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Futebol

Declarações “anti-sistema” de Micael Sequeira agitam Uzbequistão

Treinador de Braga

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Foto: DR

As declarações bombásticas do treinador bracarense Micael Sequeira, atualmente ao leme do Lokomotiv de Tashkent, logo após o jogo com o Koland 1912, tiveram grande impacto no Uzbequistão, país da Ásia Central que já pertenceu à antiga URSS e que conta com cerca de 36 milhões de habitantes.

Na conferência de imprensa que serviu para analisar e comentar a derrota do Lokomotiv por 2-1, Micael Sequeira não se conteve e disparou em todas as direções, culpando a arbitragem e sobretudo aquilo que diz ser “o sistema”. Quem levou a peito estas declarações foi o presidente da federação do Uzebquistão de futebol que já fez saber que quer falar sobre este assunto com o treinador português.

Em declarações exclusivas a O MINHO, Micael Sequeira esclareceu que “a equipa adversária entrou no jogo de forma bastante agressiva, mas teve sempre a permissão do árbitro. Depois, tudo aquilo que se passou a seguir é mau de mais para ser verdade. Basta dizer que o primeiro golo deles é marcado com a mão e o segundo em claro fora de jogo, com a agravante de o árbitro assistente estar no enfiamento da jogada!”.

A juntar a estes lances capitais, o Lokomotiv ainda viu um golo ser-lhe anulado, aparentemente sem se registar qualquer irregularidade e um dos seus jogadores “agredido à cotovelada” sem sofrer qualquer sanção.

“Não tínhamos de perder este jogo. Os jogadores estavam desolados no balneário. Nos três jogos apitados por este árbitro perdemos sempre e sendo bastante prejudicados! Mas neste jogo ultrapassou os limites. Nunca vi uma arbitragem destas em Portugal!”, sublinhou o treinador.

Para Micael Sequeira só existe um caminho para o desenvolvimento do futebol no Uzbequistão: “não bastará abrir academias, mas sim ingressar na UEFA. Enquanto ficar na Ásia nunca chegará ao patamar de qualificação para o Campeonato do Mundo. E este sistema vai acabar com o futebol uzbeque. Se um dia o Uzbequistão pudesse integrar a UEFA veria que os árbitros são diferentes e o respeito pelos jogadores é diferente. Agora o país só se limita a queimar dinheiro”.

Atualmente em 6.º lugar na tabela classificativa, restam ao Lokomotiv de Tashkent as três últimas partidas contra o Sogdiyona, Pakhtakor e Nasaf na tentativa de atingir ainda um lugar que dê acesso à competição asiática. No ano passado, o Lokomotiv de Tashkent não foi além do 10.º lugar.

Micael Sequeira regressa a Portugal a 29 de novembro próximo, logo após a realização da última jornada do campeonato do Uzbequistão, não tendo ainda definido o seu futuro, isto apesar do convite dos dirigentes uzbeques para que continue no Lokomotiv.

Rui Feio de Azevedo.

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