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Alto Minho

Ensino superior: Jornadas de Logística do IPVC já arrancaram em Valença

Escola Superior de Ciências Empresariais

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Foto: Divulgação / IPVC

O desafio da edição deste ano das Jornadas de Logística de Valença, organizadas pela Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), consiste em “mostrar e debater a importância e os desafios da Logística na Economia Circular”, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior.

Com o tema “A Logística na Economia Circular”, a quarta edição das Jornadas da Logística pretende, à semelhança do ano passado, trazer até Valença profissionais de renome na área, para este evento que pretende demonstrar a crescente importância que a logística possui no contexto da sustentabilidade.

Este projeto possui ainda a missão de “divulgar, promover e dinamizar a oferta formativa da escola na área da logística, proporcionando aos participantes uma excelente oportunidade para desenvolverem networking com profissionais da área e com o próprio mercado de trabalho”, refere o IPVC, em comunicado.

“Uma Economia Circular é uma alternativa à economia linear que incentiva o uso ideal de recursos, extraindo o valor máximo, incluindo recuperação regeneração após o uso”, refere a mesma nota.

“Além de criar novas oportunidades de crescimento, uma economia mais circular pode reduzir o desperdício, impulsionar a maior produtividade de recursos e oferecer uma economia muito mais competitiva”, lê-se, ainda.

 

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Viana do Castelo

Porto de Viana com aumento de 9,3% no movimento de navios em 2019

Entre janeiro e novembro

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Foto: Cedida a O MINHO / Arquivo

O porto comercial de Viana do Castelo registou um acréscimo, entre janeiro e novembro de 2019, de 9,3%, no que ao movimento de navios diz respeito, foi hoje anunciado pela AMT.

Foi, também, um dos portos nacionais a apresentar “um perfil de porto exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 63,8%.

A nível nacional, os portos comerciais do continente movimentaram, no mesmo período, um total de 80 milhões de toneladas, o que representa uma quebra de 5,8% relativamente ao mesmo período de 2018.

Relativamente ao movimento de navios a nível nacional, comparativamente ao período janeiro a novembro de 2018, os 11 primeiros meses de 2019 registaram um acréscimo de 0,7% no número de escalas (9.811 escalas) e uma diminuição no volume de arqueação bruta de 0,2% (para cerca de 188,9 milhões).

O porto de Lisboa foi o que mais influenciou este crescimento, ao registar um acréscimo homólogo de 157 escalas (+7%), seguido dos portos de Douro e Leixões com mais 25 escalas (1,1%), Viana do Castelo com mais 16 (9,3%) e Sines com mais 10 (0,5%).

De acordo com um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), entre janeiro e novembro do ano passado foram movimentadas nos portos de Portugal continental menos 4,96 milhões de toneladas, em comparação com o período homólogo.

Comparando apenas os valores do mês de novembro de 2018 e de 2019, registou-se uma ligeira subida de 0,2%.

Os portos de Viana do Castelo, Leixões e Setúbal apresentaram comportamentos positivos, com um crescimento conjunto de 550 mil toneladas.

O porto de Sines é um dos responsáveis pelo desempenho negativo, porque registou uma quebra global de 5,25 milhões de toneladas, mas continua a manter a liderança do segmento dos contentores, com uma quota correspondente a 52,2% do total.

Apesar da quebra nos movimentos de carga, o porto de Sines continua a liderar o volume de carga movimentada, com uma quota de 48,2%, seguido de Leixões (22,4%), Lisboa (13,1%), Setúbal (7,3%) e Aveiro (6,2%).

Dos restantes portos com comportamentos negativos, o relatório salienta o porto de Aveiro, que no período de janeiro a novembro de 2019 registou um recuo de 2,2%, em resultado de uma quebra homóloga de 32% no mês de novembro.

Segundo o relatório da AMT, as operações de embarque entre janeiro e novembro de 2019 “foram profundamente influenciadas pelos mercados de Carga Contentorizada de Sines, Leixões, Lisboa e Setúbal, os Produtos Petrolíferos de Sines e Leixões, os Outros Granéis Sólidos em Setúbal e Lisboa e a Carga Fracionada em Leixões, que representaram 80% do total de carga embarcada”.

Relativamente às operações de desembarque, o documento destaca a variação positiva dos Produtos Petrolíferos em Sines, com um acréscimo de 2,4 milhões de toneladas (mais 47,4%), representando 68,4% do total das variações positivas.

 

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Alto Minho

Responsáveis de IPSS de Ponte de Lima acusados de burla à Segurança Social

Burla superior a 33 mil euros

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público acusou de burla tributária o presidente e duas diretoras técnicas de uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) de Ponte de Lima, por alegadamente terem declarado à Segurança Social serviços que não prestaram.

Em nota hoje publicada no seu ‘site’, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto acrescenta que a IPSS também vai responder pelo mesmo crime.

O Ministério Público considerou indiciado que o presidente e duas diretoras técnicas, “relativamente a 11 utentes idosos que frequentavam valências da IPSS, declararam à Segurança Social, para efeitos de atribuição de prestações, serviços nunca prestados”.

Segundo o Ministério Público, com esta conduta a IPSS teve uma vantagem patrimonial ilegítima superior a 33.600 euros, “à custa” da Segurança Social.

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Viana do Castelo

Carlos Meira “em almoço” em Viana por acordo que vença João Almeida

Eleições no CDS

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Candidatos debateram, ontem, na RTP3. Foto: Imagens RTP

Carlos Meira, militante de Viana do Castelo e candidato à liderança do CDS-PP, manifestou-se disponível para, durante o 28º congresso nacional, chegar a acordo com Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos para ganhar a João Almeida.

“Posso confirmar que almoçamos, em Viana do Castelo, com o Francisco Rodrigues dos Santos e o Filipe Lobo d’Ávila. Fiz uma tentativa de nos unirmos os três para ganharmos ao João Almeida. Posso confirmar que poderemos, no congresso, tentar essa união para conseguirmos ganhar e lutarmos contra o sistema”, afirmou o empresário dos setores florestal e construção civil de 34 anos.

Em entrevista à agência Lusa, Carlos Meira, natural de Viana do Castelo e militante do CDS-PP desde os 19 anos, defendeu que a sua candidatura é a “única fora do círculo de Lisboa que quer lutar contra o sistema e a elite do partido.

“O partido não é só para servir Lisboa e o centralismo de Lisboa”, atirou.

Carlos Meira disse ser “um crítico” da candidatura de João Almeida por ser “de continuidade”.

“Fez parte da direção de Assunção Cristas e, imagine-se, foi seu porta-voz. É a renovação na continuidade. Não vai dar certo”, sustentou o empresário.

Questionado sobre como financiará a sua campanha à liderança do partido, Carlos Meira assegurou que está a ser suportada com “meios próprios”.

“Vivo do meu trabalho e, por isso, é tudo pago com o meu ordenado. Não tenho apoios financeiros”, disse, adiantando que “só em viagens a Lisboa” já gastou “400 euros”.

O ex-presidente da concelhia do CDS-PP de Viana do Castelo defendeu que para “reerguer e reestruturar” o partido é necessário, “em primeiro lugar”, realizar uma “auditoria externa”.

“É um ponto fulcral. Saber como foi feita a sede do Porto e quem andou a receber avenças dentro do partido. Só depois podemos reestruturar o partido e que podemos pensar no futuro”, sustentou.

Meira apontou o “deslumbramento” com os resultados na Câmara Municipal de Lisboa, nas últimas eleições autárquicas, como um dos “principais erros” da anterior liderança do CDS.

“Assunção Cristas esqueceu-se completamente das bases do partido. Entrou no partido a mando de Paulo Portas e que não tinha conhecimento de como funcionava o partido. Esqueceu-se completamente das concelhias, das distritais e com deslumbramento de Lisboa perdeu-se completamente do que deveria ser a governação e a gestão do próprio partido. Julgava que isto era uma gestão à moda da Revista Caras ou da VIP”, referiu.

Carlos Meira, que nas eleições autárquicas de 2013 foi candidato à câmara da capital do Alto Minho, admitiu que “muitos não apreciam o estilo e linguagem” que utiliza, mas defendeu que, “por vezes, é a única forma de conseguir transmitir a mensagem”.

“As críticas que faço são naturalmente políticas e nunca pessoais e não é com base em pressões, ameaças, que irei alterar a minha forma de intervir. Gostava inclusivamente que surgissem outros Carlos Meira noutras forças políticas”, desafiou.

Questionado sobre se com o aparecimento do Chega o CDS poderá radicalizar o seu discurso ou se poderá enveredar por eventual entendimento num cenário de maioria parlamentar ou de um Governo de centro-direita, o candidato defendeu que o partido “deve fazer um caminho próprio, procurando como reafirmar a sua matriz e identidade”.

“O CDS deve fazer o seu próprio caminho, de forma autónoma, ativa, serena, recompondo-se e reerguendo-se. Respeitamos igualmente todos os partidos do arco parlamentar e não parlamentar não socialistas. O CDS não deve ter cordões sanitários com partidos não socialistas, mas também não deixará de se bater pelas suas causas. Tudo tem o seu tempo, tudo se verá a seu tempo. O CDS agora precisa é de olhar por si e para si. O nosso vizinho não é preocupação nossa”, observou.

Já sobre um eventual apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às eleições presidenciais, Carlos Meira disse que o atual chefe de Estado “inovou e instaurou uma presidência inédita em Portugal”, num “registo que não agrada a gregos e a troianos” e defendeu que o CDS deve assumir um “papel e uma posição de responsabilidade”.

“O CDS deve apoiar a candidatura que, no espaço à direita do PS, se venha a apresentar em melhores condições de vencer. É fundamental a eleição de um Presidente da República onde o centro, o centro-direita e a direita democrática se possam rever, mormente num momento em que a esquerda está a governar”, referiu.

Além de Carlos Meira são candidatos à liderança do CDS-PP Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos.

O 28.º congresso nacional do CDS-PP, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas.

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