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Futebol

“Depois do primeiro golo a equipa libertou-se de alguma pressão”

I Liga

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Declarações após o jogo SC Braga-Tondela (3-1), da sexta jornada da I Liga de futebol, que se disputou na segunda-feira, em Braga:

Carlos Carvalhal (treinador SC Braga): “Creio que a equipa teve uma exibição muito segura, muito tranquila, no sentido de estar segura em campo, não se precipitou, foi sempre uma equipa virada para a baliza. Podíamos estar a ganhar ao intervalo, apesar de algum equilíbrio, o Tondela é uma equipa bem organizada. Na segunda parte, acentuámos o nosso domínio e as nossas oportunidades. Depois do 1-0 houve quase que um libertar da equipa de alguma pressão, porque não estávamos a ganhar nos últimos jogos. Fizemos o 2-0 e, num lance casual, quase aos trambolhões, o Tondela fez o 2-1, mas depois fizemos logo o 3-1. Tivemos sete ou oito oportunidades, é um dos aspetos a melhorar.

Hoje, apresentámos seis jogadores que chegaram esta época, as coisas carecem de tempo, trabalho e confiança, mas num clube como o Braga o crescimento tem que ser acompanhado de vitórias. Estamos na parte de cima da tabela, a três pontos do terceiro lugar.

O Iuri [Medeiros, autor de dois golos] esteve lesionado, treinou nos últimos três dias, não tem capacidade para jogar mais de 30 minutos. Se jogasse de início, com o ritmo inicial, não iria aguentar.

A equipa esteve serena no jogo, mas o golo é muito importante. Tivemos um jogo semelhante ao do Estrela Vermelha [derrota por 2-1, na quinta-feira], que foi com o AEK Atenas, na época passada [vitória por 4-2], a diferença foi que conseguimos marcar. Tivemos essas mesmas, ou mais, ocasiões com o Estrela Vermelha e não marcámos. O primeiro golo é muito importante, dá confiança. Não temos tido essa felicidade. Hoje, a equipa ganhou confiança e isso é importante para todos, o Mario [González], o Abel [Ruiz], o Ricardo [Horta]. Temos muita coisa para melhorar, houve jogadores que chegaram mais tarde, as coisas começam a afinar-se e vão melhorar e os golos aparecer naturalmente.

A substituição do Chiquinho [saiu ao intervalo pela segunda vez] foi natural, quisemos dar mais amplitude ao ataque e tinha que sair um, foi o Chiquinho, mas não estava a jogar mal. Ele está a adaptar-se, a conhecer os colegas, confiamos muito nele, as coisas não se fazem num dia, não vinha a jogar, o conhecimento não é o melhor”.

Pako Ayestarán (treinador do Tondela): “É um resultado justo pelas ocasiões que o Braga criou e as que nós criámos. Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil, mas fizemos um primeiro tempo muito digno, a equipa esteve muito ordenada, fechou bem os espaços, não permitiu que o Braga fosse por fora nem por dentro. Tivemos duas ou três transições em que podíamos ter feito algo mais. Na segunda parte, as baixas que tivemos, o Undaberrena e o Sagnan, tiraram muito potencial defensivo à equipa e as mudanças deles também influenciaram, dificultou-nos muito mais. Depois do 1-0, o complicado foi o 2-0 que, a este nível, é inadmissível, depois de um lançamento lateral. Estamos a morrer na praia há muitos jogos.

Houve jogos em que fomos superiores, perdemos e merecíamos mais e isso gera muita frustração. Neste jogo, menos, porque, sobretudo na segunda parte, o rival foi melhor, aplaudes e pronto. Mas estamos a trabalhar bem, para ganhar jogos, estamos a receber golpes, mas temos que nos levantar e continuar a caminhar”.

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