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Governo garante hospitalização domiciliária em todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde em 2021

Ministério da Saúde assinou compromissos com 18 hospitais para implementação da medida

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Foto: Divulgação / PS

A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu, esta terça-feira, que todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão ter resposta de hospitalização domiciliária “no máximo em 2021”.


“Garantidamente, num horizonte de dois anos, ou seja, no máximo em 2021, teremos a possibilidade de ter esta reposta em todos os hospitais” do SNS, disse a ministra aos jornalistas, à margem de uma sessão de trabalho sobre hospitalização domiciliária a decorrer em Beja.

Segundo a ministra, 25 hospitais do SNS já têm hospitalização domiciliária, dez vão passar a ter “garantidamente” este ano e os restantes terão em 2021.

O “objetivo” do Governo é que “a hospitalização domiciliária como resposta seja uma realidade em todos os hospitais” do SNS, frisou, referindo que, “depois, há especificidades que resultam da própria vocação do hospital”, como são os casos dos institutos de oncologia e dos hospitais especializados, nomeadamente os psiquiátricos.

“Mas, o objetivo muito concreto é garantir que os 25 hospitais que hoje já temos com hospitalização domiciliária são acompanhados pelos demais hospitais do SNS”, disse, referindo que o primeiro esforço é a contratação e a formação de recursos humanos e o segundo é a harmonização das formas de trabalho e registo.

“É um trabalho de robustecimento de uma resposta que temos a certeza é a melhor para os portugueses, porque, havendo condições da pessoa e da doença, quem é que não prefere ser tratado em casa?”, questionou.

A ministra frisou que “a grande preocupação é garantir que há uniformidade nas repostas”, porque deseja que, “cada vez mais, seja possível fazer hospitalização nas casas das pessoas, quando isso seja seguro, eficaz e a situação e a patologia do utente tenham essa indicação”.

Marta Temido lembrou que “uma das apostas” do Orçamento do Estado para este ano na área da Saúde é “o alargamento da hospitalização domiciliária a mais dez” hospitais e, para tal, “há uma verba de mais de um milhão de euros prevista para a contratação de recursos humanos apenas para estas equipas”.

Na sessão desta terça-feira, o Ministério da Saúde assina compromissos com 18 hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde para implementação da resposta de hospitalização domiciliária.

Questionada pelos jornalistas sobre o futuro do Hospital de Loures, gerido por uma parceria público-privada renunciada no sábado por decisão do Governo, a ministra disse que o contrato está “desatualizado” e precisa de ser revisto e “o contorno exato” da solução do Governo “será partilhado com todos dentro de mais alguns dias”.

A ministra explicou que “as condições para a renovação do contrato eram manter um contrato exatamente igual”, que, apesar do “bom desempenho do parceiro privado”, tem aspetos que “já não respondem às exigências atuais” e, por isso, a decisão tomada pelo Governo foi “a de não renovar aquele contrato com aqueles requisitos, características e especificidades”.

“É fácil de perceber, numa área como a saúde, com a dinâmica e a evolução que tem, que, oito anos depois, um contrato esteja desatualizado e a precisar de ser revisto. É isso que iremos fazer”, disse.

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Apenas menos de 10% da população desenvolve anticorpos contra doença

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Uma percentagem média inferior a 10% da população desenvolveu anticorpos contra a covid-19, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje divulgados, que concluem que “a maior parte da humanidade ainda é suscetível à doença”.

A diretora técnica da OMS para a organização do estudo da covid-19, Maria Van Kerkhove, esclareceu hoje, citada pela agência noticiosa Efe, que existem centenas de estudos de soroprevalência com resultados muito diferentes e que, “por isso, é difícil chegar a conclusões categóricas, mas em princípio mostram que mais de 90% dos indivíduos permanecem livres de anticorpos”.

“Analisando estes casos coletivamente, parece que menos de 10% das pessoas mostram evidências de terem sido infetadas. Então a maioria do mundo ainda é suscetível e todos os tipos de ações continuam a ser aplicadas para prevenir o contágio”, respondeu a especialista, numa ronda de perguntas de internautas nas redes sociais.

A especialista norte-americana esclareceu que em alguns estudos com trabalhadores da saúde foram detetados percentuais mais elevados de pessoas com anticorpos, entre 20% e 25%, e em algumas áreas específicas, como por exemplo nos subúrbios de alguns países, foram obtidas soroprevalências superiores a 40%.

Van Kerkhove também indicou que existem resultados diferentes nos testes de medição da resistência desses anticorpos, uma vez que algumas investigações mostram que sua eficácia contra o vírus diminui após um certo tempo, enquanto outras indicam que não varia.

“Em qualquer caso, com outros coronavírus que causam constipações, SARS ou MERS, está provado que os anticorpos não são permanentes, então isso também pode ocorrer com a covid-19”, concluiu a especialista.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Quarentena e teste covid para quem viaje de Lisboa para a Alemanha

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A Alemanha acrescentou hoje a Área Metropolitana de Lisboa à lista de regiões de risco devido ao aumento de infeções por covid-19, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros germânico.

Portugal figura na lista alemã para viajantes que regressem da região da Área Metropolitana de Lisboa.

Além da Área Metropolitana de Lisboa, capital de Portugal, o ministério incluiu na sua ‘lista vermelha’ regiões de países como França, Dinamarca, Irlanda, Croácia, Países Baixos, Áustria, Roménia, Eslovénia, Hungria e República Checa, noticia a agência AFP.

Isto significa que os turistas que regressam destes territórios são obrigados a realizar teste à covid-19 e permanecer em quarentena enquanto aguardam o resultado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em informação publicada no seu sítio na internet, desaconselha ainda “viagens turísticas não essenciais” àquelas regiões, onde o número de novas infeções ultrapassa o limite de 50 casos por 100 mil habitantes em sete dias.

As autoridades alemãs multiplicaram nas últimas semanas os avisos sobre viagens para países europeus, devido a esse aumento de casos.

Espanha, um dos destinos preferido dos turistas alemães, também está na lista de países a serem evitados.

Considerada um modelo na gestão da pandemia de covid-19 na Europa, a Alemanha também está em alerta devido ao ressurgimento de novas infeções nas últimas semanas, que estão a ser ligadas ao regresso de turistas.

A região da Baviera está a ser particularmente afetada e já foram anunciadas restrições em Munique, onde o uso de máscara em parte do centro da cidade passa a ser obrigatório na quinta-feira.

O Instituto Robert Koch relatou hoje 1.769 novos casos nas últimas 24 horas e mais 13 mortes, registando-se agora um total de 9.409 vítimas mortais na Alemanha desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.882 mortos, mais de 409 mil casos), seguindo-se Itália (35.758 mortos, mais de 302 mil casos), França (31.338 mortos, mais de 458 mil casos) e Espanha (31.034 mortos, mais de 693 mil casos).

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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José Avillez é o único português na lista dos 100 melhores ‘chefs’ do mundo

Cozinha

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Foto: DR / Arquivo

O português José Avillez alcançou a 70.ª posição na lista dos 100 melhores ‘chefs’ do mundo, cujo primeiro lugar foi atribuído ao dinamarquês René Redzepi (‘Noma’, Copenhaga, duas estrelas), anunciou esta quarta-feira a organização dos ‘The Best Chef Awards’.

José Avillez, ‘chef’ do ‘Belcanto’, duas estrelas Michelin, em Lisboa, e de cerca de uma dezena de outros restaurantes em Portugal e no Dubai, conquistou a 70.ª posição, um lugar atrás do austríaco Hans Neuner (‘Ocean’, duas estrelas Michelin, Porches, Algarve).

O português Henrique Sá Pessoa (‘Alma’, Lisboa, duas estrelas), estava nomeado, mas não integrou a lista final.
O título de Melhor Cozinheiro foi atribuído ao dinamarquês René Redzepi, seguido de Björn Frantzén (‘Frantzén’, Estocolmo, três estrelas), que tinha sido o vencedor da edição do ano passado.

Em terceiro lugar ficou o norte-americano Dan Barber (‘Blue Hill at Stone Barns’, Tarrytown, duas estrelas, e ‘Blue Hill’, Nova Iorque, uma estrela).

Também com restaurantes em Portugal, os espanhóis Martin Berasategui (‘Fifty Seconds’, Lisboa, uma estrela) e Eneko Atxa (‘Eneko Lisboa’) ficaram, respetivamente, em 37.º e 17.º lugares.

A edição deste ano foi realizada em formato virtual, com a organização a divulgar os distinguidos ao longo do dia, através das redes sociais.

A distinção, criada pelo italiano Cristian Gadau e pela empresa TBC MediaCorp, pretende dar destaque ao cozinheiro em detrimento do restaurante, e a seleção dos nomeados parte de “parceiros independentes” da plataforma.

O prémio ‘Lenda’ foi atribuído ao francês Michel Bras, do restaurante ‘Le Suquet’, que conquistou três estrelas Michelin em 1999 e que saiu do guia, em 2018, a pedido do filho, Sébastien Bras.

O brasileiro Rafa Costa e Silva (‘Lasai’, Rio de Janeiro, uma estrela), venceu o prémio ‘Followers’ (‘Seguidores’ nas redes sociais), enquanto a conterrânea Manu Bufarra (‘Manu’, Curitiba) recebeu a distinção ‘Rising Star’ (‘estrela em ascensão’).

O prémio relativo à Ciência, destinado ao cozinheiro que se destaque na investigação, técnicas experimentais e transformação, foi para o ‘chef’ Rasmus Munk (‘Alchemist’, Copenhaga, duas estrelas).

A votação coube aos cozinheiros do ‘ranking’ do ano passado e aos novos candidatos deste ano, somando-se ainda os votos de “uma seleção de profissionais culinários, fotógrafos e amantes da cozinha”.

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