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Novo caso suspeito de Covid-19 em Portugal

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

Uma mulher proveniente de Milão, na Itália, foi encaminhada, esta quarta-feira, para o Hospital de S. João, no Porto, por suspeita de infeção por novo Coronavírus, anunciou a Direção-Geral da Saúde.


O caso foi validado pela DGS após avaliação clínica e epidemiológica, refere a autoridade de saúde em comunicado.

A mulher está internada no Hospital de São João, que integra o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e é um dos hospitais de referência para estas situações.

“A doente fica internada e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo CHUSJ”, adianta a DGS.

Trata-se do 18.º caso suspeito de infeção por Covid-19 em Portugal. Todos os outros tiveram resultados de análises negativos.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

O número de novos casos diários confirmados de coronavírus no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez o que se verifica na China, anunciou, esta quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com 411 casos na China e 427 no resto do mundo registados na terça-feira, “o número de novos casos fora da China ultrapassou pela primeira vez o número de novos casos na China”, declarou o diretor-geral daquela agência das Nações Unidas, Tedros Ghebreyesus, na sede da organização em Genebra.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de pelo menos 2.763 mortos e cerca de 81 mil infetados, de acordo com dados reportados por mais de 40 países e territórios.

Além de 2.717 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

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País

Covid-19: Estudo sugere que imunidade por anticorpos pode desaparecer em poucos meses

O que poderá complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz a longo prazo

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Foto: DR / Arquivo

A imunidade adquirida por anticorpos após a cura da covid-19 pode desaparecer em alguns meses, o que poderá complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz a longo prazo, sugere um estudo britânico divulgado hoje.

“Este trabalho confirma que as respostas de anticorpos protetores em pessoas infetadas com SARS-CoV-2 (…) parecem decair rapidamente”, disse hoje Stephen Griffin, professor associado da escola de medicina da universidade de Leeds (Reino Unido).

De acordo com o especialista, “as vacinas em desenvolvimento devem gerar proteção mais forte e mais durável contra infeções naturais ou ser administradas regularmente”.

“Se a infeção fornecer níveis de anticorpos que caem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará o mesmo” e “uma única injeção pode não ser suficiente”, afirmou ao jornal Guardian Katie Doores, autora do estudo.

O estudo, realizado por investigadores da universidade britânica King’s College London, ainda não foi validado pelo escrutínio de outros investigadores não envolvidos.

OMS avisa que “demasiados países estão a ir na direção errada” no combate à pandemia

Os investigadores estudaram a resposta imunológica em mais de 90 casos confirmados (incluindo 65 por testes virológicos) e que demonstram que os níveis de anticorpos neutralizantes, capazes de destruir o SARS-CoV-2, o coronavírus que provoca a doença covid-19, atingem o pico médio em torno de três semanas após o início dos sintomas, depois declinam rapidamente.

Segundo os exames de sangue, mesmo doentes com sintomas leves tiveram uma resposta imune ao vírus, mas geralmente menos do que nas formas mais graves.

Apenas 16,7% dos pacientes ainda apresentavam altos níveis de anticorpos neutralizantes 65 dias após o início dos sintomas, indica o estudo, que levanta dúvidas sobre a questão da imunidade coletiva, assente na ideia de que após uma alta percentagem da população ser infetada, a imunidade generalizada seria uma forma de erradicar a pandemia.

Objetivo Fome Zero até 2030 “está em risco”

Especialistas apontam, no entanto, que a imunidade não se baseia apenas em anticorpos, o corpo também produz células imunes (B e T) que desempenham um papel na defesa da doença.

“Mesmo que não tenha anticorpos circulantes detetáveis, isso não significa necessariamente que não tem alguma forma de proteção, porque provavelmente possui células de memória imune que podem rapidamente entrar em ação para iniciar uma nova resposta imune se contrair o vírus novamente”, argumenta o professor de imunologia viral Mala Maini, consultor da University College London.

Até que mais informações sejam recolhidas, “mesmo aqueles com um teste de anticorpos positivo – especialmente aqueles que não conseguem explicar onde podem ter sido expostos – devem continuar a ter cautela, distanciamento social e uso de uma máscara apropriada”, adverte James Gill, professor clínico honorário da Warwick Medical School.

Covid-19: Mais 2 mortos, 306 infetados e 158 recuperados no país

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 569 mil mortos e infetou mais de 12,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.662 pessoas das 46.818 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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OMS avisa que “demasiados países estão a ir na direção errada” no combate à pandemia

Covid-19

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Tedros Adhanom Ghebreyesus. Foto: Twitter

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que “demasiados países estão a ir na direção errada” no que respeita ao combate à pandemia da covid-19.

Em conferência de imprensa a partir da sede da OMS, em Genebra, o diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “os atos de muitas pessoas e governos” e “mensagens contraditórias” vindas de chefes de Estado e outros líderes estão a “minar” os esforços para controlar a expansão do novo coronavírus.

O responsável avisou que “não haverá um regresso à velha normalidade no futuro próximo mas há um roteiro para controlar [a covid-19] e continuar com a vida”, salientando que sem medidas de controlo e supressão adotadas a nível governamental e em colaboração com as populações, a pandemia “só vai ficar pior e pior e pior”.

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Objetivo Fome Zero até 2030 “está em risco”

Pandemia agrava situação, diz a ONU

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Foto: DR / Arquivo

O programa do “Objetivo Fome Zero até 2030” está em risco, denunciou hoje a ONU num relatório, indicando que quase 690 milhões de pessoas passaram fome em 2019 e alertando para o impacto este ano da pandemia de covid-19.

No relatório “State of Food Security and Nutrition inthe World” (“Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”) lembra que há cinco anos, em 2014, o número de pessoas com fome em todo o mundo era de 630 milhões, tendo aumentado nesse período, em 60 milhões.

“À medida que o combate à fome estagna, a pandemia de covid-19 está a intensificar as vulnerabilidades e a desadequação dos sistemas alimentares globais”, alertam as Nações Unidas.

Embora seja demasiado cedo para avaliar o impacto total das medidas de confinamento e outras, o relatório estima que, no mínimo, mais 83 milhões de pessoas, e possivelmente até mais 130 milhões, poderão passar fome em 2020 como resultado da recessão económica desencadeada pela covid-19, com impacto na concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 (Fome Zero).

O estudo é um trabalho conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No relatório é frisado que garantir o acesso a uma dieta saudável aos milhões de pessoas com baixos rendimentos “pode poupar triliões em custos”.

“Além disso, milhares de milhões não podem comer de forma saudável ou nutritiva devido aos custos elevados e ao baixo rendimento económico”, refere a ONU, lembrando que a Ásia é o continente mais afetado e que, com a pandemia de covid-19, a situação está a “alastrar-se rapidamente” para África.

“É na Ásia que mais pessoas passam fome, embora esta se esteja a expandir rapidamente para África. […] A pandemia de COVID-19 pode vir a afetar mais 130 milhões de pessoas com fome crónica até ao final de 2020”, adverte a ONU, salientando que este é o estudo global “mais rigoroso no que diz respeito à monitorização e ao acompanhamento do progresso feito para acabar com a fome e a subnutrição.

“Cinco anos depois de o mundo se ter comprometido a acabar com a fome, com a insegurança alimentar e com todas as formas de subnutrição, ainda estamos longe de alcançar este objetivo até 2030”, afirmaram os responsáveis das agências da ONU.

Segundo o documento, após ter diminuído constantemente durante décadas, a fome crónica “começou a aumentar lentamente em 2014 e continua a aumentar”.

A Ásia continua a ter o maior número de pessoas subnutridas (381 milhões), com África no segundo lugar (250 milhões), à frente da América Latina e das Caraíbas (48 milhões).

“A prevalência global da subnutrição – ou percentagem global de pessoas com fome – pouco mudou, 8,9%, mas os números absolutos têm vindo a aumentar desde 2014. Isto significa que nos últimos cinco anos, a fome tem aumentado a par com a população global”, lê-se no documento.

No relatório é sublinhado que o aumento da fome “esconde grandes disparidades regionais”.

“Em termos percentuais, a África é a região mais atingida e cada vez mais, com 19,1% da sua população subnutrida. Isto é mais do dobro da percentagem na Ásia (8,3%) e na América Latina e Caraíbas (7,4%). Com base nas tendências atuais, até 2030, a África será a região onde mais de metade da população mundial terá fome crónica”, escreve-se no documento.

As várias agências das Nações Unidas referem que, em 2019, entre um quarto e um terço das crianças com menos de cinco anos (191 milhões) eram demasiado pequenas ou demasiado magras para a sua idade e que outros 38 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade tinham excesso de peso.

O documento evidencia também que uma dieta saudável custa muito mais do que 1,90 dólares por dia, o limiar da pobreza internacional.

“Os produtos lácteos ricos em nutrientes, frutas, vegetais e alimentos ricos em proteínas (de origem vegetal e animal) são os grupos alimentares mais caros a nível mundial. As estimativas mais recentes são de que um número impressionante de 3.000 milhões ou mais de pessoas não podem pagar uma dieta saudável.

O relatório apela ainda a uma transformação dos sistemas alimentares para reduzir o custo dos alimentos nutritivos e aumentar a acessibilidade dos preços das dietas saudáveis.

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