Elon Musk quer transformar dióxido de carbono em combustível espacial

Exploração espacial

O dono da SpaceX, Elon Musk, utilizou o Twitter para desafiar eventuais interessados em participar num novo projeto que visa transformar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera terrestre em combustível para foguetões. E acrescentou que o desafio é importante para a exploração de Marte, onde quase toda a atmosfera é constituída por aquele composto químico.

Não adiantou particularidades, mas a convocatória surge no mesmo dia em que foi eleito personalidade do ano pela revista Time. E algumas semanas depois de a Agência Espacial Chinesa ter desvendando um pouco mais sobre a intenção de construir uma base lunar ainda durante esta década que servirá também como posto de combustível para eventuais missões tripuladas através do sistema solar. E Marte passa aqui ao lado.

Nos arquivos da Academia Russa de Ciências, é possível encontrar um artigo científico escrito em 1993 intitulado “Magnésio e Dióxido de Carbono: Propelente de Foguetões para missões a Marte”, onde é sugerida a conversão deste composto químico, associado a um elemento metálico, de forma a que os exploradores possam criar combustível em Marte, onde 95% da atmosfera é dióxido de carbono.

Nas décadas de 1960 e 1980, outros dois químicos sugeriram a mesma conversão – o primeiro a propósito da ida à Lua e o segundo porque queria explorar Vénus, cuja atmosfera ainda mais densa também é constituída maioritariamente por dióxido de carbono.

 

A concretizar-se, o programa para transformar este composto químico em combustível será mais um pequeno passo do homem mais rico do mundo para voltar a levar o humano à Lua (e mais além). E a gastar cada vez menos.

Primeira missão espacial totalmente civil descolou esta madrugada

Economia circular na exploração espacial

Nesta década, o foguetão da Space X – o Falcon9 – foi lançado 34 vezes para o espaço, regressando parcialmente à bolsa automatizada por drone que o espera no oceano, outra das inovações de Musk para reduzir custos na corrida espacial. Há uma secção do foguete que é sempre destruída e, para já, impossível de recuperar. Essa questão deverá, contudo, ser ultrapassada dentro de meses, com várias empresas a anunciarem progressos no sentido da total reutilização do veículo de lançamento.

 
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