessoas é através da arte. Se estou bem ou mal, faço o que sinto”, conclui.

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