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Famalicão: A comida cozinhada no pote do chef Renato mata uma fome de tempo

Reportagem

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

É a dois passos do restaurante Ferrugem, no alojamento local Casa Ana Monteiro, na freguesia de Portela, em Famalicão, que o chef Renato Cunha destapa o seu mais recente projeto: comida em potes de ferro e cozinhada em lume de lenha.


Esta é uma receita intimista, que se voltará a repetir a 12 e 26 de setembro e que “pretende trazer à memória um sabor e um sentir tantas vezes longe dos quotidianos”, explicou a O MINHO, que lá esteve em reportagem.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO 

À chegada da casa que pertenceu à bisavó da esposa, Anabela Rodrigues Cunha, o lume vai alto e começam a acusar-se algumas brasas. Os potes em círculo e uma mesa de madeira formam os limites de um percurso onde Renato, num vai e vem constante, faz nascer uma atmosfera de cheiros que nos transportam.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No pote maior fervem congros e santolas acompanhados de um ramo de coentros e outros mais que o mar presenteia. No pote médio os galos de raça amarela fundem-se com o louro e dão voltas até atingirem uma maciez impensada. Para o pote pequeno estão reservadas uma feijocas ainda a crescerem na água e para os outros esperam-se ingredientes vários, que esta comida quer-se lenta e conversada.

O cepo ali ao lado e o machado convidam a puxar pela força. “Quem quer rachar uma lenha?”, atira o chef e ri, dando o exemplo. Em tudo esta é a postura que Renato adopta: a de fazer, a de explicar todos os detalhes, a de convidar a fazer parte e a de repetir com pormenor como se faz porque “é uma honra que me imitem, mas façam-no bem”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Enquanto as colheres de pau se relacionam cada uma com o seu respetivo pote em voltas sonoras tal qual um ritual de sedução, testa-se a mestria de apanhar figos. Com uma cana comprida e um caneco esmaltado preso na sua extremidade é tarefa de paciência retirar a esta árvore centenária cada um dos seus filhos de vivo roxo e polpa suave. Ao fim de algum tempo podemos ficar no privilégio de os misturar com broa de milho e deliciarmo-nos num fim de tarde que o sol permite.

O tomate Coração de Boi, a fazer jus ao que é, rende-se a ser despedaçado e segue em metades para se misturar com a flor de sal e o vinagre e em cubos para se somar à caldeirada de cabrito que num pote descansado espera que a noite se adense.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os que vão chegando cumprimentam o chefe sem os gestos próximos que a atualidade obriga, mas com o afeto de quem chega a uma casa familiar num fim de tarde afeiçoado e nostálgico. Perguntam o que será o jantar, bebericam as escolhas líquidas que Renato aconselha e dispõem-se num hemiciclo que deixa os potes serem palco.

Pelas mãos do chef, as tigelas e os pratos, até então de um branco imaculado, são invadidos por uma onda sinestésica e faltam-nos sentidos para guardar com permanência o quanto esta comida nos alimenta.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Com a noite já assumida e numa fogueira morosa o último pote promete uma aletria dourada onde o perfume do limão é quem mais ordena. Sai cremosa e, de colher em colher, passeia-se por todos, repete-se, faz-se desejar.

O pote, se assim pudermos chamar a este projeto, mata uma fome de tempo, deixa-nos de olhos cerrados num regresso ao conforto, ao genuíno e ao autêntico.

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Ave

Greve de trabalhadores encerra quatro cantinas escolares em Fafe

Contra vínculos precários

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

Quatro cantinas escolares do concelho de Fafe estão encerradas, esta segunda-feira, devido à greve de âmbito nacional das cozinheiras contra vínculos precários e exigindo o reforço do pessoal.

No concelho de Fafe, encontram-se encerradas as cantinas das escolas Carlos Teixeira e EB 2,3 de Silvares São Martinho, do Agrupamento de Escolas Carlos Teixeira, e as de Montelongo e EB 2/3 Padre Joaquim Flores em Revelhe, do Agrupamento de Escolas de Montelongo.

Em greve encontram-se 14 funcionárias da Uniself, empresa que estas consideram não estão a cumprir o caderno de encargados assinado com a DGEsTE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares).

“Queremos um contrato de início ao final do ano letivo e não um contrato com termo incerto, como eles nos querem pôr a assinar, porque a termo incerto a qualquer altura vamos embora e não foi isso que eles assinaram no caderno de encargos com a DGEsTE”, refere a O MINHO Paula Freitas, cozinheira da escola de Montelongo.

“Queremos mais pessoas, porque metade das nossas colegas do ano passado não foram chamadas. Resumindo, estamos com o mesmo número de refeições do ano passado, mas com metade do pessoal”, critica Paula Freitas.

“Queremos, no fundo, que a empresa cumpra com o caderno de encargos que assinou com a DGEsTE no início do ano letivo”, salienta, lamentando a falta de resposta da empresa. “Chegou ao ponto de não nos atenderem. Ninguém nos dá uma justificação”, realça.

Empresa justifica com pandemia

Em comunicado, a Uniself afirma que, “ao longo dos 39 anos de atividade tem mantido todos os compromissos legais para com os seus trabalhadores”, realçando que, “no âmbito do contexto pandémico que o país e o mundo atravessam, e apesar da quebra de faturação decorrente do encerramento parcial das escolas em março e das atuais quebras significativas nos refeitórios escolares, a prioridade da empresa é manter os mais de 3500 trabalhadores que emprega, dos quais 1.500 estão afetos às cantinas dos estabelecimentos de ensino”.

“A manutenção dos postos de trabalho mantém-se como a nossa prioridade apesar dos tempos de incerteza e das quebras de afluência que temos vindo a registar nas cantinas escolares, devido a aulas de manhã ou à tarde, os alunos não almoçam. Em vários estabelecimentos, estamos a registar quebras de afluência aos refeitórios na ordem dos 50%, o que obriga a uma nova gestão de modelos e processos, na tentativa de evitar despedimentos”, adianta a Administração da Empresa.

A Uniself considera, ainda, que “os contratos a prazo estabelecidos com os trabalhadores vão ao encontro das características dos serviços prestados e que no caso dos refeitórios escolares terminam em junho, em conformidade com o período escolar estabelecido pelo Ministério da Educação. Nestas situações, a Uniself assegura o pagamento da caducidade dos contratos”.

A empresa defende, ainda, que tem “tido uma aposta clara nos recursos humanos através das atualizações salariais e da formação das suas equipas. Recorde-se que em 2020 aumentou em 5,83% o ordenado mínimo dos escalões mais baixos, com vista a propor uma proposta salarial justa e equilibrada”.

Já na semana passada, as cozinheiras das escolas de Barcelos haviam feito greve, concentrando-se à porta da Câmara Municipal, pelos mesmos motivos.

Notícia atualizada às 12h48 com comunicado da Uniself.

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Ave

Famalicão está a recrutar dez polícias municipais

Oportunidade

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

Em vez dos cinco inicialmente previstos, a Câmara de Famalicão está a recrutar dez novos polícias municipais, anunciou hoje a autarquia. A contratação visa “dar resposta às necessidades atuais do concelho” e a foi aprovada na reunião do executivo municipal da passada quinta-feira.

De acordo com a proposta apresentada, “a realidade veio demonstrar a necessidade de reforçar, de imediato, o número de agentes, atendendo à crescente assunção de responsabilidades da Polícia Municipal, em vários domínios, destacando-se desde logo, as novas competências assumidas na fiscalização das normas governamentais relativas à pandemia provocada pela covid 19, antes atribuídas apenas às forças de segurança”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, justificou a contratação dos efetivos com as novas competências assumidas, mas também com “o desinvestimento nacional na segurança pública”. “Esta é a resposta que a Câmara Municipal pode dar à notória e preocupante ausência de policiamento nas ruas de Famalicão”.

Lembrando uma reunião recente com o secretário de Estado da Administração Interna, Paulo Cunha afirmou ter ficado “muito preocupado por constatar que não está previsto, no prazo de pelo menos um ano, qualquer reforço dos efetivos da PSP e da GNR”.

“É claro que a Câmara Municipal não pode contratar efetivos para a GNR nem para a PSP mas ao contratar efetivos para a Policia Municipal está a criar condições para que do ponto de vista do que é competência do município, tudo seja feito para que a sensação de segurança efetiva possa acontecer”, salientou o autarca, citado em comunicado, acrescentando que “é óbvio que a Polícia Municipal não vai substituir os agentes da PSP e da GNR que estão em falta, eles são insubstituíveis, contudo é o que está ao nosso alcance”.

A Polícia Municipal de Famalicão iniciou funções em fevereiro de 2004. Atualmente conta com um comandante, 19 agentes, um funcionário administrativo e um técnico superior, encontrando-se em fase de recrutamento esta entrada dos dez novos agentes.

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Guimarães

Guimarães suspende peditório anual de rua para a Liga Contra o Cancro

Covid-19

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Foto: DR

Este ano não haverá peditório de rua para a Liga Portuguesa Contra o Cancro em Guimarães, atividade que decorre tradicionalmente no dia 01 de novembro. O anúncio foi feito pelo Lions Clube de Guimarães, instituição responsável pelo peditório desde 1984.

Em comunicado enviado a O MINHO, a instituição refere que esta decisão surge depois do aumento de casos que tem “castigado de forma particular e especial o concelho de Guimarães”.

Apesar dos esforços para que o peditório avançasse na rua, tal não vai ser possível, com a instituição a apelar para os donativos sejam entregues através de referência multibanco.

“A recolha de fundos em favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro prosseguirá com a recolha de contributos de instituições, empresas e particulares. Os contributos poderão ser efetuados diretamente para o IBAN PT50 0035 0363 00101703903 61”, refere a instituição.

O Lions Clube aponta ainda que 20% do montante será para aplicar na compra de equipamentos para o serviço de oncologia do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

401 novos casos em quatro dias

Foram registados mais 401 casos positivos de covid-19 no concelho de Guimarães entre os dias 19 e 23 de outubro, segundo dados do ACES Alto Ave.

Encontram-se 550 pessoas em isolamento, menos 70 do que no dia 19.

No total, aquele concelho regista 2.899 casos acumulados desde o início da pandemia.

19 mortos e 2.577 infetados no país

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 19 mortos e 2.577 casos de infeção por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O país conta agora com 2.316 óbitos e 118.686 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em termos de recuperados, 68.877 já foram dados como curados da doença, 1.035 nas últimas 24 horas.

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