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Detidos no aeroporto de Lisboa dois estrangeiros que traficavam cocaína

Suspeitos traficavam uma “elevada quantidade” dissimulada nas suas bagagens

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Foto: Twitter

Dois cidadãos estrangeiros foram detidos no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de droga e ficaram em prisão preventiva, anunciou, esta terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ).

Em comunicado, a PJ explica que, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, identificou e deteve nos últimos dias dois cidadãos estrangeiros sobre os quais recaem fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de droga.

“As detenções ocorreram no quadro de um inquérito em curso no qual se investigam as atividades de um grupo de indivíduos suspeitos de se dedicarem à introdução de cocaína em território nacional e noutros países europeus através de Portugal”, acrescenta.

Na mesma operação foi apreendida “elevada quantidade” de cocaína que os suspeitos transportaram desde um país da América do Sul para Lisboa, “meticulosamente dissimulada nas respetivas bagagens”.

Segundo a PJ, caso a cocaína chegasse aos circuitos ilícitos de distribuição seria suficiente para a composição de pelo menos 76.500 doses individuais.

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País

Covid-19: DGS apela às pessoas que venham de áreas afetadas para não irem às urgências

Coronavírus

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou hoje às pessoas que regressem de Itália ou de outras áreas afetadas pelo novo coronavírus e que não apresentem sintomas da doença para não se deslocarem aos serviços de urgência.

Em caso de início súbito de tosse, febre ou dificuldade respiratória, a pessoa deve ligar para o centro de contacto do Serviço Nacional de Saúde SNS 24 (808 24 24 24) e evitar permanecer em espaços confinados e com muitas pessoas, disse à agência Lusa Graça Freitas.

“Estamos a falar de espetáculos, de centros comerciais e isto só se aplica aos próximos 14 dias depois de as pessoas voltarem de uma área afetada”, explicou a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas sublinhou que estas são “as grandes recomendações”, além da lavagem frequente das mãos, da medição da temperatura duas vezes por dia para ver se aparecem os sintomas e então ligar para a Saúde 24.

As pessoas devem também observar se “os seus amigos, os seus parentes, os seus contactos próximos desenvolvem sintomas e nesse caso ligar também para o SNS 24”.

Segundo a diretora-geral da Saúde, tem havido “uma maior afluência” de pessoas que não apresentam sintomas aos serviços de urgências devido ao surto em Itália, assim como um aumento de chamadas para o SNS 24.

“Vieram de Itália e vêm assustadas” porque sabem que “estão a regressar de uma área afetada” e “por sua iniciativa tomaram a decisão de ligar para a Saúde 24, muitas apenas para tirarem dúvidas, e outras foram a serviços de urgência”.

Até à data, disse Graça Freitas não há casos confirmados de Covid-19 em Portugal.

“Não quer dizer que pessoas que tenham estes sintomas não estejam infetadas com um coronavírus, mas é o coronavírus da estação do inverno, não é o Covid-19”, esclareceu.

Segundo a DGS, o risco para a saúde pública em Portugal é considerado “moderado a elevado”.

Neste momento, há várias áreas afetadas no mundo onde existe transmissão comunitária ativa do vírus, nomeadamente na China, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Irão e Itália.

“Atendendo a que neste momento há focos em vários países do mundo [isso] aumenta a probabilidade de Portugal ou qualquer outro país da Europa poder importar um caso e desse caso originar outros. É por isso que as organizações internacionais consideram que os países europeus têm um risco médio a elevado de poder importar”, explicou Graça Freitas.

Apesar de haver países com risco elevado, em Portugal é “médio elevado dada à sua dimensão e dada às suas relações com as áreas afetadas. Obviamente que o surto em Itália veio aumentar a nossa preocupação porque temos muita troca de passageiros”, sublinhou.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 33 mil recuperaram.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 25 casos suspeitos de infeção, sete dos quais ainda estavam em estudo na quarta-feira à noite.

Os restantes 18 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

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País

PSD quer apurar “responsabilidades políticas” na gestão dos donativos a Pedrogão Grande

Assembleia da República

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Foto: DR / Arquivo

A iniciativa, anunciada em 14 de fevereiro quando foi rejeitado um diploma semelhante do Chega, foi hoje apresentada na Assembleia da República pelo vice-presidente da bancada Carlos Peixoto, acompanhado das deputadas Emília Cerqueira e Margarida Balseiro Lopes.

“Não estamos já a falar das causas dos incêndios, apenas das consequências: como é que o Governo geriu, administrou, controlou, supervisionou os apoios dados pelos portugueses de forma generosa, estamos a falar de mais de 7 milhões de euros”, afirmou Carlos Peixoto, salientando que o Tribunal de Contas (TdC) já levantou dúvidas sobre a transparência do processo.

Entre as entidades a ouvir, o PSD apontou já duas ministras que não pertenciam ao Governo PS na altura dos incêndios: a da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, e a da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que era então presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, e responsável pela gestão do processo de reconstrução de habitações.

Também o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, acusado de vários crimes no âmbito do processo de reconstrução, é uma das audições já definidas pelo PSD.

A Comissão de Inquérito, que é constituída de forma potestativa por requerimento de um quinto dos deputados (obrigatória, não sendo sujeita a votação do plenário), deverá funcionar por quatro meses e terá o seguinte objeto: “Apreciar o processo de atribuição de apoios à recuperação de habitações, de empresas, de equipamentos públicos e privados e da reposição do potencial produtivo da região”.

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Deputados aprovam na generalidade proposta do PS que limita comissões no MB Way

Bancos

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Foto: O MINHO

O projeto de lei do PS — que não é apenas sobre comissões em plataformas eletrónicas — foi aprovado com votos a favor de PS, Bloco de Esquerda, PAN, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira e abstenção de PSD, PCP, CDS-PP, PEV e Iniciativa Liberal.

A proposta dos socialistas proíbe aos bancos cobrarem comissões em transferências em plataformas eletrónicas até 100 euros ou 500 euros durante o período de um mês ou 50 transferências num mês.

Acima destes limites, a comissão bancária terá de ter um valor máximo a ser definido em decreto-lei, pelo Governo.

Esta proposta do PS limita também comissões na emissão do distrate (declaração que prova término de contrato ou extinção de uma dívida ao banco), obrigando os bancos a emitir esse documento no prazo máximo de dez dias sobre o fim do contrato, proíbe comissões em declarações de dívida para apoios sociais e serviços públicos e ainda proíbe alterações unilaterais nas condições dos contratos de crédito ao consumo.

Quanto às propostas de BE, PCP e PAN, que proíbem na totalidade a cobrança de quaisquer comissões em plataformas eletrónicas, como MB Way, passam todas para debate em comissão parlamentar por 60 dias, após requerimentos dos respetivos partidos aprovados por unanimidade.

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