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Espanha vai ter governo de coligação minoritário

Pedro Sánchez reconduzido Primeiro-ministro pelo parlamento espanhol em votação renhida

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Foto: Twitter

O socialista Pedro Sánchez foi hoje reconduzido como primeiro-ministro pelo Congresso dos Deputados espanhol (parlamento), preparando-se para liderar um Governo de coligação minoritário com a formação de extrema-esquerda Unidas Podemos.

O candidato do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) foi investido em segunda votação pela maioria simples dos deputados do parlamento espanhol (mais votos a favor do que contra): 167 deputados a favor, 165 contra e 18 abstenções.

A investidura de Sánchez põe fim a quase um ano de paralisia política em que liderou um executivo de gestão e a margem mínima de dois deputados que o elegeu leva a prever uma legislatura difícil.

O resultado de hoje foi conseguido depois de no domingo o secretário-geral do PSOE ter falhado a primeira votação em que precisava da maioria absoluta dos membros da câmara baixa do parlamento (pelo menos 176 dos 350 membros).

O primeiro-ministro investido deverá prestar juramento na quarta-feira perante o rei Felipe VI e, em seguida, apresentar a composição do seu novo executivo, que poderá reunir-se pela primeira vez em Conselho de Ministros esta sexta-feira.

Pedro Sánchez vai dirigir o primeiro Governo de coligação formado desde o início da democracia espanhola, que começou com a aprovação da Constituição de 1978, três anos após a morte do ditador Francisco Franco.

O PSOE e o PP (Partido Popular, direita) alternaram-se na condução de todos os executivos espanhóis durante os últimos 40 anos.

No primeiro dia da sessão de investidura, no sábado passado, Pedro Sánchez apresentou o programa do Governo de coligação de esquerda que os socialistas pretendem formar com o Unidas Podemos, que inclui o Podemos (extrema-esquerda) e a Esquerda Unida – antigo PCE (Partido Comunista de Espanha).

O programa prevê o aumento dos salários mais baixos e dos impostos sobre as grandes empresas, assim como reverter a reforma do mercado de trabalho aprovada em 2012 pelo Governo de Mariano Rajoy, do PP (Partido Popular, direita).

De acordo com várias fugas de informação, o Unidas Podemos deverá ser responsável por quatro pastas ministeriais do futuro executivo, entre elas uma vice-presidência para o secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, e outra de ministro para o líder da Esquerda Unida e militante do PCE, Alberto Garzón.

Por outro lado, duas outras vice-presidências deverão ir para as socialistas Carmen Calvo, que se mantém com as mesmas responsabilidades do executivo anterior, e Nadia Calvino, que também se mantém como ministra da Economia.

Assim como aconteceu no domingo, os 167 votos “sim” a Sánchez vieram do PSOE, Unidas Podemos-En Comú Podem-Galicia en Común, Mais País, Compromís BNG (esquerda, Galiza), Teruel Existe e Nova Canárias (Grupo Plural), e PNV (Partido Nacionalista Basco).

Votaram “não” os deputados do PP, Vox (extrema-direita), Cidadãos (direita-liberal), Juntos pela Catalunha (independentistas), Coligação Canária e PRC (Grupo Plural), e cinco deputados do grupo misto.

Abstiveram-se 18 membros do parlamento da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha, independentistas) e EH Bildu (independentistas bascos).

Pedro Sánchez conseguiu ser investido depois de ter negociado a abstenção dos 13 deputados dos independentistas catalães da ERC, aceitando a criação de uma “mesa de diálogo” para resolver “o conflito político sobre o futuro da Catalunha”.

A sessão de investidura de quatro dias foi marcada pela forte contestação dos partidos espanhóis de direita a uma solução governativa que será possível apenas com o aval (abstenção) do maior dos partidos independentistas catalães (ERC), cujo líder, Oriol Junqueras, está a cumprir uma pena de 13 anos de prisão pelo seu envolvimento na tentativa separatista de 2017.

Pedro Sánchez tornou-se primeiro-ministro em junho de 2018, depois de propor uma moção de censura que derrubou o governo minoritário de Mariano Rajoy muito fustigado pelos escândalos de corrupção de membros do PP.

O líder socialista dirigiu um executivo também minoritário até que foi incapaz de aprovar, no início do ano passado, o Orçamento de Estado para 2019, tendo convocado eleições antecipadas.

O PSOE foi o partido mais votado em abril do mesmo ano, mas longe da maioria absoluta, não tendo conseguido formar um Governo com o Unidas Podemos, o que levou à repetição da consulta eleitoral que não alterou significativamente a relação de forças no parlamento.

Nas eleições de 10 de novembro último, para o Congresso dos Deputados, o PSOE teve 28,0% dos votos (120 deputados), seguido pelo PP com 20,8% (88), o Vox (extrema-direita) com 15,1% (52), o Unidas Podemos com 12,8% (35), e o Cidadãos (direita liberal) com 6,8% (10), ERC com 3,6% (13), com os restantes votos divididos por partidos de menor dimensão.

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Trump defende prolongamento de medidas de confinamento nos EUA

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O Presidente dos EUA, Donald Trump, justificou hoje a sua decisão de prolongar as medidas de distanciamento social até final de abril, enquanto prepara o país para o cenário de mais de 100.000 mortes pela covid-19.

“O pior que podemos fazer é tomar atitudes muito cedo e, de repente, tudo regressa”, disse Trump, numa entrevista televisiva hoje difundida, em que o Presidente procurou justificar a tomada de medidas de contenção durante, pelo menos, mais um mês.

Trump reconheceu que a propagação do vírus ainda está apenas a começar, admitindo que serão precisas medidas mais duras, num volte-face estratégico, um dia depois de ter dito que gostaria que os norte-americanos já estivessem a viver vidas normais na segunda semana de abril.

Perante projeções dramáticas da sua equipa de conselheiros, que indicam que o número de mortes com covid-19 pode ultrapassar 100.000, Trump defende agora medidas de distanciamento social num prazo prolongado.

O impulso de reabrir o país, motivado pela pressão de líderes empresariais, esbarrou contra a opinião do principal conselheiro de Trump para a pandemia, Anthony Fauci, que estimou que poderão morrer entre 100.000 e 200.000 norte-americanos vítimas do novo coronavírus.

“Não seria uma boa ideia, travar no momento em que estamos a precisar de por o pé no acelerador”, disse hoje Fauci, numa entrevista televisiva, explicando como tinha sido capaz de mudar a posição do Presidente e convencê-lo a aumentar medidas de confinamento.

Agora, os norte-americanos preparam-se para pelo menos 30 dias de distanciamento social e perturbação da vida económica dos EUA, com escolas e empresas fechadas.

Um em cada três norte-americanos devem permanecer em casa, de acordo com as instruções dos governos estaduais ou locais, que procuram implementar as medidas de combate à propagação do novo coronavírus.

As diretrizes federais recomendam que não se formem grupos de mais de 10 pessoas e instam os idosos e pessoas com problemas de saúde a ficar em casa.

O teletrabalho será incentivado e pede-se às pessoas para evitarem restaurantes, bares e todas as viagens não essenciais.

Nas suas declarações, contudo, Trump não falou de projeções seguindo as quais mais de dois milhões de norte-americanos poderiam morrer se nenhuma medida de contenção fosse adotada e preferiu referir a emoção que sentiu quando viu cenas angustiantes de hospitais, onde estão a morrer vítimas de covid-19.

“Vi sacos de cadáveres por todo o lado. (…) Vi coisas que nunca vi antes”, disse o Presidente, referindo-se a imagens de hospitais em Nova Iorque, a cidade que se tornou o epicentro da epidemia nos Estados Unidos, com mais de mil mortos nos últimos dias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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Ultrapassada barreira dos 20 mil mortos na Europa

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

A pandemia do novo coronavírus matou, até à data, mais de 20 mil pessoas na Europa, segundo um balanço da agência France-Presse (AFP), às 14:15 de hoje, baseado em dados de fontes oficiais.

Com um total de 20.059 mortes (em 337.632 casos de infeção), a Europa é a zona do mundo mais afetada pela pandemia da covid-19.

Com 9.134 e 5.690 mortes, respetivamente, Itália e Espanha são os dois países mais afetados pela pandemia.

Juntos, os dois países representam quase três quartos das mortes contabilizadas na Europa por causa do novo coronavírus.

Portugal regista hoje 100 mortes associadas à covid-19, mais 24 do que na sexta-feira, enquanto o número de infetados subiu 902, para um total de 5.170, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 28.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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Reino Unido ultrapassa fasquia dos mil mortos

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O Reino Unido ultrapassou as mil mortes provocadas pela pandemia de covid-19, tendo registado 260 mortes nas últimas 24 horas, segundo um relatório oficial.

O número de mortos no Reino Unido é hoje de 1.019 e o número de pessoas com casos confirmados de infeção é 17.089.

Entre os doentes encontra-se o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o seu ministro da Saúde, Matt Hancock, enquanto o ministro responsável pela pasta da Escócia, Alister Jack, está isolado há sete dias, depois de ter revelado sintomas semelhantes aos de covid-19, sem ter sido testado.

Perante a rápida propagação do novo coronavírus, o Reino Unido envolveu-se numa operação contra o tempo para conseguir disponibilizar milhares de camas hospitalares.

Os britânicos estão confinados em casa desde segunda-feira à noite, por um período de pelo menos três semanas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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