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Futebol

Euro2020: Portugal perto de garantir oitava fase final, a sétima seguida

Qualificação para o Euro2020

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Foto: Seleções de Portugal

Portugal pode na segunda-feira garantir a oitava presença em fases finais de Europeus de futebol, a sétima consecutiva, caso vença na Ucrânia e a Sérvia não consiga triunfar na Lituânia, no Grupo B de apuramento.


É preciso recuar até 1992, na competição que decorreu na Suécia, para encontrar a última fase final de um Europeu que não teve a participação da seleção lusa, que tem tudo para estar no Euro2020, e, pela primeira vez, como detentor do título.

Portugal pode já garantir em Kiev um lugar na fase final, mas, mesmo que empate ou até perca perante os ucranianos, tudo continua em aberto para resolver o apuramento em novembro, em que defronta a Lituânia, no Algarve, e o Luxemburgo, fora, as duas seleções mais frágeis do agrupamento.

A presença de Portugal no próximo Europeu, que vai decorrer em vários países, será a sétima seguida, oitava no total, num cenário bem diferente do vivido nos anos 1960 e 1970, em que a formação das ‘quinas’ não conseguia juntar-se à ‘nata’ do futebol do Velho Continente.

Foi preciso esperar até 1984 e, à sétima tentativa, Portugal finalmente carimbou a tão aguardada qualificação, tendo dado nas vistas em França, em que terminou no terceiro lugar.

Tudo voltou ao ‘antigamente’, no Euro1988 e Euro1992, com equipa lusa a ficar pela fase de qualificação, mas a partir de 1996, Portugal agarrou-se definitivamente a fase finais europeias.

Em Inglaterra, sob o comando de António Oliveira, Portugal chegou aos quartos de final e, quatro anos depois, já com Humberto Coelho, numa organização conjunta de Bélgica e Holanda, repetiu a presença numas meias-finais.

Com entrada direta no Euro2004, como organizador, a seleção nacional viveu a sua primeira final, acabando por cair perante a Grécia (1-0), no Estádio da Luz, com Luiz Felipe Scolari, que não conseguiu repetir o feito em 2008, na Áustria e Suíça, ficando pelos ‘quartos’.

Com Paulo Bento, Portugal caiu pela terceira vez nas ‘meias’, em 2002, na Ucrânia e Polónia, mas quatro anos depois, com Fernando Santos, viveu o maior momento da sua história, quando conquistou o troféu, em França.

Caso confirme a qualificação, Portugal vai ter a sua 10.ª fase final seguida, contabilizando com Campeonatos do Mundo, e Fernando Santos vai reforçar o seu estatuto de treinador ‘anti-férias’, já que ‘estragou’ sempre os verões dos seus jogadores lusos.

Além do Euro2016 e do Mundial2018, com Fernando Santos Portugal esteve ainda na Taça das Confederações, em 2017, na Rússia, e, já este ano, na primeira edição da fase final da Liga das Nações, que venceu, no Porto e Guimarães.

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Futebol

Sporting vence Santa Clara com mais um golo de Jovane Cabral

31.ª jornada

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Foto: DR / Arquivo

O Sporting venceu hoje o Santa Clara, por 1-0, em jogo da 31.ª jornada da I Liga de futebol, numa partida em que Jovane Cabral voltou a ser decisivo, ao marcar o golo da vitória.

Com este desfecho, os ‘leões’ voltam aos triunfos, depois de na última jornada terem averbado um empate frente ao Moreirense, e aumentam para seis os pontos de vantagem sobre o Sporting de Braga, que ainda hoje joga em Paços de Ferreira.

Já o Santa Clara continua sem vencer em Alvalade e acumulou a terceira derrota consecutiva na Liga portuguesa, depois dos desaires nas jornadas anteriores frente a Boavista e Marítimo.

Numa primeira parte jogada em ritmo lento, o primeiro lande de algum perigo surgiu ao minuto 14, com Sporar a desperdiçar o 1-0. Jovane Cabral bateu um livre em jeito de remate, o esloveno meteu a cabeça à bola, mas com a baliza escancarada acabou por falhar o alvo.

Bem organizado, o Santa Clara espreitava o ataque com precisão e, num desses lances, Thiago Santana fez balançar as redes ‘leoninas’. No entanto, o lance acabou anulado, porque o brasileiro estava adiantado aquando do cruzamento de Rafael Ramos.

Aos 41 minutos esteve perto de acontecer aquele que certamente seria o golo mais caricato da jornada: João Afonso e Marco desentenderam-se, o guarda-redes tentou bater na frente, mas Sporar intrometeu-se, a bola rechaçou no avançado e, com o guarda-redes fora da baliza, saiu ao lado.

A fechar o primeiro tempo, Thiago Santana quase fazia a festa em Alvalade, e desta vez era mesmo a valer: o brasileiro respondeu de cabeça a um cruzamento milimétrico de Lincoln e a bola saiu a rasar o poste da baliza de Maximiano.

Depois de uma primeira parte jogada a meio gás, o início da segunda parte manteve a mesma toada e só aos 65 minutos o perigo voltou a rondar uma das balizas, com Zaidu Sanusi a aparecer frente a Maximiano, na sequência de um livre marcado da direita, mas a atrapalhar-se e a atirar desajeitado para fora.

O Sporting parecia estar à espera de um estímulo e o golo inaugural do encontro chegou logo depois, aos 67 minutos, por Jovane Cabral. Em resposta a um cruzamento de Wendel, o extremo ‘leonino’ esticou-se e com o pé esquerdo fez o sexto golo esta época.

Aos 71, Jovane Cabral ficou menos bem na fotografia e faltou-lhe a crença que teve no lance do golo. Já dentro da grande área, depois de assistência de Nuno Mendes, o cabo-verdiano teve muita cerimónia na hora do remate e permitiu o corte de Fábio Cardoso.

Com o avançar do cronómetro, e o acumular das substituições, o jogo voltou a perder fulgor: o Santa Clara, mais com o coração do que com a cabeça, procurou o empate até final, e o Sporting, temeroso pela vantagem de apenas um golo, resguardou-se e acabou por carimbar mais uma vitória na era de Rúben Amorim.

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Futebol

“Foi o projeto mais difícil que tive na carreira”

Vítor Oliveira

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Foto; DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Gil Vicente (1-2), da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Vítor Oliveira (treinador de Gil Vicente): “Toda a família gilista está de parabéns. Conseguiu-se aquilo em que acreditávamos [a permanência na I Liga]. Os comentários relativamente à equipa do Gil Vicente foram pouco abonatórios no início da temporada, mas, com o apoio da direção, do ‘staff’ administrativo, dos homens do futebol – o Tiago Lenho e o Dito – e dos jogadores, que foram inexcedíveis, conseguimos. Fizemos uma prova merecedora de todos os elogios. Queremos partilhar este momento fantástico com aqueles que nos apoiaram ao longo da época, no projeto mais difícil que tive na carreira.

“O Gil foi mais forte do que nós”

Esta vitória é inquestionável. Fomos melhores do que o Vitória em largos períodos do tempo. Naqueles em que não fomos, fomos equivalentes. A primeira parte foi equilibrada. Jogar a esta hora, com este calor, não é defender os jogadores. Isto é extremamente agressivo para os jogadores. Deveria haver mais cuidado na organização dos jogos. Toda esta conversa sobre proteger os jogadores não passa de palavras sem sentido.

Na segunda parte, o Vitória entrou um bocadinho mais agressivo, chegou ao golo e, a partir do golo, só deu Gil Vicente. Disse aos jogadores que era muito importante marcar primeiro, dado o estado de cansaço em que os jogadores já se encontravam, mas ganhámos à mesma. Esta vitória é justa e assenta bem ao Gil Vicente.

Dois golos nos descontos em Guimarães e o Gil Vicente festeja manutenção

Quando definimos os objetivos e eles são conseguidos, é bom. É extremamente difícil subir de divisão numa II Liga. É mais fácil manter uma equipa na I Liga. A II Liga é muito mais complicada do que a I Liga. Já consolidámos a nossa posição na I Liga para a próxima época. O banho que os meus jogadores me deram soube-me muito bem, porque gosto muito dos meus jogadores.”

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Futebol

“O Gil foi mais forte do que nós”

Ivo Vieira

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória de Guimarães-Gil Vicente (1-2), da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “Ao longo da época, conseguimos muitas das vezes jogar bem, mas nem sempre conseguimos ganhar. Aquilo que aconteceu hoje é um pouco o reflexo do que aconteceu para trás. Hoje, na segunda parte, tentámos refrescar a equipa para manter a bola longe da nossa baliza, mas não tivemos essa capacidade. O Gil foi mais forte do que nós, tanto em termos físicos, como em termos de interpretação do jogo.

A intenção é sempre refrescar para acrescentar e ficar mais longe da baliza. Ali era uma questão de maturidade, porque a equipa estava a baixar muito e a perder bolas para o adversário. O adversário foi mais competitivo, mais intenso naquilo que foram as ações [na fase final do jogo].

O Pepê, nos últimos dois jogos, foi substituído ao intervalo. Tentámos dar sangue novo [com a entrada do Poha para o lugar de Pepê no ‘onze’] para sermos mais competitivos e intensos nas segundas bolas. Nem sempre o conseguimos.

Há que reconhecer que o objetivo [da Liga Europa] está cada vez mais longe, porque há cada vez menos pontos em disputa.”

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