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“Deixemos de ser socialistas de segunda”, pede Hugo Soares. André Coelho Lima responde

Deputado de Guimarães responde ao líder da concelhia de Braga no 38.º Congresso do PSD, em Viana

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Estalou o verniz entre as duas principais figuras do PSD em Braga e em Guimarães.


O antigo líder parlamentar do PSD e líder da concelhia de Braga, Hugo Soares, pediu este sábado que os sociais-democratas deixem de ser “socialistas de segunda” e desafiou o líder Rui Rio a propor ao PS uma revisão constitucional sobre o sistema político. André Coelho Lima, dirigente nacional natural de Guimarães, subiu ao púlpito de onde tinha acabado de sair Soares para dizer, carregado de ironia, que o bracarense é “fantástico”.

“Desafio a direção nacional e o país: proponhamos ao PS uma revisão constitucional para refundar o nosso sistema politico, uma revisão constitucional onde se consagre o princípio de solidariedade intergeracional, que aprofunde a defesa do meio ambiente e lance as bases da reforma do sistema politico. Verão que, no que é essencial o PS dirá que não, porque está agrilhoado ao BE e ao PCP”, afirmou, na sua intervenção perante o 38.º Congresso do PSD.

“É hora de deixarmos de ser socialistas de segunda”, acrescentou, recebendo da sala do Congresso quer palmas quer assobios.

Hugo Soares respondeu: “Quer aplausos quer assobios são sempre música para os meus ouvidos”.

O antigo líder parlamentar do PSD, um dos principais apoiantes de Luís Montenegro, contestou uma parte do discurso de sexta-feira de Rui Rio, quando o líder afirmou que nas últimas eleições os dois principais partidos saíram reforçados.

“Ora o PSD perdeu eleitores, o PSD perdeu deputados, o PSD perdeu as eleições, o PSD saiu reforçado onde? O PS ganhou as eleições que não tinha ganho em 2015, teve mais votos e mais deputados, onde está o reforço eleitoral do PSD?”, questionou.

Hugo Soares disse que não é por o candidato que apoiou ter saído derrotado que irá mudar de opinião: “Divirjo profundamente nesta ambição do que deve ser o PSD, nós no PSD não nos congratulamos coma vitória do dr. António Costa”.

“Nunca fomos nem queremos ser o PCP, não transformamos derrotas copiosas em vitórias eleitorais”, avisou.

“Não imaginava era ver, em menos de cinco minutos, dizer uma coisa e o seu contrário como acabamos de ver agora mesmo”

Seguiu-se, no púlpito, a resposta do deputado e dirigente André Coelho Lima, apoiante de Rui Rio.

“Não deixa de ter piada que ouvimos o companheiro que nos antecedeu dizer isto: quando nos movemos por convicções não são os resultados eleitorais que limitam os nossos movimentos. O que não imaginava era ver, em menos de cinco minutos, dizer uma coisa e o seu contrário como acabamos de ver agora mesmo. É de facto extraordinário”, criticou.

Para André Coelho Lima, “o PSD precisa de preparar as autárquicas”, considerando que o partido teve nas diretas que reelegeram Rui Rio “um momento de consolidação” que “não é interna, mas sim externa”.

“A clareza e a clarificação do ato eleitoral do PSD não é só importante para o PSD, é importante para o país”, alertou.

Antes, já outro destacado apoiante de Rio e vogal da Comissão Política, Maló de Abreu, defendeu que todos no PSD estão convocados para a principal batalha eleitoral: as autárquicas de 2021.

“Não há oficiais, sargentos e praças, estamos todos convocados porque somos todos soldados, quem não aceita ou rejeita missões difíceis, não merece as fáceis e as mais desejadas”, avisou.

Outra apoiante de Rio, a líder das Mulheres Sociais-Democratas Lina Lopes, também recebeu assobios da sala ao dizer, a propósito das autárquicas de 2017, que “não queria criticar Passos Coelho”, mas aponta responsabilidades à anterior direção pelo maus resultado.

Aos críticos internos, deixou um apelo inflamado: “Já chega, já chega, já chega”, mas no final nem o grito “PSD, PSD” teve eco na sala.

O ex-líder da concelhia Nuno Freitas teve a originalidade de trazer a letra do Fado da Sugestão de Zeca Afonso ao Congresso do PSD e dirigi-lo ao presidente Rui Rio: “Não digas não dize sim/Muito embora amor não sintas/O não envenena a gente/Dize sim, ainda que mintas”.

“Que todo o PSD diga que sim”, apelou.

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Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

em

Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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Braga

Homem encontrado morto num bosque do Gerês

Óbito

em

Foto: DR

Um homem, com cerca de 65 anos, foi encontrado morto esta sexta-feira num bosque na vila do Gerês, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

De acordo com Lino Oliveira, 2.º comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro, o corpo terá sido encontrado em zona florestal junto às termas da vila do Gerês.

No local estão os Bombeiros de Terras de Bouro, a GNR e as autoridades de saúde para atestar o óbito.

Ao que apurámos, o homem, conhecido como ‘Corso’, é uma figura bastante conhecida daquela vila termal.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar as causas da morte.

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Braga

Presidente da Câmara de Braga associa-se à campanha ‘Vacina para Todos’

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, é uma das mais de cem personalidades portuguesas que se associaram à campanha ‘Vacina para Todos’, que defende o acesso universal e gratuito à vacina da covid-19, anunciou hoje a autarquia.

Os signatários consideram estas vacinas como um “bem comum global”, devendo ser “livres de qualquer direito de patente pertencente a qualquer pessoa”.

Para Ricardo Rio, citado em nota de imprensa, é fundamental garantir um acesso universal à futura vacina, independentemente da nacionalidade ou capacidade económica: “A covid-19 e os seus efeitos são mais significativos na população mais carenciada, pelo que se torna imperativo assegurar a vacinação a todos”.

O autarca sublinha que esta “é a única forma de combater eficazmente a pandemia” e esta campanha não pretende impor a vacinação, mas “garantir o acesso a todas as pessoas que se queiram vacinar”.

Lançada em Portugal pela Academia de Líderes Ubuntu, um projecto do Instituto Padre António Vieira, a campanha associa-se à iniciativa “Declare covid-19 vaccine a global common good” do Prémio Nobel da Paz Mohammad Yunus,

António Ramalho Eanes, Joana Marques Vidal, Bagão Félix, D. Manuel Clemente, D. José Tolentino de Mendonça, Marçal Grilo, Isabel Alçada, Isabel Jonet, Silva Peneda, Lídia Jorge, Luís Represas, Laborinho Lúcio, Margarida Balseiro Lopes, Nuno Lobo Antunes, Morais Sarmento, Pedro Norton de Matos e Pedro Roseta são algumas das 118 personalidades portuguesas, das mais diversas áreas, que se associaram a esta iniciativa.

A campanha ‘Vacina para Todos’ defende a criação de um mecanismo que determine o “retorno justo dos investimentos em pesquisa para a descoberta de uma vacina covid-19”.

Por outro lado, consideram os signatários, “os resultados da investigação devem ser do domínio público, disponibilizando-os a qualquer unidade de produção que se comprometa a operar sob rigorosa supervisão regulamentar internacional e somente para essas unidades”.

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