Seguir o O MINHO

Barcelos

Empresário de Barcelos acusado de fraude na importação e venda de carros

Cerca de 200 mil euros não declarados

em

Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério Público acusou de fraude fiscal e abuso de confiança fiscal um empresário de Barcelos que terá lesado o Estado em mais de 196 mil euros por fuga ao IVA em negócios de importação e comercialização de automóveis.

Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que a sociedade comercial do empresário é igualmente arguida, pelos mesmos crimes.

O Ministério Público (MP) considerou indiciado que o arguido girava em Barcelos, no âmbito da sociedade comercial, um negócio de compra e venda de veículos automóveis e que no âmbito desse giro adquiriu, intracomunitariamente, em 2016 e 2017, veículos automóveis.

Posteriormente, vendeu esses veículos, não declarando as aquisições em território nacional para efeito de IVA nem procedendo à liquidação deste imposto ou aplicando regime indevido.

O MP indiciou ainda que, com este comportamento, o arguido conseguiu obter para a sociedade comercial uma vantagem patrimonial ilegítima de 180.386,83 euros à custa dos interesses do Estado em sede de IVA.

Segundo o MP, o arguido, nos 2.º e 3.º trimestres de 2017, terá liquidado e recebido 37.869,72 de IVA em operações tributáveis da sociedade, que não entregou ao Estado no prazo devido, vindo a pagar mais tarde, quando notificado, apenas 13.340,87 euros.

O MP quer que o arguido e a sua sociedade sejam solidariamente condenados a pagar ao Estado o montante de 196.489,95 euros, por corresponder a “vantagem de atividade criminosa, sem prejuízo da satisfação dos direitos patrimoniais do Estado por outra via.

Anúncio

Barcelos

Cinco anos de pena suspensa para professora que agredia alunos em Barcelos

Entre 2009 e 2016

em

Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação de uma professora a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por 10 crimes de maus-tratos a alunos menores de duas escolas do 1.º ciclo de Barcelos.

Por acórdão de 09 de março, a que a Lusa hoje teve acesso, a Relação refere que está completamente ultrapassada a “absurda conceção de que as crianças poderiam ser alvo de correção escolar pela via de agressões morais ou físicas, numa lógica de educação jesuística do século IX”.

Uma lógica, acrescenta o acórdão, em que “era presumido o endosso ao professor do poder de agredir alunos, em nome de um modelo educativo definido pelo posicionamento do aluno como mero depósito de conhecimentos instilados e do professor como titular de um poder irrecusável, soberano, de imposição, mesmo pela força e pela agressão, do processo educacional”.

Para a Relação, aquele é um modelo “perdido na noite das trevas, inevitavelmente atentatório da própria dignidade da criança, que o direito penal não pode acolher, seja por que forma for”.

Assim, a Relação confirma a pena da primeira instância e fixa ainda em 13.800 euros o valor total das indemnizações que a arguida vai ter de pagar aos pais dos alunos agredidos que formularam o respetivo pedido.

Na primeira instância, a professora tinha também sido condenada na pena acessória de proibição de exercer funções públicas por um período de três anos, mas a Relação anulou agora essa proibição.

O tribunal deu como provado que os maus-tratos eram físicos e verbais e ocorreram entre 2009 e 2016, nas escolas de Aldreu e Fragoso, ambas no concelho de Barcelos, sendo as vítimas os alunos mais lentos e com maiores dificuldades de aprendizagem.

Segundo o tribunal, a professora usava frequentemente “calão grosseiro” em frente aos alunos, dirigindo-lhes expressões insultuosas como “arrastão”, “aselha”, “burro”, “preguiçoso” e “lesma”.

As agressões físicas passavam, nomeadamente, por bofetadas, calduços (pancadas na nuca) ou agressões na cabeça com canetas ou com os dedos em que tinha anéis.

Ainda de acordo com o tribunal, os alunos sofriam também castigos como não frequência das atividades extracurriculares ou privação dos recreios.

A docente terá também baixado as calças e/ou cuecas a alguns alunos, em plena sala de aulas, agredindo-os com sapatadas nas nádegas.

Impunha aos alunos um “ameaçador pacto de silêncio”, para que não contassem em casa nada do que se passava na escola.

A professora negou “perentoriamente” as agressões, sublinhando que exerce há mais de 30 anos, tendo sempre mantido as “melhores relações pessoais” com os alunos.

Referiu que alguns dos alunos eram “especialmente problemáticos”, tendo, por isso, de recorrer a um tom de voz “mais ríspido” com eles.

A docente alegou que apenas dava “toques leves” com a mão na cabeça das crianças para se despacharem, mas “sem qualquer agressividade”.

Admitiu que os seus atos possam eventualmente ser considerados excessivos, “mas sem gravidade bastante para serem considerados cruéis ou criminosos”, argumentos que não convenceram os juízes da Relação.

“Esses, quiçá tradicionais, modelos de educação, permissivos da aplicação de ‘castigos benévolos’, que, fatalmente, ajudaram a trazer-nos para os níveis de violência que se conhecem, não são, a nenhuma luz, toleráveis”, acrescenta o acórdão daquele tribunal.

Um dos advogados das famílias dos alunos disse à Lusa que a professora já o contactou no sentido de pagar as indemnizações definidas e assim pôr um ponto final no processo.

Continuar a ler

Barcelos

Covid-19: Delegado de saúde alerta para casos de contágio durante funeral em Barcelos

Covid-19

em

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

A paróquia de Galegos Santa Maria, em Barcelos, alertou ontem para uma situação de casos associados a uma cerimónia fúnebre ocorrida naquela freguesia, durante os dias 08 e 09 de março.

Através de uma publicação onde é citado um delegado de saúde de Barcelos, a paróquia dá conta que surgiram “casos confirmados” saídos daquele funeral.

“Da investigação efetuada, tudo indica que estes casos resultaram da exposição a pelo menos uma pessoa que esteve na mesma cerimónia, com sintomas de COVID-19, mas que só teve a confirmação da doença mais tarde. Esta pessoa pode ainda ter contagiado outras pessoas que não conhecemos”, refere o delegado.

O alerta é deixado para todos os que estiveram nas cerimónias fúnebres, entre velório, missa e enterro, em especial aos que residem nas freguesias de Tamel (São Veríssimo), Galegos (Santa Maria), Galegos (São Martinho) e Manhente.

Continuar a ler

Barcelos

Têxtil Becri, em Barcelos, perde 30 ‘chefes’ para quarentena após caso positivo

Covid-19

em

Foto: Divulgação

A fábrica do grupo têxtil Becri, com sede no parque industrial de Alvelos, em Barcelos, perdeu para quarentena quase todos os quadros de chefia depois de um elemento próximo da administração ter acusado positivo num teste à Covid-19, disse um dos administradores a O MINHO.

De acordo com Américo Alves, um dos quatro administradores, foi registado um caso de Covid-19 por entre os quadros da empresa, o que levou a que cerca de 30 pessoas fossem colocadas em quarentena obrigatória, todas elas ligadas a funções de chefia.

“Esteve cá o delegado de Saúde de Barcelos e em conjunto com a DGS foi decidido colocar os contactos diretos da pessoa em causa em quarentena, pelo que continuamos a laborar, mas quase sem chefias”, explica.

Acrescenta que isso poderá mudar, uma vez que existirá uma reunião na sexta-feira para se decidir se a empresa fecha ou não.

“Hoje e amanhã continuamos a trabalhar, mas amanhã vamos decidir, e até podem surgir novas indicações das autoridades da saúde que nos leve a fechar a empresa, mas para já ainda não há essa indicação”, sublinha Américo Alves.

O administrador explica que, de todos os casos em quarentena, ninguém apresentava sintomas até ao dia de ontem, pelo que não se terá efetuado testes de despistagem aos mesmos, ao contrário da pessoa infetada.

O Grupo Becri, com um volume de negócios superior a 45 milhões de euros, emprega mais de 400 trabalhadores diretos, divididos por empresas em Barcelos e Esposende, mas abarca um universo de 2 mil pessoas, se se considerarem também os trabalhadores indiretos.

Continuar a ler

Populares